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Gandhi encontra Helena Blavatsky em Londres

Mahatma Gandhi chegou a Londres em 1888.Ele ingressou na Theosophical Society em 1891. Em sua autobiografia, Gandhi relata: “Perto do final do meu segundo ano na Inglaterra, encontrei dois teósofos, irmãos, ambos solteiros. Eles me falaram sobre o Gita. Estavam lendo a tradução de Sir Edwin Arnold — The Song Celestial — e me convidaram a ler o original com eles. Senti-me envergonhado porque não havia lido o poema…

Gandhi encontra Helena Blavatsky em Londres

Mahatma Gandhi chegou a Londres em 1888.Ele ingressou na Theosophical Society em 1891. Em sua autobiografia, Gandhi relata: “Perto do final do meu segundo ano na Inglaterra, encontrei dois teósofos, irmãos, ambos solteiros. Eles me falaram sobre o Gita. Estavam lendo a tradução de Sir Edwin Arnold — The Song Celestial — e me convidaram a ler o original com eles. Senti-me envergonhado porque não havia lido o poema…

Mahatma Gandhi chegou a Londres em 1888.
Ele ingressou na Theosophical Society em 1891.

Em sua autobiografia, Gandhi relata:

Perto do final do meu segundo ano na Inglaterra, encontrei dois teósofos, irmãos, ambos solteiros. Eles me falaram sobre o Gita. Estavam lendo a tradução de Sir Edwin Arnold — The Song Celestial — e me convidaram a ler o original com eles. Senti-me envergonhado porque não havia lido o poema divino nem em sânscrito nem em gujarati. Fui obrigado a lhes dizer que não tinha lido o Bhagavad Gita, mas que ficaria feliz em lê-la com eles e que, embora meu conhecimento de sânscrito fosse limitado, esperava compreender o original suficientemente bem para perceber onde a tradução não conseguia transmitir plenamente o significado. Comecei então a ler a Gita com eles… o livro pareceu-me de valor inestimável.”

A partir desse encontro, Gandhi começou a ler literatura teosófica e obras relacionadas, como:

  • The Light of Asia (A Luz da Ásia).
  • The Key to Theosophy (Chave para a Teosofia).

Mahatma Gandhi conheceu pessoalmente Helena Petrovna Blavatsky e Annie Besant em 1889 durante seus estudos de Direito em Londres. Esse detalhe histórico revela um ponto de contato entre três correntes intelectuais e espirituais importantes do final do século XIX: o movimento teosófico, o vegetarianismo ético e o despertar espiritual que marcaria a trajetória de Gandhi.

Quando Mohandas Karamchand Gandhi chegou a Londres em 1888, ele ainda era um jovem profundamente tímido e pouco familiarizado com muitos aspectos da tradição filosófica da própria Índia. Foi justamente por intermédio de dois teósofos que ele começou a ler o Bhagavad Gita, inicialmente na tradução de Edwin Arnold (The Song Celestial). Esse episódio foi decisivo, pois despertou nele um interesse renovado pela espiritualidade indiana.

Nesse mesmo período, Gandhi passou a ler obras teosóficas, como The Key to Theosophy, e acabou entrando em contato com o círculo teosófico de Londres. Foi nesse contexto que conheceu pessoalmente Blavatsky e Annie Besant, figuras centrais do movimento. Em 1891, ingressou na Blavatsky Lodge da Sociedade Teosófica em Londres.

Esse encontro mostra algo muito significativo: os teósofos ajudaram Gandhi a redescobrir a própria tradição espiritual da Índia. Muitos intelectuais indianos da época, formados dentro de um sistema educacional britânico, haviam se distanciado de suas escrituras clássicas. Paradoxalmente, foram ocidentais interessados na sabedoria oriental que levaram Gandhi de volta à Bhagavad Gita.

Além disso, o ambiente teosófico londrino estava fortemente ligado ao movimento vegetariano, o que reforçou uma escolha ética que Gandhi já vinha amadurecendo desde a leitura de A Plea for Vegetarianism, de Henry Salt.

Assim, esse episódio aparentemente pequeno revela algo maior: o cruzamento entre espiritualidade, ética e reforma social que marcaria a vida de Gandhi. O jovem estudante que chegou a Londres tentando apenas tornar-se advogado encontrou ali um ambiente intelectual que o ajudou a formar as bases morais e espirituais de sua futura liderança.

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Sobre o Vegetarianismo - Mahatma Gandhi

Sobre o Vegetarianismo – Mahatma Gandhi, Mahatma Gandhi  (Autor), Florence Burgat  (Prefácio), Marly Winckler (Posfácio), Barbara Duvivier(Tradutor), Ed. Bazar do Tempo , Rio de Janeiro, 2020, disponível na Amazon

Como parte de uma família hindu vaishnava, para Mohandas Gandhi não comer carne nem ovos era uma questão, de início, apenas religiosa. No entanto, ao se aproximar dos conceitos de não-violência, o vegetarianismo passou a ser uma missão, que integrava os princípios fundamentais que norteavam a sua vida. Esse dever com os animais constituiu a essência de seu engajamento pelo vegetarianismo. “Eu não gostaria de tirar a vida de um carneiro para satisfazer algum corpo humano. Acredito que quanto menos uma criatura pode se defender mais ela tem direito a proteção do homem contra a crueldade do homem.” O livro Sobre o vegetarianismo reúne os principais textos de Gandhi sobre o assunto escritos ao longo de sua vida e revelando suas ideias e experiências pessoais sobre o tema da alimentação, desde o fim do século XIX, quando se mudou para Inglaterra para estudar direito, descobriu o livro Em defesa do vegetarianismo, de Henry Salt, e se filiou à Sociedade Vegetariana de Londres, tornando seu membro ativo.

Autoria preservada do acervo

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