E por que é que eu estou incomodado?

 

Eu quero colaborar com lealdade na identidade e fortalecimento (internacional) da agricultura familiar? Bem, então eu preciso aceitar esta história de colonização como um fato, mesmo que eu não consiga deixar de sempre pensar nas vítimas. Nos guarani, os kaingang e nas outras 215 sociedades indígenas ainda existentes neste país. Tomemos, por exemplo, os xetá, no Paraná. Somente foram ‘descobertos’ na década de 1930, durante o avanço dos colonizadores. Na década de 1960, já estavam quase extintos. Kiko Borges, que me levou esta semana até os guarani, realizou uma pesquisa interessante sobre os últimos integrantes deste grupo autóctone. Enquanto escrevo casualmente esta palavra ‘autóctone’, vejo a dupla autóctone‑alóctone sob outra luz: os europeus e seus descendentes como alóctones. Em Flandres, os alóctones são os marroquinos e os turcos. O contexto e a história nos ensinam algo sobre autóctones e alóctones, colonizadores e colonizados.

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