59. Os fazendeiros não podem combater as pestes e pragas (insetos e mamíferos predadores das planta
59. Os fazendeiros não podem combater as pestes e pragas (insetos e mamíferos predadores das plantas de cultivo)? Poderíamos simplesmente dizer que menos pestes terão que ser combatidas tendo uma dieta vegetariana e que a matança não será necessária para o controle de pestes, mas como o assunto é interessante, responderemos mais por completo. Essa é uma questão similar à questão 57 no sentido de que a seqüência mais…
59. Os fazendeiros não podem combater as pestes e pragas (insetos e mamíferos predadores das plantas de cultivo)?
Poderíamos simplesmente dizer que menos pestes terão que ser combatidas tendo uma dieta vegetariana e que a matança não será necessária para o controle de pestes, mas como o assunto é interessante, responderemos mais por completo.
Essa é uma questão similar à questão 57 no sentido de que a seqüência mais provável é de que a pessoa tente questionar o porquê de matar pestes por causa de alimento ser mais aceitável do que matar animais por alimento.
O que essa questão difere da questão 57 é que as mortes dos animais (nesse caso, as pestes) não são acidentais porque as pestes são combatidas intencionalmente.
Podemos responder a isso de duas maneiras. Primeiro, podemos argumentar que essa morte é justificável, e segundo, podemos argumentar que isso não seria necessário e deveria ser evitado. Vamos examinar ambas as alternativas.
Tipicamente, nossos sistemas morais permitem que exceções sejam feitas ao imperativo de não prejudicar os outros. A maior dessas exceções é a de autodefesa. Se nos somos ameaçados, teremos o direito de usar a forca para resistir à ameaça.
Na medida que as pestes são uma ameaça ao nosso suprimento de alimento, nossos habitats ou nossa saúde, estaremos justificados em nos defender. Temos a responsabilidade de usar a forca na medida certa, mas às vezes isso significa uma ação fatal para as criaturas que nos ameaçam.
Apesar do argumento de autodefesa, a morte das pestes e pragas podem ainda ser vistas como erradas, e nesse caso, podemos afirmar que a agricultura ainda é preferível à pecuária porque envolve minimizar o necessário combate às pragas (por razões descritas na questão 57).
No entanto, talvez prevalecendo sobre esses argumentos, o fato de que o uso de pesticidas, fertilizantes sintéticos e herbicidas não apenas é desnecessário, como extremamente danoso ao planeta, e deveria portanto ser evitado. Vamos primeiro examinar a questão da necessidade, seguida da questão dos danos ambientais.
David Cowles-Hamar escreveu: "Por milhares de anos, povos de todo o mundo tem usado métodos de agricultura baseados em ecossistemas naturais onde as populações de pestes em potencial são auto-
reguladas. Essas idéias estão agora sendo exploradas na agricultura orgânica e permacultura".
Michael W. Fox escreveu: "O gerenciamento de pestes integrado e melhor conservação das áreas selvagens ao redor das terras de cultivo, para permitir que os predadores naturais possam se incumbir das pestes, são melhores alternativas, do ponto de vista ambiental, do que o uso continuo de pesticidas".
A verdade é que há alternativas efetivas para o combate com o uso de agrotóxicos. Além dos métodos de cultivo descritos acima, vários problemas de pragas podem ser prevenidos, e isso certamente é a melhor abordagem.
Por exemplo, algumas das maiores pestes são o resultado da introdução humana acidental ou intencional de animais em um habitat onde não há predadores que ajudem a controlar sua população. Teremos que ser mais cuidadosos a respeito disso.
Um outro exemplo é o uso de raticidas. Uma abordagem mais efetiva e menos danosa para o meio ambiente seria manter os lugares limpos, tapar os buracos e usar armadilhas de aprisionamento não-letais para posterior devolução ao habitat selvagem.
Os efeitos do uso intensivo de agroquímicos no meio ambiente são muito sérios. Ele resulta em poluição dos lençóis aquáticos. Ele resulta nas mortes colaterais de espécies benéficas e inofensivas. O desenvolvimento eventual de pragas mais resistentes requer o uso de químicos ainda mais fortes com efeitos ainda mais sérios sobre o meio ambiente.
Os agrotóxicos ficam normalmente mais concentrados nos produtos animais do que nos vegetais. Assim, em defesa esclarecida do nosso próprio interesse, deveríamos substituir o consumo de animais ! E as culturas orgânicas e alternativas correlatas substituiriam os agrotóxicos em favor de métodos mais naturais e sustentáveis.
DG
[Permacultura é uma nova visão da agricultura comum, em que um dos objetivos é a redução total do desperdício de energia e materiais, tanto humanos quanto ambientais. Seu objetivo é projetar ou criar
sistemas que imitem a natureza, que contenha e decomponha todos os subprodutos e transforme problemas em soluções. A palavra permacultura foi inventada por Bill Mollison e David Holmgren em 1978 e divulgada em seu livro "Permaculture One". Foi formada das palavras "permanente" e "agricultura" e em sua origem
significava agricultura permanente, e mais tarde evoluiu para englobar as estratégias para uma agricultura mais permanente, isto é, uma agricultura que fosse sustentável. Para conhecer mais visite as paginas a seguir:
http://www.ozemail.com.au/~askpv/Pm-intro.htm http://csf.colorado.edu/perma/yankee_intro.html
Nota do Tradutor]
Veja também: 57 - 58