Marly Winckler

Marly Winckler é socióloga e tradutora. Vegetariana desde 1982, criou o Sítio Vegetariano (www.vegetarianismo.com.br) e modera as listas de discussão sobre vegetarianismo veg-brasil e veg-latina.

É Coordenadora para a América Latina e o Caribe da União Vegetariana Internacional (IVU – www.ivu.org/latin-america.html, com sede na Inglaterra. Preside a Sociedade Vegetariana Brasileira (www.svb.org.br) e o 36o  Congresso Vegetariano Mundial. É autora do livro Vegetarianismo – Elementos para uma Conversa Sobre

Marly e Tuquinha

Tradutora de Libertação Animal, de Peter Singer, o livro considerado a bíblia do movimento de libertação animal e do livro A dieta saudável dos vegetais, de Vesanto Melina, Brenda Davis e Victoria Harrison e Vegetarianismo e ocultismo, de C.W. Leadbeater e Annie Besant, bem como de  Saúde e vida espiritual de Geoffrey Hoddson. Autora de artigo publicado no livro: Um assassinato perfeitamente legal – Nossa alimentação, organizado por Hildegard B. Richter.

Meu nome é Marly Winckler, moro atualmente em Florianópolis (mas já morei em Porto Alegre, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Londres, Madras etc.). Tenho 49 anos e sou vegetariana há mais de 20. Estudei arquitetura (que não concluí), sociologia e tradução inglês-português. Há cerca de 15 anos trabalho como tradutora freelancer.

Tornei-me vegetariana principalmente por razões éticas e espirituais. Fora só pelos benefícios para a saúde, acho que não teria tanto peso para mim. Mais tarde, porém, ao tomar conhecimento de outros motivos para nos tornar vegetarianos, como a ligação do consumo de carne com a destruição do planeta, a FOME e outros motivos igualmente fortes, fortaleci ainda mais minha convicção de largar definitivamente a carne. Não foi difícil largar: fiz isso de uma hora para outra e não tive muito trabalho. Na verdade, às vezes, ao sentir o cheiro, dava uma vontadinha, mas nada que fosse difícil de controlar e, na maioria das vezes, não dava vontade de forma alguma. Com o passar do tempo esta vontadinha desapareceu por completo. Às vezes até o cheiro não me parece desagradável, mas em geral, sim, é desagradável, Mais difícil foi largar o cigarro, levei quase um ano. 

Em 1992, escrevi o livrinho Vegetarianismo – Elementos para uma conversa sobre. Fiz isso principalmente porque as pessoas sempre me perguntavam por que eu tinha me tornado vegetariana. E em geral faziam (e fazem) esta pergunta durante uma refeição. Então, para evitar discutir este assunto "espinhoso" quando a pessoa está comendo carne e o tempo é curto para explicar todos os motivos (em dez minutos não é possível falar de todas as razões para alguém se tornar vegetariano) escrevi este livrinho, que dou para a pessoa dizendo "leia e depois a gente conversa". Funcionou muito bem e graças ao livrinho conheço várias pessoas que viraram vegetarianas, e de tempos em tempos um amigo ou conhecido me diz que conhece alguém que virou vegetariano após ler o livrinho. Ou seja, o trabalho que tive foi imensamente recompensado. 

Mantenho uma página na Internet (https://www.vegetarianismo.com.br) e administro listas de discussão sobre vegetarianismo como forma de promover o vegetarianismo.

Participei do Congresso da União Vegetariana Internacional na Holanda, do Festival Vegan em San Diego e do Congresso Mundial promovido pela IVU em Edimburgo. Foram ótimas experiências. Conheci muitas pessoas interessantes, ativistas do vegetarianismo/veganismo. Estava inscrita para ir à Tailândia, mas na última hora não pude ir. Sempre que tiver oportunidade pretendo ir a estes congressos, pois é uma maneira de nos manter atualizados e conhecer pessoas que têm interesses parecidos com os nossos, o que é muito bom.

Em maio de 2000 assumi o cargo de Secretária Regional para a América Latina da União Vegetariana Internacional, com sede na Grã Bretanha. 

Em 2004 recebi a incumbência de organizar o 36 Congresso Vegetariano Mundial, que acontece pela primeira vez na América Latina.

Um abraço,
  
Marly Winckler 
mwinckler@terra.com.br 

 

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