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Na verdade, há mais de dois mil anos já carregamos esta palavra ‘colônia’ como uma evidência, mesmo que seu significado original fosse mais puro. Não havia diversas colônias de Roma em nossa região, atualmente a Alemanha? E o nome da cidade Köln não é derivado da denominação latina Colonia Agrippina, ou seja, ‘colônia’ em português? Trier (ou Tréveris) não derivou de Colonia Augusta Treverorum, e Xanten de Colonia Ulpia Trajana?

Será que não deveríamos nos aprofundar mais na história, nas migrações germânicas que engolfaram a população original? Será que isto não é colonização antes mesmo de essa palavra existir? E será que posso recuar ainda mais no tempo? Na África, o homem evoluiu dos ancestrais primatas. A partir desse continente ele migrou, ele ‘colonizou’ a Europa, Ásia, América, Austrália. Pelo menos, esta é a teoria vigente sobre o surgimento do homem.

 

Ao longo de toda a história encontramos o desbravamento de terras. Colonização. Quando se está ao norte de Hamburgo, na Sollenspieker (7), apreciando o rio Elba e a paisagem em torno, é possível ler a explicação histórica: ‘No século XII, os agricultores colonizaram esta região.’ Seis séculos depois, nos século XIX e XX, seus descendentes (8) repetiram a dose no Rio Grande do Sul. Em Novo Hamburgo, por exemplo. Moradores de Amsterdã, com São Nicolau como figura de proa, partiram para a América do Norte e fundaram Nova Amsterdã: Nova Iorque. E assim existem inúmeros exemplos. É uma história de colonizar e ser colonizado. No Brasil de 2006, a palavra ainda é empregada diariamente. Novas regiões na região amazônica são colonizadas; o órgão federal oficial de reforma agrária chama-se Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

 

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Café colonial ou Pense Globalmente – Alimente-se Localmente?

Almoço de confraternização em Bruxelas

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