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Restaurantes naturais mostram charme e sofisticação em pratos e ambiente

HRIS CAMPOS Colaboração para o UOL DEshow('180x150',5,0); Prato do dia do Banana Verde é uma das atrações fatais dos restaurantes naturais e charmosos PRATOS E AMBIENTES CHARMOSOSUOL RECEITAS E RESTAURANTES Existe um clichê que parecia imutável a respeito dos restaurantes naturais: para ser natural, era preciso ser chato, sem graça, com jeito de obrigação. Ninguém quer isso quando o assunto é comida, certo? Ainda…

HRIS CAMPOS
Colaboração para o UOL
Prato do dia do Banana Verde é uma das atrações fatais dos restaurantes naturais e charmosos

Prato do dia do Banana Verde é uma das atrações fatais dos restaurantes naturais e charmosos

Existe um clichê que parecia imutável a respeito dos restaurantes naturais: para ser natural, era preciso ser chato, sem graça, com jeito de obrigação. Ninguém quer isso quando o assunto é comida, certo? Ainda mais quando a questão é comer de uma maneira mais saudável, proposta de todo restaurante natural. Durante anos, ir a uma casa natural significou ter de encarar um bufê com panelões de comida requentada, pratos toscos acompanhados de talhares de plástico e, na hora do cafezinho, ficar frente-a-frente com uma garrafa térmica horrenda repleta de algum líquido que se parece remotamente com café. Por isso, algumas boas almas gourmets, dispostas a metamorfosear este cenário, começaram a abrir restaurantes naturais com cara de restaurante "de verdade". Ou seja, programa eleito pelos atrativos de um bom lugar para comer: pratos que você goste somado ao ambiente aprazível. A diferença fica para o conteúdo das panelas.

Partindo deste princípio, começaram a pipocar em São Paulo lugares como o Gaia, um restaurante natural, ovolactovegetariano (que serve pratos à base de vegetais, ovos e derivados de leite) fincado num pedacinho charmoso de Pinheiros. Por lá, o apelo ao "natural" se limita ao cardápio. O salão é uma graça, cheio de atrativos para os olhos, a comida chega bonita em pratos bacanas acompanhados de talheres decentes e cada prato tem um sabor próprio, longe da massificação de sabores imposta pelo esquema de bufê. "A intenção, desde o início, foi criar um restaurante natural que não fosse entediante e que provasse que comida vegetariana também pode ter uma proposta gourmet", explica o proprietário e chef da casa, Augusto Pinto. Ele próprio é um vegetariano que sentiu na pele a dificuldade de encontrar um lugar bacana que servisse os pratos que gosta de comer. A saída, portanto, foi se impor como missão desconstruir a imagem do restaurante natural bicho-grilo em seu estabelecimento.

Outro lugar que aposta na combinação do natural com o quesito restaurante charmoso é o Fulô, que fica numa simpática esquina do bairro paulistano dos Jardins. "As pessoas vêm aqui pela comida e não só pelo fato de ser um restaurante natural", conta um dos sócios da casa, Ismar Cestari, vegetariano há 20 anos. De fato, tanto o cardápio quanto o clima da casa fazem jus à proposta inicial: natural não precisa ser chato. O restaurante também não tem bufê. Cada prato sai na cozinha logo após o cliente apontar seu favorito no cardápio. Entre os mais requisitados, figuram combinações suculentas, como o Lótus: arroz com curry, rúcula, shitake e castanha de caju servido com palmito pupunha e chutney de abacaxi. As sobremesas também são tentadoras. Entre as mais especiais, merece aplausos a torta de bananas, feita com farinha integral e aveia e recheio de banana, açúcar mascavo e canela. Outros diferenciais da casa são o fato de ela abrir também para o jantar - geralmente restaurantes naturais funcionam apenas na hora do almoço - e servir drinques, como em qualquer restaurante-padrão da cidade. "Tem gente que acha que quem gosta de comida natural não pode gostar de caipirinha ou mojito., aqui não tem nada disso", diz Ismar. "O cardápio é diferenciado, mas os atrativos são iguais aos de um bom restaurante".

A Vila Madalena, reduto de barzinhos e bairro coalhado de lugares simpáticos para comer carne, ganhou um oásis para os vegetarianos há quase dois anos. No Banana Verde, um restaurante de ambiente agradável e cardápio recheado de delícias feitas com ingredientes orgânicos, há sempre duas opções de prato do dia, e que mudam diariamente. Por lá, são servidas paellas de legumes, massas recheadas, como o panzerotti; hambúrgueres vegetarianos, saladas especiais enfeitadas com flores. Tudo o que é quente sai da cozinha na hora que o cliente pede. O bufê é reservado só para as saladas frias. No fim de semana, também dá para tomar um café da manhã de cinema por lá - preparado, logicamente, com ingredientes naturais. "Só porque é natural, o cardápio não precisa ser pouco criativo", acredita o proprietário da casa, Iberê Cannabrava. "Não queremos reproduzir o gosto de pratos feitos com carnes, como por exemplo, uma feijoada vegetariana, mas oferecer outras combinações gostosas feitas com ingredientes naturais".

Serviço:

BANANA VERDE
Rua Harmonia, 278, Vila Madalena, São Paulo
Tel.: 11 3814-4828
www.bananaverde.com.br

FULÔ
Rua Haddock Lobo, 899, Cerqueira César, São Paulo
Tel.: 11 3081-7769
www.fulovegetariano.com.br

GAIA
Rua Cônego Eugênio Leite, 1152, Pinheiros, São Paulo
Tel.: 11 3031-0680
www.gaiavegetariano.com.br

Chris Campos é jornalista e editora do site Casa da Chris
 
Fonte: UOL  

Autoria preservada do acervo

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