O solitário caminho da recuperação e renovação
Assim como aqui, em Geraardsbergen, há vários outros exemplos em Flandres, na Holanda, na Europa. Apesar da – ou graças à – União Européia, que hoje comemora 50 anos? Vamos dizer ‘apesar’, pois a agricultura produtivista ainda recebe muito subsídio, enquanto este sítio concreto não pode contar com um euro de apoio. Porém, este pequeno sítio paga tantos impostos quantos uma grande fazenda. É que as taxas são as…
Assim como aqui, em Geraardsbergen, há vários outros exemplos em Flandres, na Holanda, na Europa. Apesar da – ou graças à – União Européia, que hoje comemora 50 anos?
Vamos dizer ‘apesar’, pois a agricultura produtivista ainda recebe muito subsídio, enquanto este sítio concreto não pode contar com um euro de apoio. Porém, este pequeno sítio paga tantos impostos quantos uma grande fazenda. É que as taxas são as mesmas... Alguém consegue entender?
Como poderemos, com Wervel, encontrar caminhos que apóiem aqueles que anunciam a aurora? Será que, afinal, a recuperação e renovação de pés no chão ocorrerão mais rapidamente no Brasil do que na velha Europa? No Brasil e em outros ‘países em desenvolvimento’ (que expressão!), o caminho da renovação é muito menos solitário e individual.
Prezados agricultores e agricultoras da agricultura familiar brasileira, ensinem para nós como voltar comunitariamente para a terra e uns para os outros. Para que haja novamente ‘desenvolvimento’ nos países excessivamente desenvolvidos.
Geraardsbergen, 9 de fevereiro de 2007.
(1) - (em francês) Réseau Semences Paysannes [Rede de Sementes Crioulas] <http:/www.semencespaysannes.org>. Nicolas Supiot é co-fundador da rede (veja o site; no tópico ‘publications et vidéos’ [em francês] encontram-se documentos interessantes).
a. (em francês) Base (Bretagne, Agriculture, Sol et Environnement [Bretanha, Agricultura, Solo e Meio Ambiente]); Conrad Schreiber é o coordenador: <http://pageperso.aol.fr/baseagrisol/>.
b. (em francês) Apad (Association pour la promotion d'une agriculture durable [Associação para a Promoção de uma Agricultura Sustentável]): <http://www.apad.asso.fr>. Pesquisas sobre plantio direto, cultivo sem arar o solo, cobertura morta (mulching) e muitos livros interessantes (inclusive o último livro de Darwin sobre a importância das minhocas).
c. (em francês) Agriculture de Conservation [Agricultura de Conservação] <http://www.agriculture-de-conservation.com/>; muita informação sobre técnicas de cultivo simplificadas (sem arar).
d. (em francês) Cedapa (Centre d'étude pour un développement agricole plus autonome [Centro de estudos para o desenvolvime nto de uma agricultura mais autônoma]): <http://www.cedapa.com>. Um grupo de criadores de gado que objetivam a sustentabilidade, com críticas bem fundamentadas à expansão das lavouras (grãos e milho) às custas de pastagens na Bretanha.
e. (em francês) Confédération Paysanne [Confederação de Agricultores Familiares]: <http://www.confederationpaysanne.fr/>.
f. (em inglês, francês, alemão, italiano, português e espanhol) European Conservation Agriculture Federation [Federação Européia de Agricultura de Conservação]: <http://www.ecaf.org>.
g. (em alemão) Sobre consórcios: <http://mischanbau.de>.
h. (em francês) Terre de Liens [Terra de ligações]: <http://www.terredeliens.org> (comparável com atuação da ONG flamenga Land-in-zicht [Terra à vista]).
i. (em holandês) Wervel: <http://www.wervel.be>; dê uma olhada no tópico ‘themas’, o artigo sobre sistemas agroflorestais (agroforestry). Este contém links para documentos interessantes com resultados de pesquisa sobre, entre outros, compostagem de superfície (também chamada de BRF; BASE também está trabalhando com isso). Também é possível fazer o download da publicação sobre BRF.
j. (em inglês e francês) Sobre sistemas agroflorestais em si há um site de referência para regiões temperadas: <http://www.montpellier.inra.fr/safe>. (com fotos inspiradoras).