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Pizza e cerveja

Luc Vankrunkelsven Por que esta explicação sobre as tentativas de assimilação de culturas e integração de uma meia dúzia de monges? Preciso esperar 45 minutos na rodoviária de Curitiba. O ônibus para Guarapuava somente parte às 18:30 horas. Ou seja, tempo suficiente para engolir uma pizza, tomar uma cerveja e assimilar os dias intensos em Goiás. Eu quase esqueci que nos cardápios daqui as porções são para duas…

Luc Vankrunkelsven

Por que esta explicação sobre as tentativas de assimilação de culturas e integração de uma meia dúzia de monges? Preciso esperar 45 minutos na rodoviária de Curitiba. O ônibus para Guarapuava somente parte às 18:30 horas. Ou seja, tempo suficiente para engolir uma pizza, tomar uma cerveja e assimilar os dias intensos em Goiás. Eu quase esqueci que nos cardápios daqui as porções são para duas pessoas e que a cerveja vem em garrafas grandes. Valores comunitários com os quais nós, do ‘velho mundo’, não estamos mais tão familiarizados. É óbvio que a norte-americanização está avançando rapidamente por aqui: o consumo de fast-food é cada vez maior e a venda de cerveja em latinhas individuais cresce a cada dia. Não consigo consumir a pizza inteira; já a cerveja, sim, pois está muito calor.

“Kaiser? Antártica? Brahma? Bohemia?”

“Bohemia, por favor.” (Kaiser é da Coca Cola; Brahma, Antártica, Skol, Bavária e Bohemia da Inbev –fusão da belga Interbrew com a brasileira AmBev; com sede em Leuven [Bélgica], mas agora dominada pelos executivos brasileiros).

A pizza me leva aos antigos colonos italianos, Bohemia aos imigrantes alemães. Enquanto isso, estamos no meio da globalização selvagem: nosso mundo, nosso vilarejo. Nossa sociedade de consumo global. Inbev: a cervejaria belgo-brasileira, a maior do mundo.

Você é o que você consome. Mas onde é que eu encontro outras cervejas por aqui?

Autoria preservada do acervo

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