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Produção de suínos, aves e bovinos

Suínos Segundo a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína - ABIPECS, no País existem cerca de 200 frigoríficos, responsáveis pelo abate de 36 milhões de suínos em 2005. Nos últimos anos, o melhoramento genético proporcionou avanços de produtividade. O ciclo de vida caiu de 179 para 150 dias nas últimas décadas. Paralelamente, o peso de abate evoluiu de 94 para 110 kg, com uma…

Suínos

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína - ABIPECS, no País existem cerca de 200 frigoríficos, responsáveis pelo abate de 36 milhões de suínos em 2005. Nos últimos anos, o melhoramento genético proporcionou avanços de produtividade. O ciclo de vida caiu de 179 para 150 dias nas últimas décadas.

Paralelamente, o peso de abate evoluiu de 94 para 110 kg, com uma conversão de ração de 3,6 para 2,9 kg. Com isto, atualmente há um menor teor de gordura na carne, sendo que o percentual que mede a carne por carcaça nos últimos anos cresceu de 46% para
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nteve início em dez/05, e, até o momento, ainda não foi totalmente erradicada
nem território nacional, suscitando de dez/05 para cá embargos à carne suína
nbrasileira. O principal ponto de preocupação, na verdade é em relação ao
nembrargo russo, que é o principal consumidor da carne suína de procedência
nbrasileira. No momento, os russos estão comprando apenas os suínos
nprocedentes do RS. Como reflexo dos problemas fitossanitários em território
nnacional, no período jan-mai/06, as exportações de suínos brasileiros
napresentaram desempenho muito fraco: 174,7 mil toneladas, equivalentes a US$
n332 milhões, representando recuos de 25,6% e 25,5%, respectivamente, ante
njan-mai/05. Ressaltamos também que, além do problema fitossanitário, outro
nponto de cautela, no curto prazo, é o atual patamar de câmbio que está
nbastante desfavorável às exportações.
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nAves
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nO Brasil é um dos maiores produtores mundiais de carne de frango (precedido
ndos EUA e China), com produção, em 2005, de cerca de 9,2 milhões de
ntoneladas, sendo 28% destinada à exportação e 72% ao consumo interno. A
nregião Sul é a principal produtora do País, com 55,5% do total. O consumo
nper capita brasileiro é de 34 kg/ano. Enquanto a produção brasileira
napresentou crescimento de 56% entre 2000 e 2005, o consumo per capita
napresentou, no mesmo período, incremento bem mais modesto: 14%. Embora a
nexportação já estivesse ganhando maior representatividade, até o ano de 1999
no Brasil era o 3º exportador mundial de carne de frango, precedido dos EUA
n(1º) e UE (2º), destacando-se tanto no comércio de peças inteiras como no de
npartes. Em 1999 a receita com exportação gerou divisas de US$ 875,4 milhões
ncom 771 mil toneladas exportadas e, em 2005, de US$ 3,5 bilhões com 2,8
nmilhões de toneladas exportadas, representando acréscimos de 12% e 34,6%,
nrespectivamente, o que conferiu ao Brasil o posto de primeiro lugar no
nranking mundial de exportadores. Esta satisfatória evolução está atrelada ao ",1] ); //--> 56%. O Brasil é o quarto maior exportador mundial de carne suína. O avanço das exportações se deu principalmente em mercados na Europa Oriental, com destaque para a Rússia, gerando uma forte dependência daquele mercado. Em 2005, as exportações de suíno apresentaram excelente desempenho: 625 mil t equivalente a uma receita cambial de US$ 1,168 bilhão, representando incremento de 22,6% e 50,3%, respectivamente.

Em igual sentido, o consumo interno também apresentou desempenho positivo, tendo alcançado, segundo informações preliminares da Abipecs acréscimo de 5% ao atingir cerca de 2.282 mil t. As perspectivas para o setor para 2006 não são favoráveis, em função do alastramento do mal da febre aftosa no Mato Grosso do Sul, na região Sul do País e em países vizinhos (como a Argentina). Este problema teve início em dez/05, e, até o momento, ainda não foi totalmente erradicada em território nacional, suscitando de dez/05 para cá embargos à carne suína brasileira.

O principal ponto de preocupação, na verdade é em relação ao embrargo russo, que é o principal consumidor da carne suína de procedência brasileira. No momento, os russos estão comprando apenas os suínos procedentes do RS. Como reflexo dos problemas fitossanitários em território nacional, no período jan-mai/06, as exportações de suínos brasileiros apresentaram desempenho muito fraco: 174,7 mil toneladas, equivalentes a US$ 332 milhões, representando recuos de 25,6% e 25,5%, respectivamente, ante jan-mai/05. Ressaltamos também que, além do problema fitossanitário, outro ponto de cautela, no curto prazo, é o atual patamar de câmbio que está bastante desfavorável às exportações.

Aves

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de carne de frango (precedido dos EUA e China), com produção, em 2005, de cerca de 9,2 milhões de toneladas, sendo 28% destinada à exportação e 72% ao consumo interno. A região Sul é a principal produtora do País, com 55,5% do total. O consumo per capita brasileiro é de 34 kg/ano. Enquanto a produção brasileira apresentou crescimento de 56% entre 2000 e 2005, o consumo per capita apresentou, no mesmo período, incremento bem mais modesto: 14%.

Embora a exportação já estivesse ganhando maior representatividade, até o ano de 1999 o Brasil era o 3º exportador mundial de carne de frango, precedido dos EUA (1º) e UE (2º), destacando-se tanto no comércio de peças inteiras como no de partes. Em 1999 a receita com exportação gerou divisas de US$ 875,4 milhões com 771 mil toneladas exportadas e, em 2005, de US$ 3,5 bilhões com 2,8 milhões de toneladas exportadas, representando acréscimos de 12% e 34,6%, respectivamente, o que conferiu ao Brasil o posto de primeiro lugar no ranking mundial de exportadores.

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navanço no sistema de integração entre os pequenos produtores e as grandes
nindústrias, sendo que a tendência, no médio prazo, é de concentração. Os
nprincipais demandantes da carne de frango brasileira são: Oriente Médio,
nÁsia, UE, Rússia e África. Quanto às perspectivas, o momento atual é de
ncautela, por dois motivos principais: atual patamar de câmbio está
ndesfavorável às exportações e o alastramento da gripe aviária por algumas
nlocalidades européias que inibiu a demanda internacional por carne de aves
nin natura. Também mencionamos como pontos de cautela: o acirramento da
nconcorrência e o aumento do rigor por parte dos principais clientes no
nexterior em relação à exigências fitossanitárias. Em jan-mai/06, como
nreflexo dos aspectos comentados, as exportações apresentaram fraco
ndesempenho: foram embarcadas 1.046,1 mil toneladas, o equivalente a US$
n1.236,7 milhões, representando recuo de 5,5% e acréscimo de 0,9%,
nres pectivamente, devendo encerrar o ano de 2006 com percentuais próximos a
nestes.
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nBovinos
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nO Brasil é um dos maiores produtores de carne bovina mundial, com produção
nem 2005 de 8,8 milhões de toneladas. O consumo per capita nacional é de 36,7
nkg/ano. Enquanto a produção brasileira evoluiu (em 2000: 6,6 milhões de
ntoneladas), o consumo per capita está praticamente estagnado desde aquele
nano. As importações, que em 2000 foram de quase 100 mil toneladas,
napresentam recuo desde então, tendo sido de 50 mil toneladas em 2005. O
nclima, a extensão territorial e a disponibilidade de fatores de produção no
nBrasil, geram condições de competitividade na produção e industrialização,
ninclusive quanto à alta qualidade dos produtos. O fato da maior parte do
ngado brasileiro ser alimentado a pasto tem sido, adicionalmente, um fator de
nvalorização da carne bovina no mercado internacional. Embora a exportação já
nestivesse ganhando maior representatividade, até o ano 2002 o Brasil era o ",1] ); //-->Esta satisfatória evolução está atrelada ao avanço no sistema de integração entre os pequenos produtores e as grandes indústrias, sendo que a tendência, no médio prazo, é de concentração. Os principais demandantes da carne de frango brasileira são: Oriente Médio, Ásia, UE, Rússia e África. Quanto às perspectivas, o momento atual é de cautela, por dois motivos principais: atual patamar de câmbio está desfavorável às exportações e o alastramento da gripe aviária por algumas localidades européias que inibiu a demanda internacional por carne de aves in natura.

Também mencionamos como pontos de cautela: o acirramento da concorrência e o aumento do rigor por parte dos principais clientes no exterior em relação à exigências fitossanitárias. Em jan-mai/06, como reflexo dos aspectos comentados, as exportações apresentaram fraco desempenho: foram embarcadas 1.046,1 mil toneladas, o equivalente a US$ 1.236,7 milhões, representando recuo de 5,5% e acréscimo de 0,9%, respectivamente, devendo encerrar o ano de 2006 com percentuais próximos a estes.

Bovinos

O Brasil é um dos maiores produtores de carne bovina mundial, com produção em 2005 de 8,8 milhões de toneladas. O consumo per capita nacional é de 36,7 kg/ano. Enquanto a produção brasileira evoluiu (em 2000: 6,6 milhões de toneladas), o consumo per capita está praticamente estagnado desde aquele ano. As importações, que em 2000 foram de quase 100 mil toneladas, apresentam recuo desde então, tendo sido de 50 mil toneladas em 2005.

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n3º exportador mundial de carne bovina, precedido pela Austrália (1º) e EUA
n(2º), destacando-se tanto no comércio de carnes frescas quanto no de carnes
nindustrializadas. Em 2004, passou a figurar como 1º exportador mundial,
nseguido da Austrália (2º) e Argentina (3º). Em 2000 a receita com exportação
ngerou divisas de US$ 786 milhões com 592 mil ton exportadas e, em 2005 de
nUS$ 3,047 bilhões com 1,369 milhão de ton exportadas, +23,5% e +18,1%,
nrespectivamente ante 2004. Este excelente desempenho está atrelado ao
nesforço do governo brasileiro e à melhor organização do setor, nos últimos
nanos, além da queda da exportação americana (1,1 milhão de ton em 2003 para
n200 mil ton em 2004), função de embargos comerciais dada a incidência da
ndoença "vaca louca" em rebanhos daquele País. Os principais demandantes da
ncarne bovina brasileira são Rússia, Reino Unido, UE e Egito. Quanto às
nperspectivas para 2006, apesar do potencial brasileiro, o momento é de
ncautela. Em primeiro lugar, salientamos os embargos (entre nov/05 e abr/06)
npor parte de países importadores, função de focos de febre aftosa no Mato
nGrosso do Sul e no Paraná. Nos primeiros cinco meses de 2006, as exportações
nbrasileiras foram de 537,7 milhão de ton, o equivalente a US$ 1.321 milhão,
nrepresentando acréscimo de 2% e 16,4%, respectivamente em relação a
njan-mai/05, o que foi possível pela melhora de mix.
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nPontos positivos:
na exportação apresentou ritmo aquecido no biênio 2004-05, tendo sido
nfavorecida pelos problemas sanitários na Ásia e em algumas localidades da
nEuropa;
nperspectiva de aumento do consumo interno de produtos de maior valor
nagregado, como os congelados;
nAs ocorrências de gripe aviária (na Ásia) e doença da vaca louca (na América
ndo Norte e UE) tendem a possibilitar acréscimo de procura pela carne suína
nbrasileira;
nestratégias operacionais das grandes empresas priorizam o enobrecimento do
nportfólio de produtos;",1] ); //-->O clima, a extensão territorial e a disponibilidade de fatores de produção no  Brasil, geram condições de competitividade na produção e industrialização, inclusive quanto à alta qualidade dos produtos. O fato da maior parte do gado brasileiro ser alimentado a pasto tem sido, adicionalmente, um fator de valorização da carne bovina no mercado internacional. Embora a exportação já estivesse ganhando maior representatividade, até o ano 2002 o Brasil era o 3º exportador mundial de carne bovina, precedido pela Austrália (1º) e EUA (2º), destacando-se tanto no comércio de carnes frescas quanto no de carnes
industrializadas. Em 2004, passou a figurar como 1º exportador mundial, seguido da Austrália (2º) e Argentina (3º). Em 2000 a receita com exportação gerou divisas de US$ 786 milhões com 592 mil ton exportadas e, em 2005 de US$ 3,047 bilhões com 1,369 milhão de ton exportadas, +23,5% e +18,1%, respectivamente ante 2004.

Este excelente desempenho está atrelado ao esforço do governo brasileiro e à melhor organização do setor, nos últimos anos, além da queda da exportação americana (1,1 milhão de ton em 2003 para 200 mil ton em 2004), função de embargos comerciais dada a incidência da doença "vaca louca" em rebanhos daquele País. Os principais demandantes da carne bovina brasileira são Rússia, Reino Unido, UE e Egito. Quanto às perspectivas para 2006, apesar do potencial brasileiro, o momento é de cautela.

Em primeiro lugar, salientamos os embargos (entre nov/05 e abr/06) por parte de países importadores, função de focos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul e no Paraná. Nos primeiros cinco meses de 2006, as exportações brasileiras foram de 537,7 milhão de ton, o equivalente a US$ 1.321 milhão, representando acréscimo de 2% e 16,4%, respectivamente em relação a jan-mai/05, o que foi possível pela melhora de mix.

Pontos positivos:

a exportação apresentou ritmo aquecid o no biênio 2004-05, tendo sido favorecida pelos problemas sanitários na Ásia e em algumas localidades da Europa; perspectiva de aumento do consumo interno de produtos de maior valor agregado, como os congelados;

As ocorrências de gripe aviária (na Ásia) e doença da vaca louca (na América do Norte e UE) tendem a possibilitar acréscimo de procura pela carne suína brasileira;

estratégias operacionais das grandes empresas priorizam o enobrecimento do portfólio de produtos;