Compartilhar pão e pensamentos à mesa

 

À tarde, o casal de anfitriões nos serve uma refeição com pão, leite, manteiga, queijo de produção própria. Principalmente o pão de abóbora é inesquecível. À mesa, Patrick e Bellinda falam sobre a dúvida que surge às vezes sobre a viabilidade de seu ideal e do modelo em pequena escala que estão construindo. É claro que os agricultores convencionais – que estão na espiral de crescimento e especialização – riem-se do que acontece aqui. Será que a agricultura praticada aqui é uma volta ao passado ou, pelo contrário, está se abrindo um novo futuro nesta época de completa alienação e loucura?

Mas o sítio geme sob a carga de trabalho: durante quanto tempo ainda será capaz de suportar? Há a reforma das construções, que exigem muita energia. Será que a atividade é realista, uma vez que Patrick pode sempre contar com seu salário de professor?

Embora haja (in)certezas, fica evidente que aqui está sendo realizado muito trabalho de entrelaçamento, tanto ecológico quanto social.

Em breve, ainda será adicionado o aspecto de laborterapia[1] ao sítio. Pode ser um alívio na carga de trabalho, mas é, simultaneamente, uma responsabilidade com pessoas debilitadas. Um vínculo com os animais e as estações pode ‘aterrá-los’ novamente e dar sentido à vida, neste aconchegante sítio. Em escala humana.

 

[foto 59bis]

Crianças e jovens encontram suas raízes no sítio.

[1] Laborterapia = terapia ocupacional para os internos de estabelecimentos da região.


 

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