Moda com saúde

Edilene Caciano

Cada vez mais presente, o vegetarianismo ganha adeptos no mundo todo. As razões para se tornar um vegetariano podem ser de saúde, ecológicas, éticas, econômicas ou até mesmo religiosas.

O nome vegetariano não origina da base da alimentação vegetal, mas da expressão latina "vegetus", que significa forte, vigoroso, saudável. Vegetarianismo é um regime alimentar baseado fundamentalmente em alimentos de origem vegetal. Os vegetarianos excluem da sua dieta carne e peixe, bem como alimentos derivados. Os ovo-vegetarianos consomem também ovos, e os lacto-vegetarianos leite e lacticínios.

FO-073-0190| DC| © David Raymer/CORBISDentre as várias razões para se tornar um vegetariano, vale destacar a ética. Esta, deve-se em relação ao direito a vida dos animais. Muitos vegetarianos não acham justo tirar a vida de um animal para alimentar uma pessoa, especialmente quando a vida dessa pessoa não depende da vida do animal.

Outro aspecto prende-se a forma como os animais são tratados. No ano passado, foi lançado um documentário intitulado “A Carne é Fraca”, do Instituto Nina Rosa. O documentário provocou mudanças em muitas pessoas pelo mundo. É exibido em TVs pagas, em faculdades, em cinemas por iniciativa de pessoas físicas ou grupos afins, em escolas de terapias alternativas, etc. “Ele criou vida própria e vai cumprindo sua missão, informando e sensibilizando pessoas sobre seu conteúdo”, declara a idealizadora do projeto e fundadora do instituto que leva o seu nome Nina Rosa.

De acordo com Nina, existem muitas razões para se tornar um vegetariano. “Minhas razões incluem o sofrimento imoral infligido aos animais e o grande dano causado ao meio ambiente provocado pela criação intensiva, a emissões de CO2, desmatamento, queima para pastagens, consumo excessivo de água potável, entre outros”, afirma. “Os benefícios abrangem não só a saúde física, como também a mental, emocional e espiritual”, conclui.

A questão “saúde” também é um dos principais motivos. A Igreja Adventista do Sétimo Dia, por exemplo, instrui seus membros a serem vegetarianos. De acordo com eles, a recomendação é para que possam ter maior longevidade, melhor qualidade de vida, menor probabilidade de ter doenças e mais saúde de maneira geral.

Um  estudo recente conduzido na Califórnia mostrou que os homens  vegetarianos adventistas vivem 8,9 anos a mais do que a média da população. Quando os subgrupos da população foram comparados, os  vegetarianos adventistas tiveram uma vantagem de 3,7 anos sobre seus companheiros que comiam carne.

A indústria alimentícia já percebeu o aumento desse publico alvo e vem investindo em produtos de origem vegetal para proporcionar uma opção a mais para aqueles que optam por esse regime alimentar. Em vários supermercados já se pode encontrar produtos a base de soja como hambúrgueres, quibes, lasanhas e nuggets, além de leite condensado de soja, creme de leite de soja, ovos de Páscoa com leite de soja e até mortadela de soja.

De acordo com uma pesquisa sobre hábitos alimentares, feita pelo grupo Ipsos, no Brasil 28% das pessoas "têm procurado comer menos carne". É o segundo maior índice mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.

A dona de casa, Sueli Cesário, optou por uma dieta vegetariana depois de estudar sobre os malefícios á saúde que a carne pode provocar. “Já tentei várias vezes deixar de comer carne, porque sei o quanto mal ela faz. Mas sempre volto a comer, espero dessa vez conseguir não ingerir mais. Sinto muita diferença na minha saúde quando tenho uma dieta sem a carne”, relata.

Entre os famosos vegetarianos incluí-se estrelas do cinema como Natalie Portman e Brad Pitt, músicos como Paul McCartney, Bob Dylan, Michael Jackson, Shania Twain e empresários como Steve Jobs. Aqui no Brasil, podemos citar a apresentadora Xuxa, o modelo Paulo Zulu e o ex-piloto de Fórmula 1, Pedro Paulo Diniz, atrizes como Fernanda Lima, Tânia Alves, Lucélia Santos e Patrícia Travassos e os cantores, Rita Lee e Lobão fecham o time dos vegetarianos.

De acordo com nutricionistas, o vegetarianismo pode até ser uma boa opção, mas é preciso aprender a combinar corretamente os alimentos para se obter a proteína vegetal e o ferro que o organismo necessita.

Fonte: http://diario.unasp.edu.br/campus704_250107.html

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