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Reforma agrária

Desde a década de 1950 se ouve, na América Latina, um forte clamor pela reforma agrária. Esta ‘ameaça’ de uma Revolução Vermelha foi contornada, na década de 1960, pela assim chamada ‘Revolução Verde’. Não por acaso, a invasão de ‘supersementes’ – no mesmo pacote dos produtos químicos associados – ocorreu simultaneamente às ditaduras apoiadas pelos EUA. Mesmo assim, o clamor pela reforma agrária não foi totalmente…

Desde a década de 1950 se ouve, na América Latina, um forte clamor pela reforma agrária. Esta ‘ameaça’ de uma Revolução Vermelha foi contornada, na década de 1960, pela assim chamada ‘Revolução Verde’. Não por acaso, a invasão de ‘supersementes’ – no mesmo pacote dos produtos químicos associados – ocorreu simultaneamente às ditaduras apoiadas pelos EUA. Mesmo assim, o clamor pela reforma agrária não foi totalmente calado. No auge da Revolução Verde e, apesar da prosperidade das ditaduras, foi realizado em 1979 o primeiro congresso mundial sobre reforma agrária. Na seqüência, o lado oficial optou pelo silêncio. Um silêncio ensurdecedor. No Brasil, em 1985, foi criado o combativo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e em vários outros países os grupos da base continuaram clamando por reforma agrária. Ocupar terras com centenas, às vezes milhares, de famílias de uma vez tornou-se o modo de manifestação por excelência para pressionar o governo e os latifundiários. É uma característica do MST, mas muitos outros movimentos também as utilizam para pressionar os governos para, finalmente, corrigir cinco séculos de injustiça. Estima-se que neste imenso país há cerca de 70 grupos, movimentos e sindicatos que se dedicam à reforma agrária e também a ocupações de terras.

Em 1993, surgiu na cidade belga de Mons a Via Campesina. O movimento mundial de campesinos tornou-se, ao longo dos anos, um dos movimentos mais bem organizados do planeta e que não pode ser ignorado por instâncias como a OMC, Banco Mundial, FMI e FAO.

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