Artigos

Geração de trabalho

A fruticultura é composta principalmente de bananas, uvas e laranjas, mas também de morangos, nectarinas, ameixas, pêssegos e poncãs. Gilka Cardoso Andretta, a coordenadora do departamento de estatísticas do Departamento de Economia Rural (DERAL), comemora: “A soja está, definitivamente, cedendo espaço para a fruticultura.” Quase todos os municípios do norte do Paraná possuem projetos específicos envolvendo…

A fruticultura é composta principalmente de bananas, uvas e laranjas, mas também de morangos, nectarinas, ameixas, pêssegos e poncãs. Gilka Cardoso Andretta, a coordenadora do departamento de estatísticas do Departamento de Economia Rural (DERAL), comemora: “A soja está, definitivamente, cedendo espaço para a fruticultura.” Quase todos os municípios do norte do Paraná possuem projetos específicos envolvendo diversificação com frutas. Principalmente a partir do final da década de 1990, começou a ficar claro que esta era uma saída para as ‘tradicionais’. Há vários motivos para isso, mas o fator mais importante é que esta atividade gera renda ao longo de todo o ano, o que não ocorre com as culturas tradicionais. Além disso, o norte e o nordeste do Paraná são regiões muito propícias para estas ‘novas’ culturas. Em 2004, cerca de 2% do Valor Bruto da Produção já era gerado pela fruticultura (564 milhões de reais); em 2005, está previsto um acréscimo de 1%.

Por falar em alternativas: 1 hectare com frutíferas gera 15 vezes mais renda do que 1 hectare com soja. Bananas são um bom exemplo disso. Em 2004, a área cultivada era de 10.073 hectares e foram produzidas 222 mil toneladas. Em Cornélio Procópio a produtividade é de 23 toneladas por hectare. Não é um detalhe desprezível num país onde o agronegócio de grande escala expulsou milhões de pessoas do campo: 1 ha de soja no modelo agrícola patronal gera 0,02 posto de trabalho; 1 ha de bananas gera trabalho para 3 a 4 pessoas com disposição.

Autoria preservada do acervo

SitioVeg