E o antes tão poderoso imperador, então, está nu.

Guarapuava, 22 de dezembro de 2005.

 

(1) Antes de 2005, os juros cobrados pelos bancos brasileiros eram de 44,7% (podendo chegar a 147%, no cheque especial), enquanto os juros oficiais (Selic) variaram de 18,25% (janeiro de 2005) a 19,75% (maio-agosto de 2005) e 18% (dezembro de 2005). Com isso, o Brasil é o ‘campeão mundial’ dos juros. O segundo lugar é ocupado por Angola, com 43,7%, seguida de Gâmbia, com 31,8%, do Paraguai, com 23,8% e da República Dominicana, com 22,6%. No mesmo período, a Argentina apresentou juros negativos de –2,6%!

Os maiores bancos do Brasil obtiveram, em 2005, um lucro de 20,9 bilhões de dólares norte-americanos; ou seja, 38% a mais do que em 2004 (o lucro total obtido pelas de 104 instituições financeiras foi de 28,3 bilhões de reais; 36% a mais do que em 2004, que também foi um ano recorde). Sua rentabilidade aumentou de uma média de 25% para 28% (a média de todas as 104 instituições foi de 22,65%). Só para comparar: com exceção das empresas exportadoras, as empresas brasileiras tiveram uma rentabilidade média de 12% a 13%. Em 2000, a rentabilidade média dos bancos também era somente de 11,49%. O lucro histórico dos bancos está relacionado, principalmente, com o aumento na concessão de crédito e com o ‘spread’, a diferença entre o custo do banco para captar o dinheiro e os juros que são cobrados. Um exemplo: o banco Itaú obteve seu maior lucro de todos os tempos, 5,2 bilhões de dólares.

(2) No ano de 2007, Milieudefensie conseguiu, no âmbito de uma nova lei, via uma iniciativa popular, obrigar o Parlamento a realizar um debate sobre a criação intensiva de animais. A conexão com a soja certamente será contemplada se o debate for efetivamente realizado. Veja <http://www.milieudefensie.nl/landbouw/publicaties/rapporten/boeren-met-toekomst-burgerinitiatief-milieudefensie-jma.pdf>

Veja também <http://www.sojaconnectie.be>, um site para jovens sobre a problemática da soja. Uma iniciativa do Provinciaal Instituut Milieueducatie (Pime) [Instituto Provincial de Educação Ambiental], do governo da província de Antuérpia, Wervel, Fetraf-Sul/CUT e Ferm Local (que representa cerca de cem agricultores belgas que buscam voltar a fechar o ciclo ecológico e recuperar sua independência; eles próprios cultivam as proteínas vegetais de que necessitam para sua ração animal).

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