Agricultura em grande escala: a contaminação
Na noite em questão, Kristof Volkaert, de ‘Ieder voor Allen’, e o professor Rony Swennen, da Universidade Católica de Leuven, deram suas distintas contribuições. Em relação a OGMs e visão da agricultura, a posição de Kristof Volkaert parece estar mais próxima das idéias de Wervel. De Rony Swennen, é principalmente sua reação à ‘contaminação’ que me mantém refletindo. Em Flandres , o debate imposto a partir da União…
Na noite em questão, Kristof Volkaert, de ‘Ieder voor Allen’, e o professor Rony Swennen, da Universidade Católica de Leuven, deram suas distintas contribuições. Em relação a OGMs e visão da agricultura, a posição de Kristof Volkaert parece estar mais próxima das idéias de Wervel. De Rony Swennen, é principalmente sua reação à ‘contaminação’ que me mantém refletindo. Em Flandres [Bélgica], o debate imposto a partir da União Européia trata principalmente de ‘co-existência’: como fazer para que agricultura convencional, agricultura orgânica e agricultura com OGMs existam lado a lado? Será que na cidade-estado Flandres existe alguma possibilidade de manter estas três formas de agricultura lado a lado, sem que a agricultura com OGMs contamine as outras formas? Pense em colza, que apresenta troca de pólen a muitos quilômetros de distância.
Da platéia surge a pergunta: “No Brasil, ainda é possível separar a soja transgênica da convencional e da orgânica? Como é que está a contaminação no Paraná?”
De acordo com o que me lembro, Rony Swennen respondeu: “Eu sempre tenho um pouco de dificuldade com esta pergunta sobre contaminação. A soja é uma cultura tradicional da China e é, há séculos, um cultivo importante por lá. Simplesmente pegar e introduzir em massa esta espécie em um outro continente é – na verdade – a grande contaminação.”
O que será que o homem quis dizer com isso? Será que ele viu os imensos desertos verdes nos Estados Unidos, Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia? Ou será que ele está se referindo a outra coisa? Estes pensamentos me ocupam enquanto sobrevôo o oceano e medito sobre a triste paisagem que agora começa a dominar a América Latina.
Como quero citar os outros corretamente nos textos e não me apropriar das citações de outra pessoa, eu entrei em contato com Rony ao chegar no Brasil. A internet nos une com a seguinte explicação: “Eu sempre tenho um pouco de dificuldade com esta pergunta sobre contaminação. Primeiro, e principalmente, porque há uma insinuação de poluição – o que não é o caso. Mas, se é para criar caso sobre a dispersão de genes na natureza, isto deve ser analisado em perspectiva. A soja é uma cultura tradicional na China. Simplesmente pegar e introduzir em massa esta espécie em um outro continente pode ser, considerando o fato em si, a grande contaminação. Porém, com isso ninguém tem problemas, nem eu. O verdadeiro problema está na agricultura empresarial, à qual todos estão subordinados. Trata-se, portanto, de um sistema agrícola muito suscetível a críticas, e não da soja transgênica em si.”
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Roundup: onipresente nas feiras agrícolas brasileiras