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78. Os defensores dos DA aceitam que a vivissecção tem resultado em avanços preciosos no campo da

78. Os defensores dos DA aceitam que a vivissecção tem resultado em avanços preciosos no campo da Medicina? Os que advogam os DA, em geral, acreditam que a vivissecção tem desempenhado um papel construtivo, senão essencial, em vários dos avanços médicos. No entanto, a filosofia dos DA afirma que o fim não justifica os meios, e portanto essa resposta não serve para decidir a legitimidade da vivissecção. Tendo isso…

78.  Os defensores dos DA aceitam que a vivissecção tem resultado  em avanços preciosos no campo da Medicina? 

[Proposta A] 
Os que advogam os DA, em geral, acreditam que a vivissecção tem  desempenhado um papel construtivo, senão essencial, em vários dos  avanços médicos. No entanto, a filosofia dos DA afirma que o fim não 
justifica os meios, e portanto essa resposta não serve para decidir a  legitimidade da vivissecção. 

[Proposta C] 
Tendo isso dito, várias pessoas, inclusive ex-vivisseccionistas e historiadores médicos, vão prontamente dizer que há amplas evidencias  históricas e cientificas que demonstram como a maioria da vivissecção 
é inútil, e freqüentemente perigosa para aqueles a quem ela pretende  beneficiar. 

Diante das estatísticas, a vivissecção não funciona:  apesar do uso de  144 milhões de animais na Inglaterra, desde 1950, a expectativa  de vida para os ingleses de meia-idade não mudou desde então.  Cerca de 85% dos animais de laboratório mortos entre as décadas de  1890 e 1990, morreram depois de 1950, mas a queda no nível de  mortalidade humana durante esses 100 anos estava 92% completa desde  antes de 1950. 
Considere o exemplo especifico sobre o câncer: 

CÂNCERES FATAIS POR INDIVÍDUO MASCULINO(EM MILHÕES) NA INGLATERRA 
[NA TABELA SÓ FORAM INCLUÍDOS OS VALORES MAIORES QUE 100 POR MILHÃO] 
 

TIPO DE CÂNCER   1971-1975       1976-1980       % aumento/decréscimo 
--------------------------------------------------------- 
Bexiga              118             123           +  4.2 
Pâncreas            118             125           +  5.9 
Próstata            177             199           + 12.4 
Estômago            298             278           -  6.7 
Colo-retal          311             320           +  2.9 
Pulmões, Traquéia, 1091            1125           +  3.1 
Brônquios... 
[os dados para mulheres foram excluídos por razões de espaço] 

[os dados já estavam ausentes na FAQ original em inglês.  Nota do Tradutor] 

Infelizmente, estão faltando progressos na guerra contra o câncer, apesar  dos grandes números de animais sacrificados para a pesquisa contra o  câncer. 

Quando tais analises são executadas sobre todo o espectro de problemas  médicos, se torna claro que, na melhor das hipóteses, a contribuição da  vivissecção para a nossa saúde deve ser considerada bem modesta. As  quedas dramáticas na taxa de mortalidade de doenças fatais antigas, como  a tuberculose, pneumonia, febre tifóide, coqueluche e cólera, vieram das  melhorias das condições sanitárias das casas, dos ambientes de trabalho,  e da quantidade e qualidade dos alimentos e abastecimento de água, além  da higiene pessoal. 

A Quimioterapia e Imunização não podem, logicamente, receber muito credito  disso, já que elas só' se tornaram disponíveis, cronologicamente, depois  que a maior parte do declínio na taxa de mortalidade já havia sido  alcançada. 

Consideremos o exemplo particular da penicilina:  ela foi descoberta  acidentalmente por Fleming em 1928. Ela foi testada em coelhos, e quando  seus organismos falharam em reagir (nos agora sabemos que os coelhos 
excretam penicilina rapidamente), ele perdeu o interesse nessa substancia.  Ainda assim, dois cientistas continuaram seu trabalho, e sendo  bem-sucedidos nos testes com ratos, declararam: 

"... ratos foram tentados nos testes iniciais de toxicidade devido ao seu  pequeno tamanho, mas isso foi pura sorte, porque nesse aspecto, o homem é  mais parecido com o rato mas não com os porquinhos-da-índia. Se tivéssemos  usado exclusivamente porquinhos-da-índia, nos teríamos dito que a penicilina  era tóxica, e provavelmente não teríamos continuado a tentar superar as  dificuldades na produção dessa substancia para testes em humanos." 

A vivissecção geralmente falha porque: 

- a medicina humana não pode basear-se na medicina veterinária. Isso é  porque os animais são diferentes quanto à histologia, anatomia, genética,  imunologia e fisiologia. 

- animais e humanos reagem diferentemente às substancias. Por exemplo,  algumas drogas são cancerígenas em humanos mas não em animais, ou vice-versa. 

- doenças que ocorrem naturalmente (isto é, em pacientes) e doenças  induzidas artificialmente (isto é, em animais de laboratório) diferem  substancialmente em muitas das vezes. 

E tudo isso se manifesta nos exemplos tais como a seguir: 

--------------------------------------------------- 
DIFERENÇA ENTRE ESPÉCIES NOS TESTES DE DEFEITOS CONGÊNITOS 
--------------------------------------------------- 
Substância      Teratogeno (isto é, causa defeitos congênitos) 
                ----------------------------------- 
                     sim                  não 
--------------------------------------------------- 
aspirina      &nbs p; ratos, camundongos,     humanos   macacos, porquinhos-da-índia, gatos, cães 

aminopterina    humanos                  macacos 

azatioprina     coelhos                 ratos 

cafeína         ratos, camundongos      coelhos 

cortisona       camundongos, coelhos    ratos 

Talidomida      humanos                 ratos, camundongos, 
                                        hamsters 
triamcilanona   camundongos             humanos 
--------------------------------------------------- 

Há exemplos incontáveis, antigos e recentes, dos efeitos enganadores da  vivissecção, e há inúmeras declarações de cientistas de reputação que  enxergam a vivissecção pelo que ela é:  pseudociência. 
A seguir alguns exemplos destas declarações. 
AECW 

A inutilidade da maioria dos modelos animais é menos conhecida. Por  exemplo, a descoberta dos agentes quimioterapêuticos para o tratamento  do câncer humano é amplamente considerado um triunfo devido ao uso de  sistemas de modelagem com animais.  Contudo, nisso também, esses exageros são ditos e apoiados por aquelas  mesmas pessoas que recebem fundos governamentais para a pesquisa animal.  Há bem pouca, se é que existe, evidencia factual que sustente essas  alegações. Na verdade, ao mesmo tempo que os resultados dos experimentos  em animais contraditórios tem atrasado ou atrapalhado os avanços na  guerra contra o câncer, eles nunca motivaram um único avanço substancial  na prevenção ou tratamento do câncer humano. Por exemplo, praticamente  todos os agentes quimioterápicos que tem valor no tratamento do câncer 
humano foram encontrados em um contexto clinico em vez de em estudos  com animais. 
Dr. Irwin Bross 
Testemunho ao Congresso Americano em 1981 

De fato, até mesmo quando esses estudos [clínicos] estavam começando,  muitos cautelosos sugeriram que os dados oriundos das pesquisas em animais  não poderiam ser usados para desenvolver um tratamento para os tumores  humanos. 
British Medical Journal, 1982 

A vivissecção é bárbara, inútil e um empecilho ao progresso cientifico. 
Dr. Werner Hartinger  - Cirurgião-chefe, Alemanha Ocidental, 1988 

... vários vivisseccionistas ainda alegam que o que eles fazem ajuda a  salvar vidas humanas. Eles estão mentindo. A verdade é que os experimentos  animais matam pessoas, e os pesquisadores em animais são responsáveis pelas  mortes de milhares de homens, mulheres e crianças a cada ano. 
Dr. Vernon Coleman  - Membro da Sociedade Real de Medicina, Inglaterra 

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Autoria preservada do acervo

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