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Batalha contra gripe aviária ainda está começando, diz ONU

HO CHI MINH CITY, Vietnã (Reuters) - Cientistas que estudam a gripe aviária chegavam ao Vietnã na terça-feira para discutir como matar o vírus que uma especialista norte-americana classificou recentemente de a maior ameaça atual à saúde da população mundial. "Neste momento, estamos estudando isso", disse Hans Wagner, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), enquanto se preparava para…

HO CHI MINH CITY, Vietnã (Reuters) - Cientistas que estudam a gripe aviária chegavam ao Vietnã na terça-feira para discutir como matar o vírus que uma especialista norte-americana classificou recentemente de a maior ameaça atual à saúde da população mundial.

"Neste momento, estamos estudando isso", disse Hans Wagner, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), enquanto se preparava para a conferência de dois dias marcada para acontecer em território vietnamita.

O Vietnã é um dos países mais atingidos pelo vírus, que já matou 46 pessoas desde que surgiu na Ásia, no final de 2003.

"Definitivamente, fizemos progressos, mas há muito ainda a ser feito", afirmou Wagner, em Ho Chi Minh City, lar de 10 milhões de pessoas.

O vírus H5N1, que, segundo especialistas se reproduz melhor sob temperaturas mais amenas, espalhou-se por metade das 64 províncias e cidades do Vietnã, matando 13 pessoas e obrigando o governo a adotar medidas drásticas a fim de contê-lo.

O novo surto, que surgiu um ano depois de o vírus ter chegado à Ásia, provavelmente levado por aves migratórias, alimentou temores de que ele possa sofrer uma mutação e adquirir a capacidade de passar facilmente de uma pessoa a outra, espalhando-se pela população mundial e provocando de 20 milhões a 40 milhões de mortes.

Ainda não há nenhuma vacina para o H5N1.

Segundo a norte-americana Julie Gerberding, chefe dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (EUA), o vírus era "a ameaça mais importante com que nos deparamos agora".

Governos de países asiáticos, onde dezenas de milhões de aves foram sacrificadas em uma tentativa frustrada de eliminar o vírus, mostravam-se empenhados no combate à doença, afirmou Wagner.

Sistemas de vigilância tinham sido instalados, laboratórios foram atualizados e alertas para o público, divulgados, afirmou.

"Todos os países estão cientes da ameaça, mas o trabalho precisa ser intensificado", disse.

Ainda há muito que aprender sobre o vírus, que matou 70 por cento das pessoas que contaminou. Ninguém sabe quantas pessoas podem ter sido expostas à doença sem terem ficado doentes.

 

Fonte: http://br.news.yahoo.com//050222/5/rwx5.html 

Ter, 22 Fev 2005 - 11h26

Por Darren Schuettler

Autoria preservada do acervo

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