Novo álbum de Moby, Destroyed, é inspirado em momentos de insônia e solidão

Richard Melville – parente do autor de Moby Dick, Herman, daí o apelido – já misturou sons indígenas com batidas e samples de blues, hip-hop e jazz, sem contabilizar os discos ambientes no estilo Brian Eno. Mas toda pessoa instropectiva, como Moby, tende a ser observador nato.

18 de maio de 2011, Música

Por Cláudio Campos

Novo álbum de Moby, Destroyed (divulgação)

Novo álbum de Moby, Destroyed (divulgação)

Qualificar Moby apenas como DJ seria um reducionismo à sua arte, pois o sujeito é um músico completo. Desde os nove anos de idade vem tocando e aprendendo a lidar com vários instrumentos, inclusive tendo aprendido teoria musical. Amante da música, colecionador de vinis, defensor dos animais, o artista se diz cristão e espiritualista e é seguidor da dieta vegan. Sempre teve uma vida meio reclusa, fechando-se em seu próprio universo. Pois é, algo bem diferente do que imaginamos o que é (ou deveria ser) a vida de um DJ. Portanto, vamos chamá-lo de apenas músico.

Richard Melville – parente do autor de Moby Dick, Herman, daí o apelido – já misturou sons indígenas com batidas e samples de blues, hip-hop e jazz, sem contabilizar os discos ambientes no estilo Brian Eno. Mas toda pessoa instropectiva, como Moby, tende a ser observador nato. E partindo desta ótica, o novo trabalho vem acompanhado de instropecção noturna, pois devido ao seu problema de insônia, o álbum foi quase todo composto à noite: uma reflexão sobre momentos de solidão em quartos de hotéis, esperas em aeroportos e o sentir -se alheio a tudo isso. Produzido por Moby e mixado por Ken Thomas (David Bowie, Queen, Sigur Rós), Destroyed foi gravado em equipamentos analógicos, nos estúdios da Abbey Road.

Moby escolheu quinze canções entre duzentas e cinqüenta que ele chegou a compor para o novo trabalho e uma das novidades é que o álbum vem acompanhado de um livro com 55 fotografias tiradas pelo próprio artista. Sobre as fotografias, ele diz queria mostrar ao mundo o lado negro das turnês, pois, a seu ver, muitas pessoas pensam que são maravilhosas e fascinantes, mas na realidade são bem diferentes.

O primeiro single retirado do álbum é The Day, que, segundo Moby, foi gravado às 7 horas da manhã em um quarto de hotel na Espanha. O vídeo tem a participação da atriz Heather Graham e é inspirado em David Bowie e Brian Eno – grandes influências em sua música -, em que mescla imagens surrealistas com um ambiente real, no caso um quarto de hospital, tendo como temática as preocupações do músico acerca da alma.

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Fonte: Bagarai

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