Esse jantar te uma história

Vamos imaginar que estamos em um bom restaurante e o prato é vitela. A carne é clara, saborosa e tenra. A vitela é resultante de um bezerro macho que costumava ser sacrificado logo após o nascimento antes que começasse a comer capim. Um animal recém nascido, com cerca de 50 kilos, fornecia pouca quantidade de carne.

Então, produtores holandeses inventaram uma maneira de maximizar seus lucros mantendo o animal vivo mais tempo para engorde sem alterar as características de sua carne. Se criados em liberdade, os novilhos iriam correr pelo campo desenvolvendo a musculatora, além disso, o pasto lhes daria ferro em abundância e a sua carne ficaria vermelha. A "solução", então, foi a de colocar os animais em pequenos caixotes de madeira – 56/137cm – em unidades de confinamento.

Atrelados a uma atadura no pescoço, eles não podem se virar. Depois, quando crescerem, não poderão mesmo fazer qualquer movimento. O compartimento não possui palha para que eles se deitem já que os animais poderiam comê-la. Para que haja o escoamento das fezes e da urina, o piso é feito de sarrafos espaçados o que agrega mais sofrimento. Ao longo de 4 meses eles ficarão assim, sendo alimentados com um caldo de leite em pó desnatado e enriquecido com vitaminas, sais minerais e remédios que estimulam seu crescimento.

Para que engordem mais rápido, é comum que não lhes dêem água, assim engolem mais da solução. A sede é aumentada artificialmente pelo aquecimento da unidade que produz um suor anormal. Para que não se agitem, muitos produtores os mantém quase todo o tempo no escuro. Serão mantidos vivos, anêmicos e frágeis, mas atingirão 200 kilos , a indústria fará muito dinheiro e alguns poucos consumidores terão, a disposição, uma carne "clara e tenra".

Voltemos, agora, ao nosso jantar.              (Dep. Marcos Rolim)

E aí?  Voce quer mesmo comer VITELA?

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