17. A QUESTÃO DO ADUBO
A seguir, quanto à questão que às vezes se levanta — como o solo deverá ser adubado para as colheitas, caso ocorra uma redução considerável no número de nossos rebanhos — o Professor John Bennet Lawes, que fez do estudo dos fertilizantes o trabalho de toda a sua vida e é reconhecido como autoridade nesse assunto em todo o mundo, escreveu o seguinte: – “Em todos os casos em que se emprega alimentação artificial, ou em…
A seguir, quanto à questão que às vezes se levanta — como o solo deverá ser adubado para as colheitas, caso ocorra uma redução considerável no número de nossos rebanhos — o Professor John Bennet Lawes, que fez do estudo dos fertilizantes o trabalho de toda a sua vida e é reconhecido como autoridade nesse assunto em todo o mundo, escreveu o seguinte: –
“Em todos os casos em que se emprega alimentação artificial, ou em que o consumo de alimentos não é acompanhado de lucro, é melhor devolver diretamente ao solo o excedente das culturas verdes para o cultivo posterior de cereais, do que fazê-lo passar pelo estômago dos animais. Não há nenhuma propriedade mágica na massa negra chamada esterco que não exista já no alimento; e a passagem da palha ou dos nabos pelas vísceras de um animal, longe de aumentar o valor dessas substâncias como adubo, retira delas uma grande proporção de seus elementos valiosos.”
“Pode-se ainda acrescentar”, diz um correspondente do Dietetic Reformer, comentando o trecho acima, “que o Sr. Smith, o bem-sucedido agricultor de Woolston, nunca colocou uma única carriola de esterco em suas terras em toda a sua vida. Ele ara profundamente no outono e permite que o ar adube o solo durante o inverno, antes da semeadura na primavera.”
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