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Tire as mãos do micro-ondas

Bernhard H. Blanc(1) e Hans U. Hertel (2) Este resumo das pesquisas que comparam a alimentação preparada de maneira convencional com alimentos preparada no forno de micro-ondas prova, pela primeira vez, o que sempre se receava: comida cozida no forno de micro-ondas provoca alterações no sangue. Há mais de uma década os fornos de micro-ondas são utilizados para o preparo de alimentos em restaurantes e também no uso…

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Bernhard H. Blanc(1) e Hans U. Hertel (2) Este resumo das pesquisas que comparam a alimentação preparada de maneira convencional com alimentos preparada no forno de micro-ondas prova, pela primeira vez, o que sempre se receava: comida cozida no forno de micro-ondas provoca alterações no sangue.  

Há mais de uma década os fornos de micro-ondas são utilizados para o preparo de alimentos em restaurantes e também no uso doméstico. O preparo mais rápido das refeições, conforto e simplicidade são argumentos de venda. Junto com recomendações científicas, diversos livros de receitas culinárias promovem essa técnica e auxiliam a venda.

O forno de micro-ondas é consequência do uso técnico de micro-ondas durante a IIa Guerra Mundial (1939-1945). Como foi constatado que a microonda é prejudicial — sobretudo seu efeito térmico sobre o sistema biológico — existem valores que limitam o risco de vazamentos da irradiação do forno de micro-ondas. Mas, a qualidade da comida aquecida no forno de micro-ondas não é contestada. Supõem-se, simplesmente, que não é melhor nem pior do que aquela cozida de maneira convencional.

Ação das micro-ondas sobre sistemas vivos

O espectro das micro-ondas vai desde as ondas de rádio até as ondas curtas infravermelhas. As micro-ondas abrangem o rádio, a televisão, o radar, os satélites, os telefones sem fio, instalações militares e também os fornos de micro-ondas.

Os efeitos destrutivos afetam as membranas celulares, a divisão celular, os glóbulos vermelhos do sangue. Podem provocar leucemia, alterações genéticas e chegam até a paralisação total dos ciclos naturais.

A microonda tecnicamente produzida, baseia-se no princípio da corrente alternada. Matéria (átomos, molécula ou célula de um sistema orgânico que possa resistir a tamanha força destrutiva por muito tempo. Estruturas moleculares se rompem, moléculas são transformadas (em isômeros) e assumem outras qualidades.

O movimento caótico de oscilações provoca atrito entre as moléculas e produz calor. No aquecimento convencional sobre o fogo ou no fogão, o calor parte de fora para dentro. O aquecimento provocado pelas micro-ondas parte de dentro para fora — começa principalmente onde existe água e o atrito transforma as energias em calor. Como a planta, o animal e o homem são compostos em até 80% por água, não é difícil imaginar os riscos biológicos das micro-ondas.

Contrário à microonda técnica, a irradiação de micro-ondas do Sol baseia-se no princípio da corrente contínua. Ela não provoca atrito na matéria.

Células são rompidas

Ao lado do efeito térmico das micro-ondas, ocorre ainda outro efeito que, porém, não se pode medir como o efeito térmico: estruturas moleculares são rompidas, deformadas e despojadas de suas funções naturais.

As células são rompidas e a tensão entre o espaço interno e o espaço externo da célula é anulada. Uma célula afetada dessa forma torna-se presa fácil de vírus e fungos. A agressão contínua suprime os mecanismos de reparo, a célula é obrigada a passar à respiração anaeróbica. Em lugar de H2O e CO2 (respiração aeróbica), são produzidos também os gases venenosos H2O2 e CO, como na célula cancerosa. Por isso é tão perigoso um vazamento do forno micro-ondas. Sabemos que todos os fornos de micro-ondas apresentam permeabilidade e, com o passar do tempo, tornam-se mais permeáveis.

As micro-ondas prejudicam as funções naturais de todos os sistemas vivos. Elas afetam a pele exposta, os olhos, os pulmões (na inspiração de ar irradiado) e, também, os alimentos irradiados.  

Fonte: "Raum & Zeit", número 55 de 1992. Traduzido na Revista ComTAPS, número 10, 1992. www.taps.org.br

(*) Prof. Dr. Bernhard Blanc, do Instituto de Bioquímica da Universidade Federal, ETH, Lausanne, Suíça. Dr. Hans U. Hertel, do Projeto de Pesquisa de Biologia Ambiental, Wattenwil, Suíça.

Autoria preservada do acervo

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