A ressurreição do cânhamo
Está na hora de realizar um ‘Dia de Campo aberto ao público’, tanto da propriedade agrícola quanto da atuação de Mondina. Somos gentilmente recepcionados por voluntários que nos orientam sobre a ampla oferta de atividades. As pessoas estão chegando de localidades próximas e distantes. Chama atenção o grande número de agricultores familiares interessados em conhecer os primeiros experimentos de Carlos, o produtor de…
Está na hora de realizar um ‘Dia de Campo aberto ao público’, tanto da propriedade agrícola quanto da atuação de Mondina. Somos gentilmente recepcionados por voluntários que nos orientam sobre a ampla oferta de atividades. As pessoas estão chegando de localidades próximas e distantes. Chama atenção o grande número de agricultores familiares interessados em conhecer os primeiros experimentos de Carlos, o produtor de cânhamo. É claro que há muito mais para ver na propriedade, mas na excursão técnica para agricultores – em cooperação com PCBT (2) – esta cultura redescoberta é a atração principal. ‘Redescoberta’?
[Foto 45]
Com Mondina, crianças vivenciam natureza e agricultura
O cânhamo é uma das espécies cultivadas mais antigas de nossa cultura, mas desde a década de 1950 sua produção foi abandonada. A indústria de tecidos sintéticos deixou de lado esta espécie de múltiplos usos, que produz fibras, óleo e proteínas. O argumento: a venda de drogas nas cidades. Portanto, o meio rural foi obrigado a banir esta planta tão interessante. Desde o século XIX, o algodão importado do Hemisfério Sul, das antigas colônias, já oprimia o cânhamo. A importação de soja a baixo custo, a partir da década de 1960, tornaria o cultivo de cânhamo totalmente ridículo. Mas isto pode mudar. No início do século XXI, inesperadamente, o cânhamo começa a mexer com o ânimo do meio rural. Será que a cidade e o campo chegarão a um consenso sobre esta planta miraculosa, uma espécie que reaproxima a natureza e a agricultura? Neste dia de apresentação, tudo aponta nesta direção.