Teologia da Terra e da água

Um dos dias mais inspiradores foi a ‘Sexta-Feira Santa com os sem-terra, vinculados ao MST’. ‘Sexta-Feira Santa’, uma das maiores festas no Brasil. Tudo pára; é comparável à segunda-feira de Páscoa na Bélgica.

 

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Os barracos do pré-assentamento

 

O dia do MST teve início já no mosteiro. Dom Tomás Balduíno, bispo emérito da cidade de Goiás e amigo da casa, realiza uma conferência após a missa matutina. Ele coloca a ação contra os eucaliptos, da Via Campesina, na linha profética de Jesus de Nazaré, que expulsou os comerciantes do templo. É que, até pouco tempo atrás, Dom Tomás era presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e ardoroso defensor dos sem-terra e pequenos agricultores. Na época, ele mesmo foi ‘contagiado’ pelos beneditinos. Eles não só construíram um mosteiro ecumênico, onde paz e ecologia são os pontos centrais, mas eles sempre tiveram, também, forte envolvimento nos conflitos agrários. A partir de seu trabalho de assessoria junto à CPT-nacional, o monge Marcelo Barros escreveu sua principal obra: ‘Teologia da Terra’. Em 2003, surgiu a obra-gêmea: ‘O espírito vem pelas águas’ (1).

Devido a seu trabalho conjunto (do bispo e dos beneditinos), Goiás é a diocese com maior número de assentamentos. O atual sucessor de Dom Tomás é o belga germanófono Dom Rixen (2).

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