A transformação dos animais em comida
A competição para produzir carne, ovos e derivados de leite baratos tem levado o "agribusiness" a tratar os animais como objetos e mercadorias. A tendência mundial é a de substituir fazendas familiares pelas granjas industriais: galpões onde os animais são mantidos em currais abarrotados ou cocheiras estreitas. Um grande número de bois de corte, vacas leiteiras, leitões, galinhas e perus são criados nessas…
A competição para produzir carne, ovos e derivados de leite baratos tem levado o "agribusiness" a tratar os animais como objetos e mercadorias. A tendência mundial é a de substituir fazendas familiares pelas granjas industriais: galpões onde os animais são mantidos em currais abarrotados ou cocheiras estreitas. Um grande número de bois de corte, vacas leiteiras, leitões, galinhas e perus são criados nessas condições.1
Crueldade industrializada: granjas industriais
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A lei federal norte-americana de Bem-Estar dos Animais (Animal Welfare Act) exclui da proteção os animais de granja, e a maioria das leis anti-crueldade isentam a prática padrão da pecuária. Isso inclui marcar com ferro quente, castrar, cortar o chifre, cortar o bico e a cauda - procedimentos realizados sem anestesia.
A maioria das pessoas que comem carne não pensam muito sobre todo o processo que envolve a conversão do animal vivo na carne no prato... Para a pecuária moderna, quanto menos o consumidor souber o que acontece antes que a carne acabe no prato, melhor. Se isso for verdade, seria uma situação éticamente justificável? Deveríamos, nós pecuaristas, relutar em permitir que as pessoas saibam o que realmente se passa, só porque não nos orgulhamos do que fazemos e temos medo que as pessoas se tornem vegetarianas? Dr. PhD Peter Cheeke, professor de Pecuária da Oregon State University, livro-texto "Contemporary Issues in Animal Agriculture" (Questões Atuais da Pecuária), 1999 |
Muitos acreditam que os animais criados para alimento devem ser bem tratados porque animais mortos ou doentes não rendem dinheiro. O Dr. PhD Bernard Rollin, explica que é "mais eficiente economicamente colocar um número maior de aves em cada gaiola, aceitando menor produtividade por galinha mas maior produtividade por gaiola ... os animais individuais podem "ter produtividade", por exemplo, em ganho de peso, também porque ficam imóveis, sofrendo por não ter como se mover ... galinhas são baratas, mas as gaiolas são caras".3
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Em um artigo recomendando que o espaço seja reduzido de 2,5 para 1,8m quadrados por leitão, o jornal da indústria National Hog Farmer (Fazendeiro de Porcos Nacional) sugere que "amontoar compensa" na produtividade final.4
Aves
Nos EUA, praticamente todas as aves de produção são criadas em granjas industriais.5 Nessas condições estressantes e superpopulosas, as galinhas bicam-se umas às outras. Para impedir isso, os funcionários cortam até 2/3 dos bicos com uma lâmina quente, causando dor aguda durante semanas.6 Algumas aves não conseguem comer depois de cortado o bico e morrem de fome.3 Em galpões pouco ventilados, os excrementos exalam vapores que causam infecções respiratórias, infecções nos olhos e outros danos.7
Galinhas poedeiras
Até seis3 galinhas poedeiras vivem em uma única gaiola cujo chão feito de grades de arame nao passa de 0,5 metros quadrados.1 Essas condições levam à debilidade, ossos quebradiços, osteoporose e fraqueza muscular.3
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Em 1888, as galinhas punham em média 100 ovos por ano;1 em 1998, a média era de 256.8 Ao final de seu ciclo de postura, as galinhas nos EUA são abatidas ou recebem um "choque biológico" que consiste em remover a ração e a água por vários dias para provocar outro ciclo de postura de ovos.5
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As granjas de ovos não fazem uso dos pintos machos; eles são mortos por sufocamento em sacos plásticos, decapitação, câmaras de gás ou esmagamento.3
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A realidade da vida das vacas
As pessoas normalmente acreditam que não causam mal às vacas ao beber seu leite. No entanto, não é lucrativo manter vacas vivas depois que sua produção de leite diminui - geralmente por volta de 5 a 6 anos de idade,1 embora a longevidade normal seja de 25 anos. Assim, o consumo de leite e derivados leva diretamente à morte das vacas.
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As estatísticas do USDA (Departamento de Agricultura norte-americano) mostram que em 1940, as vacas atingiam em média 2,3 toneladas de leite por ano. Apesar dos grandes excedentes de leite, o Hormônio de Crescimento Bovino (BGH) foi aprovado em 1993; e por volta de 1997, a média era de 8,4 toneladas por vaca.8 Algumas vacas tratadas com o BGH têm produzido agora cerca de 30 toneladas de leite em um único ano.9 A produção excessiva de leite leva a danos nos ligamentos da mama, fraqueza, mastite (inflamação da mama) e desequilíbrios metabólicos.1,5
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As vacas leiteiras raramente têm permissão para cuidar dos filhotes.1 Um terço dos bezerros machos é morto imediatamente, ao mesmo tempo que 40% deles é criado para o mercado de vitelas alimentados com uma "ração especial".2 Esses bezerros são normalmente mantidos em cocheiras individuais acorrentados pelo pescoço com uma corrente de 60 a 90 cm durante 18 a 20 semanas.2 Depois são mortos.
E os peixes?
Muitos peixes possuem uma longa vida natural, um sistema nervoso complexo e são capazes de aprender tarefas não triviais.10 O livro-texto de Guyton & Hall "Textbook of Medical Physiology" (Compêndio de Fisiologia Médica) de 1996, declara que "as regiões inferiores do cérebro [que todos os vertebrados possuem] parecem ser importantes na percepção dos tipos de dor e sofrimento porque mesmo tendo seu cérebro cortado acima do mesencéfalo para bloquear todos os sinais de dor que atingiriam o cérebro superior, esses animais ainda demonstram inegáveis evidências de sofrimento quando qualquer parte do corpo é traumatizada".
A cada ano, aproximadamente 80.000 golfinhos e milhares de outros animais marinhos são aprisionados nas redes de pesca comercial no mundo inteiro. A maioria morre.11 A pesca industrial esgota as cadeias alimentares marinhas, danificando seriamente os ecossistemas oceânicos.12
Transporte
Durante o transporte, todos os animais de fazenda perdem pelo menos 3% de seu peso, a maior parte na primeira hora de viagem, através da urina e defecação bem como resultado de estresse.1 Os animais são obrigados a permanecer sobre os excrementos e ficam expostos à condições extremas de temperatura nos caminhões abertos, algumas vezes ficando presos ao caminhão por congelamento.13
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Essas práticas padrão podem resultar em "baixas" -- animais que ficam doentes demais para andar, mesmo quando são espancados ou recebem choques com aguilhões elétricos. Em currais, os animais em "baixa" são arrastados por correntes, ainda vivos, e dali vão para o matadouro ou para uma pilha de animais mortos, onde são abandonados para morrer.14
Animais selvagens
O Serviço para Animais Selvagens da USDA/APHIS (órgão do Departamento de Agricultura norte-americano) e os criadores de gado matam animais selvagens para proteger os animais de fazenda. Tendo eliminado as populações nativas de lobos e ursos cinzentos,5 os caçadores do governo federal agora matam cerca de 100.000 coiotes, linces, porcos selvagens, bisões e leões-da-montanha a cada ano.15 Eles são alvejados por armas de fogo, mutilados em armadilhas cortantes, capturados com laços ou envenenados com cianeto.15
Animais selvagens
O Serviço para Animais Selvagens da USDA/APHIS (órgão do Departamento de Agricultura norte-americano) e os criadores de gado matam animais selvagens para proteger os animais de fazenda. Tendo eliminado as populações nativas de lobos e ursos cinzentos,5 os caçadores do governo federal agora matam cerca de 100.000 coiotes, linces, porcos selvagens, bisões e leões-da-montanha a cada ano.15 Eles são alvejados por armas de fogo, mutilados em armadilhas cortantes, capturados com laços ou envenenados com cianeto.15
Bisões são mortos para proteger o gado. | Vaca cujo pescoço quebrou quando foi forçada a se separar do filhote é deixada para morrer. |
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