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O ativismo extremo não dá má reputação ao movimento pelos direitos dos animais?

91. O ativismo extremo não dá má reputação ao movimento pelos direitos dos animais? É um argumento significativo que deve ser ponderado com cuidado. Essencialmente, o argumento diz que se suas ações podem ser caracterizadas como extremistas, então você estaria manchando a reputação daqueles cujas ações são moderadas, e assim estaria criando uma reação que pode neutralizar os avanços feitos pelos ativistas mais…

91.  O ativismo extremo não dá má reputação ao movimento pelos  direitos dos animais? 

É um argumento significativo que deve ser ponderado com cuidado.  Essencialmente, o argumento diz que se suas ações podem ser  caracterizadas como extremistas, então você estaria manchando a  reputação daqueles cujas ações são moderadas, e assim estaria  criando uma reação que pode neutralizar os avanços feitos pelos 
ativistas mais moderados. 

Esse apelo à "reação" tem um precedente histórico. Martin Luther  King ouviu as mesmas advertências quando ele organizou protestos  de desobediência civil contra a segregação racial. Se o Dr. King  tivesse cedido a esse apelo, a legislação de direitos civis e de  sufrágio universal teria sido aprovada? 

Dave Foreman, escreveu no livro "Confessions of an Eco-Warrior"  que os radicais do movimento pacifista contra a Guerra do Vietnã  foram responsabilizados pelo prolongamento da guerra e por manchar  a oposição "respeitável". 

Apesar disso, o medo de as manifestações se tornarem mais  militantes impediu o presidente Nixon de aumentar o esforço de  guerra, e a estridência dos manifestantes eventualmente venceu por  cansaço o estabelecimento pró-guerra. 

O argumento de reação é um argumento padrão que sempre será  alegado pelos oponentes de um movimento. A reação pode ser esperada  toda vez que o status quo for desafiado, independentemente de as 
ações serem extremas ou não. 

A questão real é:  A reação provável pode neutralizar os ganhos  alcançados através da ação extrema? 
A resposta aqui não é clara e nos devemos deixar o julgamento para  o leitor informado. 

Dois livros que podem ajudar na avaliação disso são "Free the  Animals" por Ingrid Newkirk, e "In Defense of Animals" por Peter  Singer. O seguinte argumento é parafraseado de Dave Foreman: 

A ação extrema é uma tática política que exagera os problemas e  coloca-os diante do publico quando de outra maneira eles seriam  ignorados pela mídia, uma tática que aplica pressão nas companhias  e nas agencias do governo que de outra forma seriam capazes de  resistir as pressões "legais" das organizações moderadas, e por  fim, essa tática aumenta o espectro do ativismo de forma que as  pressões exercidas pelos grupos principais não possa ser  considerada "extremista". 
DG 

Minha doutrina é essa:  se vermos crueldade ou algo errado que  temos o poder de cessar, e não fizermos nada, nos nos tornamos cúmplices. 
Anna Sewell (escritora) 

Se não há luta, não há progresso. Aqueles que professam a  liberdade, e ainda se opõem à agitação, são pessoas que querem  a chuva sem raios ou trovões. Eles querem o oceano sem o rugido  das ondas. O poder não concede nada se não exigirmos. Nunca  concedeu e nunca concederá. 
Frederick Douglass (abolicionista) 

Veja também: 87 - 90 

Autoria preservada do acervo

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