Cícero Ribeiro – Naturista

Vegetariano estrito, mas, também Naturista. Me alimento apenas de produtos vegetais integrais não industrializados, não processados, não conservados, preferencialmente os crus em detrimento dos cozidos, as verduras em detrimento dos cereais, e as frutas, o mel e a água em detrimento de todos os outros. Não drinco ou seja, não bebo bebidas alcóolicas, não fumo, não drogo, isto é, não uso drogas.  

Há quinze anos iniciei esta aventura maravilhosa em busca de uma alimentação mais sadia, menos tóxica, não viciante, biológica-espiritual-mental-emocional-ecologicamente correta. Durante este tempo de autoexperiência sempre pratiquei esportes: capoeira angola e regional, musculação, natação, ciclismo, corrida (5 a 10 Km). Tento, pois, construir uma filosofia de vida pautada nas descobertas e nas vivências e reflexões exercitadas durante o caminho, os degraus percorridos, as diversas etapas.  

Experimentei muitas formas e métodos alimentares e jejuns. Enfrentei gripes, sinusite, pneumonia, febre, depressão, espinhas. Posso lhes garantir que desta minha experiência conclui: 1) para todas as doenças (desequilíbrio da saúde), havendo alguma possibilidade de cura, o jejum + alimentação vegana naturista ou vegetariana estrita naturista + exercícios moderados + meditação é a solução menos traumática, mais barato, proporcionando resultados definitivos e mais positivos; 2) a alimentação vegana naturista e vegetariana estrita naturista é economicamente a mais adequada, é ecologicamente a correta; 3) alimentação vegetariana naturista ou vegana naturista não enfraquece ninguém, ao contrário, você adquire mais vitalidade, mais força, mais entusiasmo, mais disposição, mais resistência orgânica geral e aeróbia, mais flexibilidade para as atividades físicas esportivas, mais disposição e vigor sexual; 4) Veganismo Naturista e Vegetarianismo Naturista não é sinônimo de magreza, você pode engordar, se quiser, alimentando-se exclusivamente de produtos de origem apenas vegetal, mas também perderá peso se este estiver acima do normal, havendo, portanto, uma tendência natural para a regularização ou normalização da quantidade de massa corporal; 

Cuidado com as pesquisas "científicas" afirmando que o ferro de origem vegetal é de qualidade inferior ao ferro de origem animal. Que o organismo humano tem dificuldade de absorver aquele em detrimento deste. Que a quantidade de ferro necessária para o organismo humano não se encontra nos vegetais e assim necessitaríamos consumir uma grandíssima quantidade destes. 

Cuidado também com as pesquisas "científicas" afirmando que a proteína de origem vegetal é de qualidade inferior à proteína animal. Que a quantidade de aminoácidos essenciais necessária ao organismo humano não se encontra nos vegetais.  

Esqueceram-se eles, os cientistas, de afirmar que as pesquisas científicas comprovam que a quantidade de proteína presente no leite materno representa apenas 2%. Que 100 gramas de tofú (queijo de soja) contêm muito mais proteína que 100 gramas de bife de boi. Que a soja possui todos os aminoácidos essenciais ao organismo humano. Que há milhares de anos gerações e gerações de povos na Índia, na China, no Tibé etc. alimentam-se vegetarianamente, naturistamente, com uma qualidade e expectativa de vida invejavelmente superior às nossas. 

As pesquisas científicas são produzidas por cientistas que são seres humanos pertencentes a um determinado grupo social, a um grupo cultural específico. Pois bem, eles tem ideologia, interesses próprios que podem conduzi-los a lidar com as verdades, descobertas através de suas respectivas pesquisas científicas, de forma honesta ou não. Pois bem, não existe neutralidade. Assim sendo não podemos aceitar as afirmações de cientistas, sem reflexão, sem a observação da experiência humana no seu dia a dia, desprezando os fatos corriqueiros, a antropologia e a história (ambas pertencentes ao campo das ciências sociais). Não podemos também deixar de lado as experiências leigas e empíricas realizadas por diversos povos no planeta Terra ao longo de 1000, 2000, 4000 anos de vivências. Isto também é ciência e esta não precisa, após esses anos todos de descobertas e certezas, de receberem certificação dos cientistas ocidentais ou ocidentalizados para terem validade. Vocês querem maior validade que 4 mil anos de vivências na alimentação (vegetarianismo, veganismo, jejum, etc.), na medicina (acupuntura, hidroterapia, do in, yoga, meditação, etc.)?

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