Artigos

Brigid Brophy

A escritora e ativista Brigid Brophy adotou o vegetarianismo em 1954 e tornou-se vegana no ano de 1980. Brigid Brophy Brophy foi uma figura pioneira no movimento moderno de direitos dos animais. Em outubro de 1965, ela publicou um artigo influente chamado "The Rights of Animals" no jornal The Sunday Times, argumentando fortemente contra o consumo de carne e os maus-tratos aos animais. Brigid Brophy foi uma das mentes…

brigid

A escritora e ativista Brigid Brophy adotou o vegetarianismo em 1954 e tornou-se vegana no ano de 1980. 

Brigid_Brophy_562717
Brigid Brophy

Brophy foi uma figura pioneira no movimento moderno de direitos dos animais. Em outubro de 1965, ela publicou um artigo influente chamado "The Rights of Animals" no jornal The Sunday Times, argumentando fortemente contra o consumo de carne e os maus-tratos aos animais.

Brigid Brophy foi uma das mentes mais brilhantes e corajosas na defesa dos animais no século XX. O seu trabalho ajudou a criar a base do movimento moderno pelos direitos dos animais. Ela usou a sua escrita lógica, irônica e direta para mudar a forma como as pessoas viam o sofrimento dos bichos. 

Abaixo estão os pontos principais de tudo o que ela construiu e defendeu.


1. O Artigo Histórico: "The Rights of Animals" (1965).

Em 10 de outubro de 1965, Brigid publicou um ensaio no jornal britânico The Sunday Times chamado "The Rights of Animals". Esse texto é considerado o ponto de partida do movimento moderno de libertação animal. 

  • O argumento principal: Ela comparou os direitos dos animais aos direitos humanos básicos (como a Declaração de Independência dos Estados Unidos). Ela dizia que, se os animais sentem dor e prazer, eles têm o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade. 
  • A crítica à hipocrisia: No texto, ela criticou duramente a pescaria por diversão. Ela escreveu que a sociedade acha "normal" um homem prender um peixe pelo anzol e batê-lo até a morte por puro esporte, mas acharia um crime horrível se fizessem o mesmo com um humano. Ela definiu a relação humana com os animais como uma "exploração implacável".

2. O Livro "Hackenfeller's Ape" (1953).

Antes mesmo de se tornar vegetariana, Brigid já demonstrava a sua preocupação com os animais na literatura. Em 1953, ela publicou o romance satírico Hackenfeller's Ape

  • A história: O livro conta a história de um cientista que tenta salvar um macaco de um zoológico de Londres. O motivo? O animal seria enviado ao espaço dentro de um foguete para experimentos científicos. A obra critica o uso de seres vivos para o avanço militar e tecnológico humano. 

brigid-
Brigid Brophy

3. A Criação do "Grupo de Oxford".

O artigo de 1965 de Brigid inspirou um grupo de estudantes e filósofos da Universidade de Oxford a começarem a estudar a moralidade da exploração animal. Esse grupo ficou conhecido como o Grupo de Oxford

  • Ela ajudou esse grupo a publicar o livro "Animals, Men and Morals" (1971), escrevendo um dos capítulos.
  • Esse livro e as ideias de Brigid foram o que inspirou o famoso filósofo Peter Singer a escrever o livro "Animal Liberation" (Libertação Animal) em 1975, que é considerado a "bíblia" do movimento vegano.

4. Luta Contra a Vivisseção (Testes em Animais).

Brigid dedicou grande parte da sua vida pública a combater os testes de laboratório em animais. Ela dizia que a ciência criava desculpas acadêmicas para esconder uma grande crueldade. 

  • Pelo seu esforço prático, ela chegou a ser presidente da National Anti-Vivisection Society (Sociedade Nacional Anti-Vivisseção) em Londres, uma das organizações mais antigas do mundo no combate a testes laboratoriais. 

5. Ideias Fortes sobre a Dieta e a Vida.

Brigid não acreditava apenas em diminuir a dor dos animais; ela defendia que os humanos não têm o direito de tirá-los a vida. Em uma de suas frases mais famosas, ela explicou o seu vegetarianismo de forma simples: 

Eu não acredito que tenhamos o direito de matar animais. Eu sei que não teria o direito de matar você, por mais sem dor que fosse, apenas porque gosto do seu sabor. Não posso julgar que a minha vida vale mais para mim do que a vida do animal vale para ele.

Como ela sempre buscava a justiça total, o caminho natural foi deixar o vegetarianismo em 1980 e adotar o veganismo, eliminando qualquer produto de origem animal da sua vida. 

Autoria preservada do acervo

SitioVeg