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Crianças e recuperação

Após a palestra, um professor veio falar comigo: “Nós gostaríamos de, com nossos alunos do ensino fundamental, fazer uma campanha pela preservação da floresta amazônica.” Eu tentei explicar que este era um gesto muito simpático mas disse que seria melhor dar um futuro conjunto para a floresta e as pessoas que vivem (n)dela, que talvez pudéssemos apoiar sua recuperação. E que meus contatos não são da região amazônica…

Após a palestra, um professor veio falar comigo: “Nós gostaríamos de, com nossos alunos do ensino fundamental, fazer uma campanha pela preservação da floresta amazônica.” Eu tentei explicar que este era um gesto muito simpático mas disse que seria melhor dar um futuro conjunto para a floresta e as pessoas que vivem (n)dela, que talvez pudéssemos apoiar sua recuperação. E que meus contatos não são da região amazônica e, sim, do Sul do Brasil.

Foi isso o que combinamos. Eu buscaria um projeto apropriado no Brasil e as crianças realizariam várias campanhas. O final de sua campanha foi um momento emocionante. Toda a escola reunida no ginásio de esportes. Uma das turmas apresentou um teatro sobre a floresta que está ameaçada. Em seguida, eu fui chamado e as crianças me entregaram oito quilos de moedas. Se eu poderia levá-las para o Brasil? Eu prometi fazê-lo – com certeza – e contei algumas coisas sobre quem e o que eles estavam apoiando.

Após o evento, amarrei o saco de dinheiro no bagageiro de minha bicicleta dobrável e me dirigi à estação de trem. Uma imagem extraordinária. É claro que tive que passar no banco para trocar as moedas por cédulas, o que ainda deu um trabalhão.

Autoria preservada do acervo

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