O ponto da carne

Por trás da decisão de ser vegetariano há muito mais que saúde e ética. Há quem acredite que é possível salvar a alma e o planeta abolindo o bife do prato.
 
por Denis Russo Burgierman | ilustrações Carlo Giovani | fotos Ivan Shupikov

Você é aquilo que você come. Me perdoe começar esta reportagem desse jeito tão óbvio, com uma frase feita. Mas é sério. Você é mesmo aquilo que come. Quando você nasceu, seu corpo pesava menos que um saco grande de açúcar, de 5 quilos – e tenho quase certeza de que, hoje, seu peso é pelo menos umas 15 vezes maior. Para crescer tanto, seu organismo simplesmente incorporou pedacinhos dos almoços e jantares da sua vida.

Seus cabelos, seu sangue, suas unhas, seus dentes – tudo isso foi construído a partir de nutrientes resgatados da sua comida. Tudo aquilo que você fez ao longo da vida só foi possível por causa da energia que você tira dos alimentos. Até suas idéias e seus pensamentos são formados por aquilo que você come. É verdade que a maioria dos seus neurônios já existia no momento em que você nasceu. Mas as ligações entre eles e as substâncias que eles usam para se comunicar são construídos usando como matéria-prima proteínas, gordura e vitaminas provenientes dos alimentos.

Sob esse ponto de vista, não é exagero afirmar que, de todas as escolhas que fazemos na vida, não há nenhuma mais definidora do que somos e da forma como queremos nos relacionar com o mundo do que a decisão sobre o que comer. Quando alguém decide abrir mão de alguns tipos de alimentos e se declarar vegetariano, isso tem uma quantidade enorme de implicações. A intenção desta reportagem é discutir essas implicações.

Há quatro razões principais para alguém ser vegetariano: espiritual, moral, ambiental ou médica (a quinta é gosto, mas, com o perdão pela segunda frase feita em tão pouco tempo, esse não se discute). A idéia é falar um pouco dessas quatro razões. Talvez as discussões e os dados que você vai ver aqui o ajudem a escolher seu caminho. Mas não  espere  encontrar regras para seguir ou verdades absolutas.

Nesse tema, não há certo ou errado. Lembre-se: você é o que come. Portanto, a dieta ideal para você depende de quem você quer ser.

Razões espirituais

Quando os gregos antigos matavam um animal, faziam isso de forma ritual, sempre com a participação de um sacerdote. Por exemplo, ninguém comia as patas traseiras dos touros – apesar de carnudas e deliciosas, elas eram queimadas na fogueira. Era uma oferenda, um presente aos deuses em troca do direito de comer o resto do animal.

"Talvez seja essa a origem dos deuses. Talvez a gente tenha inventado os deuses para podermos pôr a culpa neles. Eles nos deram permissão para comer carne. Eles nos deram permissão para brincar com coisas impuras. Não é nossa culpa, é deles. Somos apenas seus filhos." Quem disse isso foi a escritora vegetariana Elizabeth Costello, personagem de um livro de ficção – o excelente A Vida dos Animais, do Nobel de literatura de 2003, o sul-africano J.M.Coetzee.

Embora esteja no reino da ficção, a hipótese de Elizabeth – a de que criamos deuses e religiões para justificar nosso hábito de matar para comer – não é nada absurda. Claro que não há como comprová-la. Não há como saber o que passava pela cabeça dos homens pré-históricos que começaram a ter preocupações espirituais.

Mas há indícios. As primeiras demonstrações de capacidade simbólica humana – as pinturas nas paredes das cavernas, algumas com mais de 20 mil anos – são justamente imagens de animais que nos serviam de alimento. Não há tampouco como sabermos a razão exata pela qual os homens pintavam paredes. Mas os antropólogos especulam que os desenhos são homenagens aos animais mortos. Talvez se tratasse de uma espécie de acerto de contas, uma tentativa de substituir o bicho retirado do mundo por sua imagem. Ou talvez fosse apenas um pedido para que os animais voltassem no dia seguinte.

Qualquer que seja a explicação, e há muitas, é difícil escapar de um caminho: os desenhos demonstram algum tipo de preocupação com o mistério da vida. Talvez estejam lá nossas primeiras manifestações de culpa por tirar a vida alheia para sustentar a nossa.

Todas as religiões do mundo demonstram alguma preocupação com isso.Na maioria das religiões antigas, a solução adotada era a mesma dos gregos: os animais apenas podiam ser abatidos se houvesse uma cerimônia ritual, cercada de mistérios e respeito. Ou seja, só era permitido comer carne com a aprovação dos deuses. É assim até hoje no judaísmo e no islamismo. Os fiéis dessas duas religiões só podem consumir carne aprovada por um sacerdote, que atesta que o animal foi morto de forma correta.

Foi pela boca, inclusive, que o cristianismo fisgou boa parte de seus fiéis. Enquanto religiões como o judaísmo restringiam o cardápio, o cristianismo era um grande self-service, aberto a todos, não importando o que comessem ou como comessem. O que vem de fora, dizem os cristãos, não pode fazer mal, porque o que importa está dentro: a fé. Na Idade Média, teólogos como Santo Agostinho e São Tomás de Aquino foram mais longe e afirmaram que a natureza – incluindo todos os animais – foi feita por Deus para usufruto dos humanos. Os animais seriam um presente de Deus aos homens. O vegetarianismo tem, portanto, um quê de herético para o cristianismo – é como recusar um presente divino.Você deve estar se lembrando de que os cristãos consideram a vida sagrada. É verdade.Mas é que, nesse caso,trata-se apenas da vida humana. Animais não têm alma.

Já na Índia, há muito tempo se acha que eles têm alma, sim. Não só têm como é uma alma do mesmo tipo que a nossa – o hinduísmo acredita na transmigração das almas, ou seja, a sua pode já ter sido de um porco, de uma ave ou de uma samambaia. Na Antiguidade, os indianos recorriam a rituais para justificar comer carne.Até que, no século 6, nasceu um certo Buda. O budismo – e também o jainismo, uma outra religião surgida na mesma época – prega que toda vida é sagrada, e portanto é errado matar, mesmo que seja para comer. Nasceu assim o vegetarianismo religioso, que depois influenciou o hinduísmo.

Hoje, no sul da Índia, centenas de milhões de hindus são vegetarianos porque acreditam que as almas dos animais são iguais às almas humanas. O hinduísmo praticado no norte do país até permite que se coma carne, mas o tabu persiste em relação às vacas. Para um hindu, uma alma precisa de 86 transmigrações antes de encarnar como bovino. Para virar homem, há que se esperar a 87ª. Se um homem mata uma vaca, é rebaixado até o nível mais inferior, o de demônio – tendo que passar por 87 vidas para poder ser gente de novo.

Razões éticas

Mas não vivemos mais num mundo regido pela religião.No nosso tempo, a razão substituiu Deus – é ela que deve nos dizer o que é certo e o que é errado. Essa é a opinião do filósofo Peter Singer, professor de bioética da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, e um dos mais polêmicos intelectuais vivos. Singer tem dedicado sua vida acadêmica a construir uma ética para nossa era – um código moral que nos ajude a guiar nossas vidas num mundo que não é mais regido pelos valores religiosos.

Um dos preceitos básicos do pensamento de Singer é o de que, mesmo que não haja um Deus para nos castigar, não podemos levar nossa vida de maneira completamente individualista. Não dá para cada um cuidar apenas dos seus interesses e satisfazer seus desejos sem se preocupar com os outros – o mundo seria um inferno assim. Portanto, temos que guiar nossas ações pelos interesses dos outros. Como saber então o limite? Até que ponto cada um de nós pode viver a própria vida sem se preocupar com os outros? Singer acha que a fronteira é o sofrimento: podemos buscar nossa própria satisfação, desde que não causemos sofrimento a outro.

Até aí, o que ele diz não tem nenhuma novidade.A coisa complica quando ele inclui os animais entre esses "outros" da última frase do parágrafo anterior. Se o interesse de cada indivíduo é não sofrer, então por que eu tenho mais direitos que uma vaca? As vacas, como eu, sentem dor. E ninguém tem dúvidas de que elas, como nós, não gostam da dor: elas evitam o sofrimento como podem e sua reação de incômodo é tão convincente quanto a nossa.

Será que temos mais direitos que as vacas porque somos mais inteligentes? Singer diz que não. Se inteligência fosse critério para determinar quem tem direitos e quem não tem, humanos menos inteligentes poderiam ser torturados. "Estamos preparados para permitir que submetam a experiências bebês humanos ou adultos retardados?"

Para Singer, aceitar o sofrimento de animais é um preconceito nosso, uma discriminação. Nos últimos séculos, concordamos que tratar brancos e negros de forma diferente é racismo e que tratar homens e mulheres sem critérios iguais é machismo. Pois então: Singer afirma que o que estamos fazendo com os animais é "especismo"- ou seja, damos direitos maiores para nossa espécie.

A tese de Singer é a de que simplesmente não temos o direito de impor uma vida de sofrimento a um animal apenas para satisfazer nosso paladar. Se a carne fosse necessária para sobrevivermos, até teríamos uma boa justificativa, mas ela não é. O filósofo vai além: ele diz que o crime que estamos cometendo ao submeter bilhões de animais a uma vida miserável é comparável ao Holocausto nazista. Não é à toa que ele é tão polêmico.

Nem todo mundo concorda com ele. Um dos textos mais interessantes publicados recentemente em oposição a Singer saiu na revista New York Times Magazine em novembro de 2002, assinado pelo escritor Michael Pollan. Pollan tem uma visão, digamos, ecológica do Universo. Ele acha que as interações entre os animais são mais complexas que a retórica do tipo "estamos dominando e explorando os bichos". Pollan conta que a humanidade começou a domesticar animais quando as ovelhas se aproximaram dos nossos vilarejos, há mais de 5 mil anos, numa relação que poderíamos chamar de simbiótica. Elas dependiam de nós – porque as protegíamos das feras que representavam uma tensão constante -, nós comíamos algumas delas. Ou seja, não foi só o homem que aprisionou os animais – os animais também nos escolheram.

Tudo isso para chegar à conclusão de que tentar definir o mundo pela lógica dos "direitos individuais", como faz Singer, pode ser um pouco limitado. "A moralidade é um artefato humano, criado para nos ajudar a negociar relações sociais", escreveu Pollan. "Assim como reconhecemos que a natureza não é um guia adequado para a conduta social humana, não seria antropocêntrico assumir que nosso sistema moral oferece um guia adequado para a natureza?"

Sua conclusão: sim, temos a obrigação de tentar evitar o sofrimento animal. Mas, se só comermos carne de vacas e galinhas bem tratadas (e há muitos criadores investindo em animais mai "felizes"), ainda assim seríamos criminosos? Para essa pergunta, nem o próprio Singer tem resposta. "Não estou suficientemente confiante nos meus argumentos a ponto de condenar alguém que coma carne vinda de uma fazenda desse tipo", respondeu o filósofo.

Pollan então propõe um novo movimento: o "humanocarnivorismo", que significa poder comer carne, desde que nos preocupemos com os animais. Sim, porque um fato é inegável: hoje, a imensa maioria dos animais criados para nos alimentar vive vidas horríveis. Passam anos trancados em espaços exíguos, tratado com brutalidade. O sistema industrial de produzir carne é sem dúvida cruel e pouca gente teria estômago para comer uma lingüiça depois de ver como ela é produzida. Ser vegetariano é um jeito de não colaborar com esse sistema. Mas Pollan mostrou que talvez haja outros.

Razões ambientais

Somos mais de 6 bilhões de pessoas na Terra. É um número grande a ponto de ameaçar um colapso ambiental. Essas 6 bilhões de pessoas mantêm vivos mais de 20 bilhõe de animais – criados para produzir carne. Cada um deles precisa de comida, água e espaço. Cada um larga no solo fezes e urina. Sem falar nos gases que soltam na atmosfera – que são, acredite, um contribuinte importante para o efeito estufa e o aquecimento global. Cada um tem sua quota no rápido processo de esgotamento dos recursos naturais pelo qual estamos passando.

Mais: hoje as duas maiores causas de desmatamento no planeta são a necessidade de ter mais pastos para o gado e de ter mais terra para plantar grãos. Acontece que 50% da produção mundial de grãos vira ração para animais. Ou seja, essas duas causas são dois lados da mesma moeda.

Passando a régua, podemos dizer com todas as letras que um bife consome mais recursos da natureza que um prato de salada. Quando um animal come um vegetal, gasta 90% da energia dessa planta para funções vitais ou para produzir tecidos não comestíveis. Em outras palavras, se damos 1 000 calorias de soja para um boi, 100 calorias viram carne. O resto o bicho gasta mugindo, balançando a orelha, criando pêlo e em outras atividades bovinas. Ora, muito mais eficaz é pegar essa soja e dar logo para um humano – precisaríamos de muito menos terra para manter o mundo humano funcionando.

Agora, por outro lado, nosso jeito de produzir vegetais atualmente causa poluição de rios e de lençóis freáticos. Não é um impacto tão grande quanto o da produção de carne, com certeza, mas está longe de ser um jeito harmônico de conviver com o planeta.

Vegetarianismo médico

A última das quatro razões para virar vegetariano é a mais freqüente no Ocidente. Vivemos num mundo onde há excesso de nutrientes – e boa parte dos nossos problemas de saúde é causada por esse excesso. Depois do tabaco, a maior causa de doenças cardíacas e câncer – as duas doenças que mais matam no Brasil – é a dieta. E o maior problema com a dieta é a falt de vegetais variados (que protegem contra várias doenças e prolongam a vida) e o excesso de proteínas e gordura (que aparecem em grande quantidade na carne).

O que muita gente não sabe é que simplesmente parar de comer carne não é uma solução garantida para equilibrar a dieta. Se você trocar os bifes por massas e queijos vai ganhar pouca saúde a mais. Queijos e derivados de leite são tão protéicos e gordurosos quanto a carne, mas muito menos nutritivos. Açúcares e massas de farinhas refinadas possuem uma grande quantidade da pior espécie de carboidratos, aqueles que, em excesso, causam obesidade e até diabetes.

Mas de uma coisa os cientistas não têm dúvida: vegetais fazem bem – muito bem. A soja – e mais ainda os alimentos processados feitos a partir dela, como o tofu, o tempê e o missô – tem isoflavona, que protege contra câncer de mama e osteoporose. O alho tem alicina, benéfico ao sistema imunológico e bloqueador de tumores. Frutas e legumes amarelos e laranjas, como a cenoura e o tomate, têm betacaroteno, ótimo para evitar câncer no estômago.Brócolis e couve-de-bruxelas possuem alcalóides que diminuem a incidência de várias doenças. Fibras, presentes em cereais integrais e em vários vegetais, também parecem ter algum efeito protetor. Vitaminas A, C e E, encontradas em vários vegetais, são antioxidantes, o que pode ser também uma prevenção ao câncer. E por aí vai.

Se sua dieta é muito rica nesses alimentos, você certamente será saudável. Mesmo que coma um pouquinho de carne. Se você não come muitos vegetais, então está maltratando sua saúde. Mesmo que não coma carne.

Para resumir

Muita coisa foi dita nesta reportagem. Acho que dá para resumir assim:

A vida é sagrada para a maior parte das religiões. Por isso, parar de comer carne é um jeito de viver em paz com a consciência. Mas não é o único. Tratar os animais com mais respeito, ser mais reverente e agradecido aos seres que lhe fornecem a carne pode ser um jeito de trazer alívio espiritual.

Parar de comer carne também é um jeito de diminuir o sofrimento dos animais. De novo, não é o único. Diminuir a quantidade de carne nas refeições e preferir carne de animais criados em boas condições, como as orgânicas e as galinhas caipiras, já é uma boa ajuda.

O vegetarianismo sem dúvida diminui nosso impacto ambiental.Mas escolher alimentos orgânicos, mesmo que não se abandone a carne, também.

Comer muitos e variados vegetais faz bem para a saúde e prolonga a vida.Mesmo que se coma um pouquinho de carne.

Adotar o vegetarianismo é uma ótima forma de se relacionar com o mundo e com nosso corpo. Mas não é a única boa opção. É possível comer carne e, ainda assim, respeitar os animais, o planeta e a saúde. Daí para a frente, é com você.

Para largar a carne

Coma muitos vegetais variados. Se você não gosta de vegetais, mude seu gosto (ou não seja vegetariano). Os que se baseiam em massas e laticínios podem ficar desnutridos.

Aprenda com quem sabe. Indianos são vegetarianos há quase 3 mil anos. Mergulhe na culinária deles se não quiser abrir mão do sabor.

Aprenda a cozinhar. Não é fácil se vegetariano se você só come fora ou come o que um não-vegetariano faz.

Freqüente lojas de comidas orientais. Só lá você vai encontrar delícias supernutritivas como as algas japonesas hijiki e wakame. E abuse dos derivados de soja, como o tofu, o tempê e o missô. Eles são mais nutritivos que a própria soja.

Estude nutrição. Conheça cada alimento e saiba de quanto você precisa para viver. Conhecer os nutrientes é muito saudável – inclusive para não-vegetarianos.

Crianças podem ser vegetarianas. Mas só se os pais souberem muito de nutrição. Atenção: crianças e adolescentes, ao contrário de adultos, precisam consumir muitas calorias, mas não muitas fibras, que atrapalham a absorção das calorias.

Se você é vegan (não consome nenhuma proteína animal), pode achar praticamente todos os nutrientes de que precisa nas plantas. Mas tem um nutriente que só existe em animais: vitamina B12. Vegans precisam tomar suplemento dessa vitamina (biscoito vitaminado ou complexo vitamínico resolve).

Que tipo de vegetariano é você?

SEMIVEGETARIANO
Nem se pode dizer que é vegetariano. É o menos radical e menos extremista. Geralmente evita carnes vermelhas, mas come peixes e às vezes aves.

OVOLACTOVEGETARIANO
É o vegetariano mais comum no Ocidente: evita qualquer tipo de carne, mas come ovos e laticínios.

LACTOVEGETARIANO
É o tipo de vegetariano mais numeroso no mundo, por razões religiosas. Milhões de hindus evitam, além das carnes, os ovos, que também possuiriam a vibração da vida. Mas laticínios estão liberados.

VEGAN
Está no outro extremo: não ingere nenhum tipo de comida animal, incluindo leite, ovos e mel. Evita também couro de vacas, lã, seda e qualquer produto que implique a morte ou o confinamento de animais.

HUMANOCARNÍVORO
Uma nova classificação criada pelo escritor americano Michael Pollan. São as pessoas que até comem carne, mas tentam evitá-la e se preocupam com as condições em que os animais foram criados e mortos.

CRUDIVORISTA
Numa tentativa de ter uma dieta o mais "natural" possível, esse tipo de vegetariano come apenas vegetais crus. A idéia é evitar qualquer coisa preparada a mais de 45 graus, sob a justificativa de que, a partir dessa temperatura, as enzimas do alimento se degradam. Mas a verdade é que a degradação de algumas proteínas nem sempre é uma desvantagem. Muitos nutrientes de vegetais ficam indisponíveis para o organismo humano se não são aquecidos o suficiente.

FRUGIVORISTA
Preocupa-se não apenas em poupar os animais, mas também os vegetais. O frugivorista considera uma agressão às plantas arrancar partes de que ela precisa, como as folhas ou as raízes. A dieta se limita ao que o vegetal "oferece": frutos, castanhas, sementes, grãos. Assim como o crudivorismo, pode acarretar carências nutricionais.

PARA SABER MAIS
Vegetarianismo, Denis Russo Burgierman, Superinteressante, 2003
A Vida dos Animais, J.M. Coetzee, Companhia das Letras, 2002
Vida Ética, Peter Singer, Ediouro, 2000
Becoming Vegetarian, Vesanto Melina, Brenda Davis e Victoria Harrison, Book Publishing Company, EUA, 1995
Beyond Beef – The Rise and Fall of the Cattle Culture, Jeremy Rifkin, Plume Book, EUA, 1993

 
Please follow and like us: