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Os verdadeiros argumentos abolicionistas contrários à vivissecção - Sônia Felipe
A carta abaixo foi escrita em resposta ao artigo de 11/11/2007: O atraso zoofílico, de Andre Petry, na revista Veja, em: http://img340.imageshack.us/img340/3391/oatrasozoofliconp3.jpg ________ Os defensores dos animais, favoráveis à abolição do uso do modelo animal para pesquisa da cura das doenças humanas, ao contrário do que afirma André Petry, não são "obscurantistas zoofílicos" que querem fazer parar toda…
A carta abaixo foi escrita em resposta ao artigo de 11/11/2007: O atraso zoofílico, de Andre Petry, na revista Veja, em:
http://img340.imageshack.us/img340/3391/oatrasozoofliconp3.jpg
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Os defensores dos animais, favoráveis à abolição do uso do modelo animal para pesquisa da cura das doenças humanas, ao contrário do que afirma André Petry, não são "obscurantistas zoofílicos" que querem fazer parar toda pesquisa científica na área da saúde e medicina humana. André Petry parece bastante "cego e obscurecido" por sua própria visão egocêntrica, e possivelmente ainda não teve tempo de ler nada do que já foi publicado nos últimos 30 anos sobre a necessidade de mudar do paradigma vivisseccionista para outro mais de acordo com os avanços tecnológicos e científicos da humanidade esclarecida. Quais são os argumentos que sustentam a posição nada "obscurecida nem medieval", dos abolicionistas?
O primeiro deles, é que a saúde humana é a saúde de uma espécie viva, cuja biologia, fisiologia e psicologia em muito se assemelha a muitas outras espécies vivas que habitam o planeta terra. É verdade. Em nome disto, os abolicionistas sustentam que não se pode justificar eticamente o uso de animais vivos em experimentos dolorosos e letais, porque nenhuma vida senciente é substituível por outra, nem da própria espécie, nem de qualquer outra espécie. Estar vivo é a única e grandiosa maravilha para cada um dos seres vivos sencientes. Tirar a vida de centenas de milhões de seres sencientes para testar drogas inventadas para lidar apenas com os sintomas das doenças produzidas na espécie humana, justificando-se que afinal as vidas destruídas não têm valor inerente algum para os seres dizimados, que seu valor só existe em relação ao que os humanos podem fazer aproveitando-se de sua vulnerabilidade, não é argumento ético. Tal tese não se sustenta eticamente, porque não poderia ser usada validamente para justificar o uso de seres humanos em condições vulneráveis em experimentos semelhantes.