Feijoada de soja faz bem

Há quem torça o nariz e faça cara feia só de ouvir falar em proteína de soja. Com um aspecto estranho e gosto incomum, a invenção da culinária saudável definitivamente não atrai um grande número de fãs. A vegetariana Ivana Stoimenof, 43, garante, porém, que se apaixonar por pratos a base de soja é questão de prática culinária.

– As pessoas acham ruim porque não sabem preparar, mas pode ficar muito gostoso – garante.

Para convencer a família de que rejeitar carne é uma opção mais saudável, ela especializou-se no que parecia ser um contra-senso: feijoada natural. Nada de paio, orelha ou costelinha. As partes suínas são substituídas por pedaços de carne de soja e salsicha vegetal. Reduzida em gordura e colesterol, a refeição pode agradar aos paladares mais exigentes. Ivana levou 8 anos para chegar à receita final, que agora já virou segredo.

Há quatro meses ela comercializa sua criação. Na cozinha industrial que montou na garagem de casa, são produzidas 250 refeições por semana – com capacidade para 6 mil por mês – para abastecer supermercados e lojas de produtos naturais. A microempresária agora está de olho nos mercados internacionais, como Japão e Canadá.

– Por ser tão natural, crianças de 10 meses podem comer sem problemas – afirma Ivana, contando que 100 gramas da feijoada light têm 105 kcal, quatro vezes menos que a convencional. Cada embalagem congelada, com porção dupla, custa R$ 10 em média.

Além do feijão preto em versão magra saem das panelas de Ivana Paellas, quibes, picadinhos e até bobós de soja. Essses últimos serão lançados comercialmente em março.

Vegetariana há 21 anos – desde que leu o livro Os malefícios da carne – a filha de fazendeiro diz que foi difícil manter a filosofia na juventude. Hoje ela faz parte dos naturalistas são 7, 5 milhões no Brasil. (M.S.)

Fonte: JB

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