O que há de errado com os testes de produtos em animais?

85. O que há de errado com os testes de produtos em animais? 

[Proposta A] 
A pratica do teste de produtos em animais trata animais como recursos  descartáveis e renováveis, como clones substituíveis sem vida  individual, sem interesses, e sem aspirações próprias. Ela  insensivelmente alista azaradas criaturas para o serviço dos humanos.  Ela assume que os riscos que atingem uma classe de indivíduos pode  ser forçadamente transferida para outra. 

Os testes de produtos são inacreditavelmente cruéis. Um método  notório de teste é o teste de irritação de Draize, no qual os  produtos potencialmente danosos são pingados nos olhos dos animais de  teste (normalmente coelhos). O grau de periculosidade do produto é  então (subjetivamente) avaliado dependendo do tamanho da área ferida,  da opacidade da córnea, o grau de vermelhidão, o inchamento e  secreção da conjuntiva, e nos casos mais severos, o empolamento ou  a destruição brutal da córnea. 

[Proposta C] 
O uso dos animais em medicina é normalmente desafiado com argumentos  científicos, e os testes de produtos não são exceção. Por exemplo, um  teste amplamente usado é o assim chamado LD50 (Dose Letal de 50% ou  "Lethal Dose 50%"). O nível de toxicidade de um produto é avaliado  forçando a sua ingestão em um certo numero de animais até que 50%  deles morram. 

A morte pode vir depois de dias ou semanas, e é freqüentemente  precedida de convulsões, vômitos, dificuldades de respiração e mais.  Normalmente, esse teste não revela nada mesmo;  animais morrem 
simplesmente devido ao volume do produto administrado, através da  ruptura dos órgãos internos. 

A maneira como tais praticas brutais poderiam fornecer qualquer dado  útil é um mistério, e não somente para os ativistas dos DA. Essas  praticas parecem duvidosas para vários toxicologistas, e ate mesmo  para alguns conselheiros governamentais. Os modelos animais muitas  vezes produzem resultados equivocados, ou não produzem nenhum  resultado, e o teste de produtos não é uma exceção. 

Um toxicologista escreveu:  "Certamente é hora, então, de que nos  cessássemos o uso do valor LD50 como índice de ação tóxica dos  aditivos alimentícios, o qual é impreciso (variando consideravelmente  conforme as diferentes espécies, com atuações diferentes na mesma  espécie, no mesmo sexo, no mesmo status nutricional, no mesmo status  ambiental, e até mesmo conforme a concentração na qual a substancia  é administrada) e que não tem valor nenhum no planejamento de estudos  aprofundados." 

[Proposta B] 
A verdade é que as vidas dos animais poderiam ser poupadas de várias  maneiras. Por exemplo, a duplicação de experimentos poderia ser  evitada com a montagem de bancos de dados com os resultados. Também,  uma miríade de alternativas humanas para tais testes já estão  disponíveis, e as somas consideráveis gastas na criação e manutenção  dos animais de teste poderia ser redirecionada de maneira útil na  pesquisa de novas alternativas. 
AECW 

A visão dos DA clama pela abolição de todos os testes de toxicidade  em animais. Animais não são os nossos provadores. Nos não somos os  reis deles. 
Tom Regan (filósofo e ativista dos DA) 

Veja também: 86 

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