Mastercard discrimina vegetarianos – Mariza Binato Passos

Senhora Paula Didier.  

O reino animal tem sido um dos mais explorados, dizimados, espoliados pelo homem através dos tempos e felizmente, nos dias de hoje, começa a encontrar amparo, maior proteção e defesa em algumas pessoas, grupos e até mesmo, através do estímulo na mídia escrita e falada, informando-nos do grande valor do convívio sadio dos animais com os seres humanos e colaborando para que a vida dessas criaturas seja menos trágica e difícil. Revistas especializadas, como por exemplo a Animal Times, publicada em Washington, DC 20077-7538 (PO Box 96684), em inglês e espanhol, traz em seu número de apresentação uma impressionante reportagem sobre a crueldade praticada nos circos, nas granjas industriais e nos abatedouros. "Pense antes de comer" é um alerta que dirige aos leitores.

No Brasil, o Instituto Nina Rosa, entre outros, tem feito um belo trabalho de conscientização. No documentário "A Carne é Fraca", revela-se de maneira pungente o que em geral não se divulga sobre o comportamento de nossa sociedade "civilizada" diante desses irmãos menores. Coloca ênfase nos impactos que o ato – aparentemente banal – de consumir carne representa para a saúde humana, para os animais e para o planeta. Não se pode imaginar quão graves são os reflexos da atividade da pesca e da agropecuária no meio ambiente. A superação da tendência humana à violência deveria ser tema de reflexão não apenas do que se encarregam da educação de crianças e adolescentes, mas também dos adultos que desejam conviver com os reinos da Natureza conforme as leis da harmonia.  

Assim, a divulgação da propaganda "MasterCard: Não ter nenhum amigo vegetariano não tem preço" não só vem alardear um conceito bárbaro contra a importância dos animais como parte integrante do nosso mundo e de nosso próprio ser, como também a ética, no mercado publicitário, quando o teor de uma mensagem na propaganda, como esta por exemplo, tem o propósito de ridicularizar a individualidade de cada um de nós ao fazermos nossas opções.  Encerro esta devolvendo: "Fazer as nossas opções traz implicitamente um  preço mas, ver o criador de uma asnice desta ter uma indigestão com o seu carré de cordeiro, ah, isto não tem preço!"   

Sinceramente,  

Mariza Binato Passos. Petrópolis – RJ

Ps.: ( sou brasileira, advogada, administradora de empresas e contadora, com 54 opiniões muitíssimo bem formadas, amoro os animais, esoteríssima. As palavras que leu acima, tomei a liberdade de copiá-las de um autor desconhecido que as escreveu no jornalzinho "Sinais de Figueira" sob o título "Um tempo para os Animais", com exceção do ultimo parágrafro e o encerramento, que são de minha indignada autoria.

From: Mariza To: Paula Didier Sent: Tuesday, October 04, 2005 4:38 PM Subject: Anúncio do MasterCard: "Não ter nenhum amigo vegetariano não tem preço"

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