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EVOLUÇÃO E LIVRE-PENSAMENTO

Como evolucionistas e livres-pensadores, os Sábios da Antiguidade anteciparam e superaram a ciência de nossos dias. Pois, para eles, evolução significava o desdobramento, através de múltiplas experiências, das potencialidades do Ego Espiritual, ou o eu permanente do indivíduo, que através de todas as mudanças e vicissitudes persiste e recorda, criando a si mesmo e às suas condições de acordo com as tendências…

Como evolucionistas e livres-pensadores, os Sábios da Antiguidade anteciparam e superaram a ciência de nossos dias. Pois, para eles, evolução significava o desdobramento, através de múltiplas experiências, das potencialidades do Ego Espiritual, ou o eu permanente do indivíduo, que através de todas as mudanças e vicissitudes persiste e recorda, criando a si mesmo e às suas condições de acordo com as tendências voluntariamente por ele cultivadas, determinando assim para si mesmo seu caráter e seu lugar na escala da existência.

Por essa doutrina, eles ao mesmo tempo justificaram a justiça divina e exoneraram a natureza da responsabilidade pelas qualidades de seus descendentes. Ela apenas permite que cada um se manifeste de acordo com o espírito que cultivou. A forma não é senão a expressão de suas qualidades.

E eles eram livres-pensadores. Mas não como aqueles que em nossos dias costumam usurpar esse mais nobre dos títulos do homem, e que ou não pensam de modo algum, ou então exercem seu pensamento apenas em uma única direção, ou em um único plano da existência, e este o mais exterior e inferior, tomando-o como sendo o todo. Aqueles a quem exaltamos como verdadeiros livres-pensadores projetavam seu pensamento em todas as direções e em todas as esferas e modos de ser: para cima e para dentro, assim como para baixo e para fora; para o mundo da Ideia substancial, assim como para o do Fato fenomenal; para o Espírito e a realidade, assim como para a Matéria e a aparência, sendo em toda parte impelidos e sustentados por sua fé e amor pela divindade que instintivamente reconheciam como estando dentro e por trás de toda a existência.

Por tais meios, completaram sua filosofia e alcançaram aquela necessidade suprema do homem racional — um sistema perfeito de pensamento e uma regra de vida — sistema e regra cuja observância é realizar a mais elevada aspiração possível do homem; pois é transformar a existência no melhor proveito possível a longo prazo. E provaram também que, devidamente purificado e desenvolvido, o homem possui — mais ainda, é — em si mesmo um órgão de conhecimento competente para alcançar a certeza da verdade, até mesmo a mais elevada.

Durante eras e eras esse sistema e essa regra estiveram no mundo; e, embora muitas vezes ignorados, suprimidos ou esquecidos, jamais foram refutados nem superados. E sempre que voltaram a ser reconhecidos, isso ocorreu por meio da recuperação da faculdade especial pela qual somente se dá a percepção das coisas divinas. O nome dessa faculdade é Intuição. Ela representa a experiência da Alma, e, portanto, é possível em sua plenitude apenas àqueles que vivem como a Alma gostaria que vivessem, e que evitam o abate e o derramamento de sangue como meio de sustento ou satisfação.

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FontePalestras e Ensaios sobre Vegetarianismo

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