Emma de Mascheville

Emma de mascheville
Emma de Mascheville, conhecida por D. Emy, neta da Baroneza von Hoffmann, da Transilvânia , falecida no Brasil em 1981, foi astróloga e conselheira de muitas pessoas. Como a maioria das mulheres, Emy inquietou-se com o Sol, a Lua, as estrelas, o cometa Halley, as estrelas cadentes.

Teve ajuda de amigos, vizinhos, parentes, conhecidos, desconhecidos, e da Providência Divina, a qual se referia como "a mão de Deus que intervém em nossa vida e nos conduz para o caminho certo, mesmo que não seja aquele que queremos."

Colaborou com seu pai, na assistência aos soldados, nos campos de prisioneiros, durante a Primeira Guerra Mundial, na assitência aos refugiados e aos famintos no Leste Europeu, através da Cruz Vermelha.
Nasceu em Heimhausen, na Bavária, no sul da Alemanha, mas sua primeira língua foi o italiano, pois viveu seus primeiros anos em Monte Veritá, junto ao Lago Maggiore, no norte da Itália e sul da Suiça. Esteve na Hungria e passou sua juventude mudando de cidade em cidade na Alemanha.
Sua vinda ao Brasil,acompanhando sua família, de temporária tornou-se definitiva ao conhecer em Curitiba, seu futuro esposo, amigo de sua tia, aos 22 anos de idade. Com Cedaior, seu marido, começa o estudo da astrologia que tornou-se cada vez mais profundo.

Se na Europa desfrutou de círculos de interesse cultural, artístico, literário, religioso, idealistas e humanitaristas, pois seu pai era jornalista, pastor ecumênico, escritor, conferencista, desde menina dominando várias línguas, estudando literatura inglesa na Universidade de Berlim e interessando-se por sânscrito, freqüentando museus e bibliotecas, no Brasil, veio viver em contato com o caboclo goiano, o caipira paranaense, o colono catarinense, o gaúcho rural, o operário paulista, o povo nortista e o nordestino do Acre, os brasileiros de todo o Brasil , de Brasília, os cariocas e a classe média tradicional das zonas urbanas e suburbanas.

Cerca de 10.000 horóscopos que calculou e interpretou mostram seu vigoroso pensamento, embora cálido e dialogado, lembrado por seus clientes, alunos, amigos, parentes e curiosos, refletindo em milhares de páginas datilografadas, manuscritas ou em gravações e, principalmente de longas conversas, de duas horas com cada pessoa, pelo menos

Tal como Sócrates na Grécia, seu grande esforço, através da astrologia, foi o de procurar o "Conhece-te a ti mesmo", conversando com as pessoas, procurando com que cada pessoa chegasse a compreender a si mesma e, assim, os seus próprios problemas, as coisas da vida e, finalmente, chegasse a compreender os outros.

Por isto sua grande preocupação foi a criança e a educação. A maneira astrológica de compreender as pessoas como crianças, como jovens e moços, como pessoas adultas. A mãe, compreendendo-se a si mesma, através da astrologia, poderá também melhor compreender os filhos e, assim, dar-lhes uma educação mais adequada.

Não especulou através de livros e teorias. Meditou em cima de cálculos e estatísticas de milhares de horóscopos. Experiências diárias com dezenas de pessoas e situações, por vezes centenas. A começar por seu próprio horóscopo, pela observação de seus sete filhos, das pessoas que lhe eram mais próximas pelas confidências e desabafos, relatos e exposições de seus clientes, perguntas de alunos, reptos de seus criticadores ou personagens céticos, não a deixando alçar vôos na imaginação sem fundamento.

Testou aforismos da tradição árabe, afirmações do conhecimento medieval, interpretação da tradição clássica, curiosidades orientais, os ditos da tradição popular, no campo da astrologia.

Manteve sempre uma atitude coerente com o método científico: observar, sem demolir, a tradição em fase de compreensão e entendimento.

Acumulou, ao longo de milhares de dias e horas de entrevistas com seus clientes e conversas com seus amigos e parentes, um vasto acervo de informações, cada dia mais precisas, cada dia mais profundas, cada dia mais sabiamente transmissíveis, que se encontram refletidas em seus trabalhos escritos ou gravados, ou imprimidos na lembrança de milhares de mentes e corações.

Cada cliente a consolar trazia um maior acervo de conhecimentos para serem assimilados por Emy, preparando-a com mais sabedoria para o atendimento do próximo consulente. Sempre foi grata aos que lhe ensinaram através da vida, dos livros, dos fatos, dos cálculos, reconhecendo sempre a Mão de Deus que lhe encaminhava as pessoas ou instrumentos que lhe permitiam ajudar aos outros, que lhe facilitaram o crescimento do conhecimento da astrologia de uma forma saudável e não egoísta. Sua gratidão foi em relação a todos que mencionou ou somente guardou na lembrança.

Procurou retribuir à Mão de Deus. Se durante um período da vida cobrou profissionalmente para sua sobrevivência e de seus familiares, por outro lado atendeu a muitos gratuitamente, não deixando ninguém partir sem um aconselhamento astrológico.

Para Emy, a Astrologia foi uma grande aventura que viveu por toda a vida, que lhe deu uma imensa riqueza de vida. Através da Astrologia, compreendeu que todos temos nossos sofrimentos e nossas alegrias, mas que o plano de distribuição dessas oportunidades, de vida mais apertada ou de vida mais folgada, varia de pessoa para pessoa.

Diz São Tomás de Aquino que é lícito ao homem conhecer os desígnios de Deus através da Astrologia. Através desta arte, ciência e técnica, podemos ver que Deus é justo, pois Deus nos traz as provas no tempo certo. E o grande Relógio, em que estão marcados esses momentos, está no Céu, onde se movimentam as constelações, os signos, o Sol, a Lua, os planetas, as estrelas, os cometas, os asteróides, as estrelas cadentes….

E assim Emy, na busca da união da Fé e da Ciência, encontrou uma maneira de explicar, de se fazer compreender e de ver a Beleza da Justiça Divina e a Bondade de Deus aos outros, às mães, aos jovens, às futuras gerações, através da Astrologia.

( Introdução de Aor Costet de Mascheville – Livro Luz e Sombra ) 

Vida e Tempos de Emma de Mascheville

10/02/1903
Nascimento – filha de Julie Ferdinandine Hofmann Brepohl e Friedrich Wilhelm Brepohl
1907
Vai morar com sua tia Ida Hoffmann
1911
Volta a morar com seus pais
1918
Vai ao teatro pela primeira vez, com Hermann Hesse, em Munich
1925

Chega ao Brasil e conhece seu marido, Albert Raymond Costet de Mascheville (Cedaior) , musico, filósofo, astrólogo, com quem casa em novembro na Lapa – PR.
Muda-se para Goiás ( Cristalina ), onde com Ida Hofmann e Henri Edencouven, participa de uma Comunidade naturista, esiritualista, com remanescentes do Monte Veritá.

1926
Volta para a Lapa – PR
Em julho, nasce seu primeiro filho.
193…
Muda-se para São Paulo – SP
193..
Muda-se para Pôrto Alegre – RS
1936
Albert falece aos 72 anos de idade
1944
Casa-se novamente com o astrólogo e egiptólogo Walter Pery Klippel
1975
Publica o artigo da revista Planeta
197…
Participa do 1º Congresso Brasileiro de Astrologia
1980
Publicação da Primeira Edição de "Luz e Sombra"
1981
Falece a 27 de dezembro, aos 78 anos de idade.

 Fonte: http://www.tearte.net/emma/biografia.html

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