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Gripe aviária é a maior ameaça para o mundo hoje, diz autoridade

1 de Fevereiro de 2005 21:45 Maggie FoxWASHINGTON (Reuters) - A gripe aviária é a maior ameaça atual à saúde no mundo, e as autoridades podem não ter os instrumentos necessários para combatê-la, disse na segunda-feira a chefe dos Centros para a Prevenção e o Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC).Os esforços relativos à vacina ainda estão concentrados na variedade influenza de gripe, que mata 36 mil…

1 de Fevereiro de 2005 21:45

Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters) - A gripe aviária é a maior ameaça atual à saúde no mundo, e as autoridades podem não ter os instrumentos necessários para combatê-la, disse na segunda-feira a chefe dos Centros para a Prevenção e o Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Os esforços relativos à vacina ainda estão concentrados na variedade influenza de gripe, que mata 36 mil norte-americanos por ano, e seria impossível, no caso de uma epidemia de gripe aviária, agir rápido para produzir uma vacina específica, disse a diretora do CDC, Julie Gerberding.

"É uma situação muito ameaçadora para o mundo", disse ela numa reunião da Associação Americana para o Avanço da Ciência, classificando-a como "a mais importante ameaça que enfrentamos hoje".

"Acho que todos reconhecemos que um padrão semelhante aconteceu antes de 1918", disse, referindo-se à pandemia de gripe espanhola, que também foi transmitida por pássaros e que matou entre 20 milhões e 40 milhões de pessoas no mundo todo.

A gripe aviária H5N1, que apareceu pela primeira vez em Hong Kong em 1997 e que desde então teve dois surtos, está evoluindo e pode passar diretamente dos pássaros para as pessoas, matando cerca de 72 por cento das vítimas, afirmou ela. Até hoje, foram registradas 45 mortes por gripe aviária.

Gerberding disse que a gripe é muito mais infecciosa que a Sars (síndrome respiratória aguda grave, na tradução para o português), que varreu a China em 2003, matando 800 pessoas e causando preocupação global antes de ser contida.

Especialistas também afirmaram que a gripe mata muito mais rápido que doenças como a Aids, podendo eliminar dezenas de milhões de vidas num período de semanas ou meses.

A "alta temporada" da gripe aviária está só começando na Ásia, disse Gerberding. "Temos essa cepa altamente patogênica circulando amplamente em frangos e patos. Há oportunidades realmente maravilhosas para esse vírus se misturar com cepas humanas de influenza ou com outras espécies de aves", disse ela.

As autoridades de Hong Kong conseguiram conter a H5N1 em 1997 sacrificando a maior parte da população de frangos do território. Seria mais difícil fazer isso agora, que ela já se espalhou para a Tailândia, o Vietnã, o Camboja e outros países, afirmou Gerberding.

O governo dos EUA contratou duas empresas que já fabricam vacina antigripe-- a Chiron Corp e a Sanofi Aventis-- para produzir uma vacina contra a gripe aviária, que vai começar a ser testada em pessoas este ano.

Mas a escassez de vacinas antigripe causada por problemas de contaminação na fábrica britânica da Chiron este ano mostrou o quão frágil é o potencial de produção, afirmou Gerberding.

"Não há margem para erro", disse ela. Uma vacina contra a gripe aviária, se produzida, provavelmente teria de ser racionada.

As pessoas transmitem a gripe antes de adoecer, por isso seria quase impossível conter a epidemia isolando os doentes, disse a especialista.

Por Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters) - A gripe aviária é a maior ameaça atual à saúde no mundo, e as autoridades podem não ter os instrumentos necessários para combatê-la, disse na segunda-feira a chefe dos Centros para a Prevenção e o Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Os esforços relativos à vacina ainda estão concentrados na variedade influenza de gripe, que mata 36 mil norte-americanos por ano, e seria impossível, no caso de uma epidemia de gripe aviária, agir rápido para produzir uma vacina específica, disse a diretora do CDC, Julie Gerberding.

"É uma situação muito ameaçadora para o mundo", disse ela numa reunião da Associação Americana para o Avanço da Ciência, classificando-a como "a mais importante ameaça que enfrentamos
hoje".

"Acho que todos reconhecemos que um padrão semelhante aconteceu antes de 1918", disse, referindo-se à pandemia de gripe espanhola, que também foi transmitida por pássaros e que matou entre 20 milhões e 40 milhões de pessoas no mundo todo.

A gripe aviária H5N1, que apareceu pela primeira vez em Hong Kong em 1997 e que desde então teve dois surtos, está evoluindo e pode passar diretamente dos pássaros para as pessoas, matando cerca de 72 por cento das vítimas, afirmou ela. Até hoje, foram registradas 45 mortes por gripe aviária.

Gerberding disse que a gripe é muito mais infecciosa que a Sars (síndrome respiratória aguda grave, na tradução para o português), que varreu a China em 2003, matando 800 pessoas e causando preocupação global antes de ser contida.

Especialistas também afirmaram que a gripe mata muito mais rápido que doenças como a Aids, podendo eliminar dezenas de milhões de vidas num período de semanas ou meses.

A "alta temporada" da gripe aviária está só começando na Ásia, disse Gerberding. "Temos essa cepa altamente patogência circulando amplamente em frangos e patos. Há oportunidades realmente maravilhosas para esse vírus se misturar com cepas humanas de influenza ou com outras espécies de aves", disse ela.

As autoridades de Hong Kong conseguiram conter a H5N1 em 1997 sacrificando a maior parte da população de frangos do território. Seria mais difícil fazer isso agora, que ela já se espalhou para a Tailândia, o Vietnã, o Camboja e outros países, afirmou Gerberding.

O governo dos EUA contratou duas empresas que já fabricam vacina antigripe-- a Chiron Corp e a Sanofi Aventis-- para produzir uma vacina contra a gripe aviária, que vai começar a ser testada em pessoas este ano.

Mas a escassez de vacinas antigripe causada por problemas de contaminação na fábrica britânica da Chiron este ano mostrou o quão frágil é o potencial de produção, afirmou Gerberding.

"Não há margem para erro", disse ela. Uma vacina contra a gripe aviária, se produzida, provavelmente teria de ser racionada.


Reuters
 

Fonte: http://www.swissinfo.org/spt/swissinfo.html?siteSect=143&sid=5553637 

Autoria preservada do acervo

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