Com agradecimentos a Al Gore

Será que estou vendo fantasmas? De novo a Monsanto!

Com o fato consumado da soja transgênica, a Monsanto conseguiu o apoio do governo brasileiro para sua estratégia de transformar a soja transgênica em biodiesel ‘verde’. Em seguida virá o milho transgênico. O consumidor europeu continua desconfiado em relação aos OGMs. Enquanto isso, os EUA, Argentina, Brasil – mas também a Romênia, na Europa – estão cobertos de soja transgênica. Felizmente, para a Monsanto & Cia, as mudanças no clima e o Protocolo de Kyoto para redução de CO2 estão vindo em nossa direção na velocidade de um trem-bala. A onda em torno/repercussão do filme de Al Gore faz com que, internacionalmente, as pessoas se voltem cada vez mais na mesma direção: reduzir as emissões de CO2 a qualquer custo sem redução de conforto (por exemplo, redução de veículos, veículos mais econômicos, menos diesel para transporte internacional). É que isso nós resolveremos com o biodiesel da soja, certo?! Caso contrário, quem comprará nossos milhões de toneladas de óleo de soja? Na década de 1990, a criação de gado intensiva ainda poderia responder: “Você e suas críticas… Você deveria ficar feliz por nossos suínos e aves ajudarem a limpar o farelo produzido pela indústria de extração de óleo vegetal!” E quando, após 15 anos de luta, conseguimos esvaziar este falso argumento, o ‘biodiesel de soja’ cai como um presente do céu. Afinal, o óleo é ‘necessário’ para o transporte de mercadorias e para a redução de nossas emissões de CO2. Quem é que pode ser contra isso? E o ‘resíduo’, as proteínas de alto valor nutritivo – porém transgênicas –, vai ser difícil transformar toda ela em tofu para consumo humano?! Sem problema, com ajuda da China e da Índia, o consumo mundial de carnes está aumentando vertiginosamente. O farelo de soja segue rapidamente para os cochos de alimentação das indústrias de processamento de carne. Globalização sem precedentes.

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