Nicholas e Helena Roerich eram vegetarianos?
Sim, Nicholas e Helena Roerich eram vegetarianos. O casal russo, fundador da filosofia Agni Yoga, baseava sua dieta no respeito à vida e na reverência aos animais, valores que são amplamente estudados hoje pelos Círculos de Agni Yoga. O vegetarianismo deles não era apenas uma questão dietética, mas um princípio de sua ética de vida e do movimento cultural que lideraram. Nicholas e Helena Roerich Como Nicholas fazia…

Sim, Nicholas e Helena Roerich eram vegetarianos. O casal russo, fundador da filosofia Agni Yoga, baseava sua dieta no respeito à vida e na reverência aos animais, valores que são amplamente estudados hoje pelos Círculos de Agni Yoga. O vegetarianismo deles não era apenas uma questão dietética, mas um princípio de sua ética de vida e do movimento cultural que lideraram.

Como Nicholas fazia para manter-se vegetariano em suas longas excursões pela Ásia Central?
Para manter-se vegetariano durante as suas difíceis expedições pela Ásia Central, Nicholas Roerich contava com planejamento rigoroso, alimentos secos e a própria cultura local. Viajar pelo deserto de Gobi e pelas montanhas do Himalaia exigia muita energia, mas a dieta sem carne era mantida com firmeza.
A logística alimentar das viagens de Roerich envolvia pontos centrais de sobrevivência:
Grãos e Alimentos Secos
A base da alimentação na estrada eram os grãos de fácil transporte. A equipe carregava grandes estoques de arroz, cevada, aveia, farinha e lentilhas. Esses itens não estragavam no calor do deserto ou no frio extremo das montanhas. O prato tradicional tibetano chamado tsampa (farinha de cevada tostada misturada com chá ou água) era muito comum na região e garantia energia sem precisar de carne.
Chá e Produtos de Longa Durabilidade
O chá preto e o chá verde eram fundamentais para manter o corpo aquecido e hidratado. Para complementar as calorias de forma vegetariana, eles utilizavam manteiga (frequentemente de ique) e queijos secos locais, que duravam meses sem estragar na bagagem.
Apoio das Comunidades Locais
Muitas das regiões visitadas por Roerich eram de maioria budista, como partes do Tibete e da Mongólia. Isso facilitava encontrar vilarejos e monastérios que entendiam e respeitavam o vegetarianismo. Nesses locais, a equipe conseguia abastecer os estoques com:
- Vegetais desidratados e raízes
- Frutas secas, como tâmaras, passas e figos
- Nozes e sementes, que ocupavam pouco espaço e davam muita força [1]
O Preço do Rigor
Manter essa dieta nem sempre foi fácil. Durante o inverno de 1927, a expedição foi retida pelo governo local no platô tibetano sob um frio de mais de 40 graus negativos. Com a proibição de comprar comida dos nativos, os suprimentos quase acabaram, e muitos animais da caravana morreram. Mesmo em situações extremas de quase fome, Roerich não abandonou seus princípios éticos.

Os Caminhos da Expedição pelo Deserto
Nicholas, sua esposa Helena e seu filho George andaram mais de 25 mil quilômetros. Eles passaram por lugares muito isolados e perigosos.
- O Início: A jornada começou na Índia. Eles subiram as altas montanhas do Himalaia.
- O Deserto de Gobi: Eles cruzaram a Mongólia e o temido deserto de Gobi. Lá, enfrentaram tempestades de areia e calor extremo de dia.
- O Tibete: A equipe tentou chegar até a cidade sagrada de Lhasa. Eles cruzaram montanhas cobertas de gelo. O grupo usava camelos, cavalos e iaques para carregar toda a bagagem, incluindo os alimentos secos e as telas de pintura.
As Pinturas Feitas no Caminho
Mesmo no meio do deserto ou no frio das montanhas, Nicholas Roerich não parava de pintar. Ele criou mais de 500 quadros durante a viagem.
- Cores do Deserto: Roerich ficou famoso por usar tons muito vivos de azul, roxo e rosa para pintar o céu e as montanhas. As pessoas no Ocidente achavam as cores impossíveis, mas quem conhecia o deserto dizia que a luz lá era exatamente daquele jeito.
- Arte na Barraca: Ele pintava em pedaços de tela menores, fáceis de guardar em caixas de madeira na garupa dos animais. Muitas vezes, ele pintava à noite, dentro de sua barraca de lona, iluminado por velas ou lamparinas a óleo.
- Temas: Seus quadros mostravam as montanhas sagradas, os monastérios budistas isolados nas rochas e figuras de professores espirituais da humanidade.