Hello, goodbye!…

Quem diria, nos anos 60, imaginar Paul McCartney, em 2011, combinando karaokê com a beatlemania. Mas foi exatamente o que aconteceu no domingo passado, após 21 anos sem o beatle ir ao Rio de Janeiro.

Para a frustração dos cariocas e brasileiros de todo o país, que o aplaudiram como seu ídolo, aos 68 anos, preservando o carisma que levou ao estádio Engenhão nada menos que 45 mil pessoas, que cantaram juntas.

Carismático, ao contrário dos demais que formaram com ele uma banda histórica, e que mudou a música no mundo.

Considerado atraente pelas mulheres nos anos sessenta, Paul sempre foi assediado pelas mulheres,e estava longe de ser tímido como John Lennon. Foi graças a ele que a banda teve uma sobrevida, quando o quarteto já estava se separando por incompatibilidade irreversível, chegando ao fim em 10 de abril de 1970, com McCartney comunicando para o mundo inteiro que a banda estava extinta, e que cada um seguiria o seu caminho.

Ele seguiu com o ombro amigo de Linda Eastman, que também passou a tocar em seus discos.

Wings, a banda do casal, durou até 1980, quando John foi preso em Tóquio, em janeiro, por porte de drogas, assumindo publicamente que consumia maconha. Ele logo depois aderia ao vegetarianismo, tornando-se amigo da viúva de John Lennon, Yoko Ono, que simplesmente odiava, por ter convencido seu amigo e parceiro a deixar a banda. Uma causa em comum entre Paul e Yoko foi fácil, porque ambos resolveram promover pelo mundo a campanha para que as pessoas deixassem de comer carne pelo menos na segunda-feira.

Fonte: EmDia

Quem conhece muito o beatle, chegou à conclusão de que ele é carente, e que mesmo quase chegando aos 70, parece um menino sem pai nem mãe. No show, domingo, no Rio, ele parecia um garoto mimado, que tinha encontrado no palco do Engenhão um presente especial – o carinho das 45 mil pessoas que foram aplaudi-lo e que chamavam o seu nome quase todo o tempo, principalmente quando ele começou a cantar “Hello Goodbye”, e logo em seguida “All My Loving”, fazendo muitos sessentões dançarem como no passado, em êxtase.

Muito à vontade mesmo, McCartney deu outro show à parte, quando passou a tocar em uma guitarra no estilo Jimmy Hendrix, escolhendo para tocar justo “Foxy Lady”. Transmitindo alegria em tempo integral, ainda ousou tocar e cantar uma baladinha, sua preferida, “The Long and Winding Road”, mas outras emoções surgiriam também no segundo dia de show no Rio de Janeiro.

Na segunda-feira, o show foi mais completo, com pontualidade britânica, que começou às 21h30m, com um Paul McCartney mais simpático com a plateia, inclusive falando um português sem erros, cumprimentando os fãs: “Boa noite Brasil, olá, Rio! E aí, carioca?!…”. Certamente homenageando a plateia, logo em seguida cantou “All my loving”, com um jogo de imagens que animou mais ainda o espetáculo do beatle, que avisou: “Nesta noite, vou tentar falar português, mas vou falar mais em inglês”. Alguém gritou:”Paul também é brasileiro!”, lembrando o Papa João Paulo II.

A primeira música já animou as 45 mil pessoas presentes, com “Magical mystery tour”, ao mesmo tempo em que o telão reforçava a alegria com imagens geométricas, multicores. O clima de amizade foi intenso. Ao tomar conhecimento que uma fã, Raphaela Giffoni, estava completando 28 anos -ela apelava através de um cartaz para receber um presente especial:- “Paul, hoje é meu aniversário. Você poderia me dar um abraço?”,cantou parabéns para ela..

O abraço ele não deu, mas seu gesto foi elegante, o que Raphaela jamais irá esquecer.

Quando teremos novamente Paul McCartney no Brasil?

Vai ser difícil saber, porque sua agenda está comprometida até 2016…

 

Please follow and like us: