Vaca louca - “A indignação é a nova mania”
Dorival Valverde Fernandes - Mountarat Sociedade de Proteção Ambiental Contrariando o teatro armado pelas autoridades brasileiras, no Brasil o abate clandestino chega a 50% e a fiscalização Sanitária praticamente não existe para o consumo interno,à revelia da Lei7889/89 que determina aos Poderes Públicos Federal, Estaduais e Municipais fiscalizem a produção de carne e a venda. Considerando-se a fiscalização e o…
Dorival Valverde Fernandes - Mountarat Sociedade de Proteção Ambiental
Contrariando o teatro armado pelas autoridades brasileiras, no Brasil o abate clandestino chega a 50% e a fiscalização Sanitária praticamente não existe para o consumo interno,à revelia da Lei7889/89 que determina aos Poderes Públicos Federal, Estaduais e Municipais fiscalizem a produção de carne e a venda.
Considerando-se a fiscalização e o serviço de saúde brasileiros, se morrem ou morreram pessoas e animais pela doença da vaca louca será impossível saber, mesmo porque a doença leva de 4 a 35 anos para se manifestar.
Só para fundamentar citamos alguns fatos publicados que desmentem as autoridades brasileiras :
Matéria Publicada em 27/03/96 jornal o Estado de S.Paulo diz:
02 ovelhas de um total de 20 importadas da Inglaterra por criadores gaúchos mostraram sintomas da "vaca louca" quando da quarentena e após abatidas comprovou-se a doença.
Matéria Publicada em 05/10/94 no jornal o Estado de S.Paulo diz:
"Animal semiconfinado rende 50% mais"
O semiconfinamento de bovinos em Mato Grosso do Sul anima cada vez mais os pecuaristas......... os animais são levados aos cochos duas vezes por dia, às 8 e 16 horas, para se alimentar com FARINHA DE SANGUE ( CONTENDO 90% DE PROTEÍNAS), milho em grão ou desintegrado com palha e sabugo.................no lugar da silagem, os produtores usam o feno em pé, e podem enriquecer a ração com esterco de suínos ou galinhas.
Matéria Publicada na maioria dos órgãos de imprensa na semana: Autoridades Brasileiras admitem que 6 mil bovinos foram importados da Europa na ultima década.
Fonte radio CBN através seu analista para a pecuária :
170 mil ton/ano de farinha de ossos de animais são misturadas à ração vegetal para alimentação de bovinos no Brasil.
Matéria Públicada no jornal o Estado de S.Paulo em 4/12/96 diz:
"LIXO HOSPITALAR VIRA COMIDA DE PORCO"
Experiência no Sul mostra que é possível dar lixo aos animais, em boas condições sanitárias- Criar porcos utilizando lixo hospitalar parece num primeiro momento, ser um absurdo. No entanto, uma experiência realizada na área rural de Porto Alegre RS está aprovando categoricamente essa fonte de proteína. Agrônomos e veterinários do Centro Experimental da Secretaria Municipal da Industria e Comercio (SMIC) garantem que é possível dar lixo aos porcos, em boas condições sanitárias.
O projeto nasceu em 1989 com o inicio da separação do lixo de 13 hospitais na fonte ( unidades de internação, quartos de pacientes, setor administrativo e cozinha). Apenas os produtos que entravam em contato com os doentes eram considerados contaminados e incinerados...............Projeto será ampliado para mais 100 criadores.
Materia Publicada no jornal Folha de S.Paulo em 31/03/96 diz :
CARNE ILEGAL DOMINA 60 % DO MERCADO
A primeira marretada na cabeça, o boi cambaleia e cai. Ainda vivo. O matador passa a lamina da faca na calça suja, agacha-se e corta-lhe a jugular e a carótida. O sangue jorra e mistura-se com as fezes e tripas que empesteiam o chão....... cerca de 60% da carne bovina consumida no Estado de S Paulo passa por esse ritual medieval presenciado pela folha. Não há inspeção Sanitária _ analise feita em 38 pontos do boi, no mínimo para detectar doenças que podem ser transmitidas ao homem..........................."a situação da carne é vergonhosa ,..........................se a população soubesse o que está comendo, ficaria estarrecida", afirma José Christovam Santos, 69, professor aposentado da Faculdade de Engenharia de Alimentos da UNICAMP e chefe do SIF por 15 anos.
Resumindo : a carne produzida e consumida no Brasil é suspeita e os animais usados na produção são criminosamente mortos sob crueldade, num desrespeito à legislação vigente e à vida em si.