Porcos usados em trote estão a salvo
COMUNIDADE - 21/05/2009 Daiane Souza/UnB Agência Ativistas protetores dos animais pagaram a multa para a liberação das duas leitoas. Elas viverão livres em uma chácara no Lago OesteCamila Rabelo - Da Secretaria de Comunicação da UnB As duas leitoas que causaram tumulto e barulho no trote de Agronomia da Universidade de Brasília no dia 5 de maio ganharam um novo lar: uma chácara no Lago Oeste. Os animais estavam sob…
COMUNIDADE - 21/05/2009
| Daiane Souza/UnB Agência |
Camila Rabelo - Da Secretaria de Comunicação da UnB
As duas leitoas que causaram tumulto e barulho no trote de Agronomia da Universidade de Brasília no dia 5 de maio ganharam um novo lar: uma chácara no Lago Oeste. Os animais estavam sob guarda da Secretaria de Agricultura do DF e seriam enviados ao abate em poucos dias. Um grupo de ativistas protetores dos animais dividiu o valor da multa de apreensão, de R$ 225, para salvar os bichos.
Quem cuidará das leitoas é o professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal Kleber Castelo Branco. Ele soube da situação por meio de um boletim divulgado pela ProAnima, organização não-governamental protetora dos animais do DF. “Como moro em um local adequado, logo me ofereci para adotá-los”, disse o professor, que abriga em sua chácara 18 cachorros e 9 gatos encontrados na rua.
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| Kleber garante que animais adotados terão melhor qualidade de vida |
“Faço isso para oferecer melhor qualidade de vida aos animais”, defende Castelo Branco. Ele, que é vegetariano, promete que as leitoas, que receberam o nome de Bia e Magda, não vão para a panela. “Assim que elas se acostumarem com o ambiente da chácara, vou soltá-las para crescerem livres.” Elas têm apenas três meses de vida e foram levadas pelo novo dono na tarde de quinta-feira, 21 de maio.
INDIGNAÇÃO - O trote organizado pelos veteranos do curso de Agronomia no dia 5 de maio causou indignação de professores, que denunciaram maus tratos aos animais. Os alunos levaram os porcos até o Minhocão com intuito de fazerem piada com a gripe suína. Os animais carregavam placas escritas “Atchim!”. Contudo, o mau cheiro e o barulho atrapalharam as aulas no prédio, causando um grande tumulto, até serem apreendidos.
“A atitude dos alunos é inadmissível, praticaram crime de maus-tratos aos animais. Esse tipo de trote deveria ser proibido pela Reitoria e os envolvidos têm de ser penalizados”, reclamou a diretora-geral da ProAnima, Marina Carbucci. Essa não era bem a intenção dos alunos do UnB que organizaram o trote, segundo o presidente do CA da Agronomia, Djan Martins. “Queríamos fazer uma brincadeira e acabamos mal interpretados. Ninguém fez mal nenhum aos animais, apenas os trouxemos para o campus”, relata o jovem, que se diz contente com o fim da história. "Eles vieram de uma granja e seriam abatidos em poucos dias.”
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| Leonardo integra grupo que se mobilizou pela adoção dos porcos |
Djan Martins diz que os alunos aprenderam a lição. “Trote envolvendo animais nunca mais”, compromete-se. É o que espera o aluno do mestrado em Política Social da UnB, Leonardo Ortegal. Ele foi um dos que colaborou para pagar a multa e integra o Núcleo de Estudos Vegetarianos de Brasília, criado por estudantes da UnB em 2006. O grupo foi o primeiro a se preocupar com o futuro das leitoas e desde que souberam do trote, pelo Portal da UnB, começaram a buscar com amigos, conhecidos e até pela internet, um pai adotivo para os porcos. “O mesmo fundamento ético que nos move a um estilo de vida que não imponha sofrimento aos animais nos levou a ajudar os porcos”, afirmou.
Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.