Morreu um dos maiores símbolos da demoracia eslovena
Janez Drnovsek, antigo primeiro-ministro e presidente da Eslovénia faleceu esta noite aos 57 anos, vítima de cancro.O homem que conduziu o país à adesão à União Europeia em 2004 fica na história como o arquitecto da independência eslovena.Representante da Eslovénia na antiga Federação da Jugoslávia entre 1989 e 1990, negociou a retirada dos soldados sérvios, após a proclamação da independência do território.Fundou o…
Janez Drnovsek, antigo primeiro-ministro e presidente da Eslovénia faleceu esta noite aos 57 anos, vítima de cancro.
O homem que conduziu o país à adesão à União Europeia em 2004 fica na história como o arquitecto da independência eslovena.
Representante da Eslovénia na antiga Federação da Jugoslávia entre 1989 e 1990, negociou a retirada dos soldados sérvios, após a proclamação da independência do território.
Fundou o partido dos Democratas Liberais Eslovenos e foi primeiro-ministro durante dez anos, tendo chefiado quatro governos de coligação de centro-esquerda, entre 1992 e 2002.
Doutorado em economia, Drnovesk abriu caminho à consolidação da democracia e da economia de mercado no país que assume actualmente a presidência rotativa dos 27.
Em 1999, foi-lhe diagnosticado um cancro nos rins o que o levou a alterar o seu estilo de vida sem no entanto abandonar a vida política.
Nos últimos anos tornou-se vegetariano e passou a viver num casa de madeira no campo, tendo escrito vários livros sobre espiritualidade, ganhando o epíteto de primeiro presidente "new age" do mundo.
Ao longo da vida, ganhou vários prémios e menções honrosas pelo seu empenhamento político e humanitário e era elogiado por ser um líder erudito e poliglota mais ao mesmo tempo modesto e acessível.
Foi o único representante europeu presente na tomada de posse do presidente Evo Morales, tendo mastigado folhas de coca na Bolívia no que apelidou de "homenagem aos oprimidos".
Em 2006 chegou a anunciar que tinha vencido o cancro graças à sua intuição interna.
Após ter cumprindo um mandato presidencial entre 2002 e 2007, decidiu não voltar a candidatar-se ao cargo devido ao seu estado de saúde.
A passagem de poder ao seu sucessor, Danilo Turk em Dezembro de 2007 foi uma das últimas cerimónias de estado em que participou.
Fonte: EuroNews