Sem-terra

Enquanto isso, o MST reclama que a reforma agrária está num beco sem saída. Não são só os fazendeiros e os grileiros que sabem que as terras da região amazônica são as mais baratas. Uma vez que a prioridade, aparentemente, é pagar os juros da dívida do governo, há poucos recursos para pagar a desapropriação de terras dos latifundiários. A meta do governo era, até o final de dezembro, assentar 115 mil famílias de agricultores sem terra. No dia 23 de novembro de 2005, 72.300 famílias haviam, efetivamente, recebido um pedaço de terra, das quais 53% em lotes situados nos nove estados da região amazônica. Porém, esta região é onde o MST possui a menor quantidade de bases e os sem-terra do movimento não estão sendo atendidos. O movimento critica, com justiça, que a distribuição de terras do governo não é reforma agrária, pois não altera o quadro de extrema concentração de terras do país: 1% da população possui 45% de todas as terras agrícolas. O governo escolheu o caminho mais fácil e barato, enviando as famílias para o meio da floresta, onde não há infra-estrutura, nem energia elétrica, água potável, etc. Das 72.300 famílias atendidas, em 2005, 46% foram assentadas em terras públicas.

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O MST promete, no ano eleitoral de 2006, fazer cobranças permanentes ao presidente Lula. O movimento conta, atualmente, com 120 mil famílias em acampamentos e exige do governo que todas sejam assentadas.

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