Tecnologia adaptada

Seguem outros três palestrantes; cada um apresenta um estudo sobre a situação e as necessidades da agricultura familiar. Um deles continua a falar daquela assim chamada ‘tecnologia socialista’. Ele afirma, corretamente, que nos últimos 30 anos as máquinas aumentaram cada vez mais em tamanho: verdadeiros tratores e colhedeiras-monstro, no tamanho adequado para propriedades gigantescas, e incluindo, ainda, a ascensão dos aviões para pulverização. “Numa sociedade capitalista, a tecnologia está a serviço daquele que produz com maior ‘eficiência’. Numa democracia, necessitamos de uma desconcentração industrial a serviço do desenvolvimento rural. Desde a década de 1980, os movimentos sociais mostraram que conseguem desenvolver uma força capaz de implementar esta mudança. O socialismo é o fortalecimento da democracia, não mais com armas, e sim com inteligência. ‘Tecnologia socialista’ é a tecnologia da solidariedade.”

 

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New Holland: tecnologia adaptada?

 

São palavras antigas que ganham um novo significado? Elas são aplicáveis à agricultura, mas será que também se aplicam à geração de energia? É possível ‘desconcentrar’ imensas usinas hidrelétricas em unidades menores, na escala da população local? Na Europa, durante séculos, contamos com os moinhos movidos pela água e pelo vento. Como ficam os moinhos de água para o século XXI? E moinhos de vento? Em escala humana! Inseridas ecologicamente e socialmente na paisagem. Baterias solares? Baterias de hidrogênio?

 

A tarde é dedicada ao show. As belas palavras e análises pedem ações e alternativas concretas. As tecnologias adaptadas estão à nossa espera: para apoiar a agricultura familiar, que traz a vida e felicidade à zona rural.

Ver – avaliar – agir.

Estou curioso sobre o que estes jovens aprenderão para aplicar futuramente em suas propriedades.

 

Turvo, 29 de março de 2006.

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