Chave para uma vida saudável – 6

A quinta chave do programa para viver com saúde é o princípio do consumo. A sexta chave para viver com saúde é o mito da proteína.

Já ouviu dizer que quando se conta uma mentira muito grande, em voz muito alta e muitas vezes, mais cedo ou mais tarde as pessoas acreditarão nela?
 
Bem-vindos ao maravilhoso mundo da proteína. Nunca foi dita mentira maior do que essa de que o ser humano precisa de uma dieta rica em proteínas para manter uma ótima saúde e bem-estar.

É bem provável que você esteja muito consciente sobre quanto ingere de proteínas. Por que isso? Algumas pessoas estão tentando um aumento do nível de energia. Algumas pensam que precisam de proteína para aumentar a resistência. Algumas comem-na para ter ossos fortes. Mas, em cada um desses casos, o excesso de proteína produz efeito exatamente oposto.

Procuremos um modelo de quanta proteína você deve realmente precisar. Quando é que você imagina que as pessoas precisam mais de proteínas? Provavelmente quando são crianças pequenas. A Mãe Natureza providenciou um alimento, o leite materno, que fornece à criança tudo que ela precisa.

 
Adivinhe quanta proteína tem o leite materno – 50 por cento, 25 por cento, 10 por cento? Menos! O leite materno tem 2,38070 de proteína logo após o parto, que se reduz para 1,2; 1,6%, em seis meses. Isso é tudo.

Então, de onde tiramos a idéia de que os seres humanos precisam de doses maciças de proteínas?

Ninguém realmente tem qualquer idéia de quanta proteína precisamos. Após dez anos estudando as necessidades humanas de ingestão de proteínas, o dr. Mark Hegstead, antigo professor de nutrição da Harvard Medical School, confirmou o fato de que a maioria dos seres humanos parece adaptar-se a qualquer quantidade de proteína que esteja disponível para eles.

Além do mais, mesmo pessoas como Frances Lappé, que escreveu Diet for a Small Planet, e que por quase uma década promoveu o conceito de combinar vegetais para conseguir todos os aminoácidos essenciais, dizem que estavam erradas, que as pessoas não têm de combinar suas proteínas, que se você fizer uma dieta vegetariana convenientemente balanceada, conseguirá toda a proteína de que necessita.

A National Academy of Sciences diz que o norte-americano adulto precisa de  56 gramas de proteína por dia. Num relatório do International Union of Nutritional Sciences, descobrimos que cada país tem diferentes exigências de proteínas diárias para o adulto, que variam de 39 a 110 gramas por dia.

Assim, quem realmente tem alguma idéia? Por que você precisaria de toda essa proteína? Presume-se que seja para repor o que perdeu. Mas você perde só uma pequena quantidade por dia, através da excreção e respiração! Então, onde eles conseguiram essas cifras?!

Procuramos a National Academy of Sciences e perguntamos como chegaram à cifra de 56 gramas. De fato, os relatórios deles diziam que só precisamos de 30, mas recomendavam 56. Mas eles também afirmam que o excesso de proteína ingerida sobrecarrega o trato urinário e causa fadiga. Por que, então, recomendam até mais do que dizem que precisamos? Ainda estamos aguardando uma boa resposta.

Disseram-nos simplesmente que costumavam recomendar 80 gramas, mas, quando decidiram baixar, depararam com um grande protesto público. De quem? Você ou eu fomos reclamar? Não é provável. O grito de protesto veio dos interesses de industriais que ganham seu sustento com a venda de alimentos e produtos altamente proteínicos.


Qual é o maior plano de comercialização na terra? É fazer as pessoas pensarem que morrerão, a menos que usem certo produto. E foi isso o que aconteceu com as proteínas.

Analisemos o fato corretamente. O que você acha da idéia de que precisa de proteínas, como energia? O que é que seu corpo usa como energia?

Primeiro, ele usa glicose das frutas, vegetais e brotos.

Então usa amido, depois usa gordura. E a última coisa que chega a usar é proteína. Basta, quanto ao mito. E sobre a idéia de que as proteínas ajudam a aumentar resistência? Errado. Proteína em excesso dá ao corpo nitrogênio em excesso, que causa fadiga.

Gente com corpo modelado, todo estufado de proteínas, não é conhecida por sua habilidade de correr maratonas. Ficam muito cansados. Bem, e quanto à questão das proteínas fazerem ossos fortes? Errado outra vez. É o contrário.  Muita proteína tem estado ligada sempre à osteoporose, degeneração e enfraquecimento dos ossos.

 
Os ossos mais fortes do planeta pertencem aos vegetarianos.

Eu poderia lhe dar uma centena de razões pelas quais comer carne devido às proteínas é uma das piores coisas que pode fazer. Um dos produtos derivados do metabolismo da proteína é a amônia, por exemplo. Deixem-me mencionar dois pontos em particular.

Primeiro, a carne contém altos níveis de ácido úrico, que é um dos resíduos ou produtos excretórios resultantes do trabalho das células vivas. Os rins extraem ácido úrico da corrente sangüínea e enviam-no para a bexiga para ser passado com a uréia, como urina.

Se o ácido úrico não for pronta e seguramente removido do sangue, o excesso se acumula nos tecidos do corpo, para mais tarde provocar gota ou pedra na bexiga, sem mencionar o que ele faz para seus rins.

Descobriu-se que as pessoas com leucemia, em geral, têm níveis muito altos de ácido úrico na corrente sangüínea. Um pedaço médio de carne tem 907,2 mg de ácido úrico.

Seu corpo pode eliminar só 518,4 mg de ácido úrico por dia. De mais a mais, você sabe o que dá à carne seu sabor? Ácido úrico do animal, que agora está morto, e que você está consumindo. Se duvidar disso, tente comer carne à moda Kosher (ortodoxa judaica), antes de ser temperada. O sangue é drenado e, assim, a maior parte do ácido úrico.

Carne sem ácido úrico não tem sabor.

 
É isso que você quer pôr em seu corpo, o ácido normalmente eliminado na urina de um animal ?!

A carne está fervilhante de bactérias de putrefação. Se você não sabe o que são bactérias de putrefação, elas são germes do cólon.
 
Como explicou o dr. Milton Hoffman em seu livro The Missing Link in the Medical Curriculum Which is Food Chemistry in Its Relationship to Body Chemistry; página 135:
 
 "Quando o animal está vivo, o processo osmótico no cólon evita que as bactérias da putrefação passem para o animal. Quando o animal está morto, o processo osmótico pára e as bactérias da putrefação atravessam as paredes do cólon e entram na carne. Elas amaciam a carne".

Você sabe que a carne tem de envelhecer. O que envelhece ou amacia a carne são as bactérias de putrefação.

Segundo técnicos abalizados, as bactérias nas carnes são idênticas àquelas do esterco e mais numerosas em algumas carnes do que no esterco. Todas as carnes tornam-se infectadas com germes de esterco no processo de matança, e o número aumenta quanto mais tempo a carne for mantida armazenada.

É isso que você queria comer?

Se você precisa mesmo comer carne, então proceda assim: primeiro, consiga-a de uma fonte que garanta que o pasto é natural, isto é, uma fonte que garanta que não tiveram hormônios de crescimento ou DES. Segundo, corte drasticamente o seu consumo. Faça seu novo programa: usar carne só numa refeição por dia.

Não estou dizendo que simplesmente deixando de comer carne você ficará saudável, nem estou dizendo que se comer carne não poderá ser saudável.
 

 
Nenhuma dessas duas declarações seria verdadeira. Muitos comedores de carne são mais saudáveis do que vegetarianos, simplesmente porque alguns vegetarianos têm a tendência de acreditar que, se não comem carne, podem comer qualquer outra coisa.

 Eu certamente não estou advogando isso.

Mas você deve saber que pode ser mais saudável e mais feliz do que agora, decidindo que não quer mais comer a carne e a pele de outros seres vivos.
 

 
Você sabe o que Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, Leonardo da Vinci, Isaac Newton, Voltaire, Henry David Thoreau, George Bernard Shaw, Benjamin Franklin, Thomas Edison, o dr. Albert Schweitzer, Mahatma Gandhi, tinham em comum?

Todos eles eram vegetarianos. Um grupo nada mau para ser modelado, não acham?… .

São os latícínios melhores? De algumas formas, são até piores. Todo animal tem leite com o equilíbrio certo de elementos para esse animal. Muitos problemas podem surgir de bebermos leite de outros animais, incluindo o de vaca.

 
Por exemplo: os fortes hormônios de crescimento, no leite das vacas, destinam-se a fazer um bezerro crescer de 40 quilos ao nascer até quase 450 quilos na maturidade física, dois anos mais tarde.

Em comparação, uma criança humana nasce com cerca de 2.800-3.500 gramas e atinge a maturidade física de 46 a 90 quilos, 21 anos mais tarde.

 
Há uma grande controvérsia sobre o efeito que isso tem em nossa população. O dr. William Ellis, grande autoridade em produtos laticínios e como eles afetam a corrente sangüínea humana, declara que se você quiser alergias, beba leite.

Se quiser um sistema "entupido", beba leite. A razão, declara ele, é que poucos adultos podem metabolizar adequadamente a proteína do leite da vaca.
 

 
A principal proteína no leite de vaca é a caseína, que é o que o metabolismo da vaca precisa para uma boa saúde.

No entanto, caseína não é o que os humanos precisam. De acordo com os estudos do dr. Ellis, tanto as crianças como os adultos têm grande dificuldade em digerir a caseína. Seus estudos agora mostram que, pelo menos em crianças, 50 por cento ou mais da caseína não é digerida.

Essas proteínas parcialmente digeridas com freqüência entram na corrente sangüínea e irritam os tecidos, criando susceptibilidade às alergias. Por fim o fígado tem de remover todas essas proteínas de vaca parcialmente digeridas, e isso – em compensação – coloca uma desnecessária carga no sistema excretório interno e no fígado em particular.

Em contraste, a lactoalbumina, a proteína básica no leite humano, é fácil para os seres humanos digerirem.

 
Quanto a beber leite pelo cálcio, Ellis declara que, após fazer testes de sangue em cerca de 25.000 pessoas, descobriu que aqueles que tomam três, quatro ou cinco copos de leite por dia, têm o mais baixo nível de cálcio no sangue.

Ainda de acordo com Ellis, se você estiver preocupado em obter cálcio suficiente, simplesmente coma muitos vegetais verdes, manteiga de gergelim, ou nozes – todos são muito ricos em cálcio e de fácil digestão.

Também é importante notar que se você consome cálcio em excesso, ele pode acumular-se em seus rins e formar pedras. Assim, para manter suas concentrações no sangue relativamente baixas, seu corpo rejeita cerca de 80 por cento do cálcio que você consome.
 
No entanto, se você estiver interessado, há outras fontes além do leite. Por exemplo, os nabos verdes, peso por peso, contêm duas vezes mais cálcio do que o leite.

De acordo com muitos técnicos, os interesses da maioria das pessoas sobre o cálcio são de qualquer forma injustificados.

 
Qual é o principal efeito do leite no corpo? Torna-se uma massa destruidora, formada de muco que endurece, obstrui e gruda em qualquer coisa dentro do intestino delgado, tornando o trabalho do corpo muito mais difícil.
 
E sobre queijos? É só leite concentrado. Lembre-se, são precisos 4 ou 5 galões de leite para fazer meio quilo de queijo.

O conteúdo de gordura sozinho já é razão suficiente para limitar seu consumo. Se você deseja mesmo queijo, corte uma pequena quantidade numa grande salada. Dessa forma, você tem muitos alimentos ricos de água para contrabalançar alguns de seus efeitos obstruidores.

 
Para alguns, desistir de queijo parece horrível. Sei que gosta de sua pizza e queijo branco.
 
Iogurte? Também é mau. Sorvete? Não é alguma coisa que o sustentará para ficar em ótima forma. Mas você não precisa desistir daquele gosto ou textura maravilhosa. Ponha bananas geladas em uma centrífuga para criar alguma coisa que parece e tem gosto de sorvete, mas é um ótimo alimento para seu corpo.
 
 E sobre requeijão? Você sabe com que um grande número de leitarias costumam engrossar seus requeijões e fazer com que se agregue? Gesso-de-paris (sulfato de cálcio).
 
Não estou brincando. É permitido dentro de regulamentos federais, se bem que seu uso seja contra a lei na Califórnia. (No entanto, se o requeijão é feito num Estado onde é permitido, ele pode ser despachado para a Califórnia e vendido lá).
 
Você pode se imaginar tentando criar uma corrente sangüínea limpa e livre – e então enchê-la de gesso-de-paris?
 
 
Por que não ouvimos essas coisas sobre os laticínios antes? Por muitas razões, algumas tendo a ver com condicionamentos passados e sistemas de crenças. Outra razão pode ter alguma coisa com o fato de que o governo federal gasta cerca de 2,5 bilhões de dólares por ano para negociar os excedentes de laticínios.
 
 De fato, de acordo com o New York Times (18/11/83), a mais nova estratégia é uma propaganda do governo para incentivar o consumo adicional dos produtos de leite, apesar dessas tais medidas se chocarem diretamente com outras campanhas que alertam quanto aos perigos de consumir gordura em excesso.
 
Os depósitos do governo norte-americano estão agora repletos com 650 milhões de quilos de leite em pó, 194 milhões de quilos de manteiga e 450 milhões de quilos de queijo. A propósito, isto não é para ser um ataque à indústria de laticínios. Considero os fazendeiros leiteiros como alguns dos indivíduos que trabalham mais arduamente em nossa cultura. Mas isso não significa que continuarei a usar seus produtos se descobrir que não fazem com que me sinta melhor fisicamente.
 
 
Eu costumava ser como você deve ser agora. Pizza era minha comida favorita. Não pensava que poderia desistir dela. Mas, desde que consegui, me sinto tão melhor que não há um chance, nem em um milhão de anos, de que eu volte atrás. Tentar descrever a diferença é como tentar descrever o perfume de uma rosa para alguém que nunca cheirou uma.
 
Talvez você devesse tentar cheirar aquela rosa antes de fazer um julgamento sobre ela. Tente eliminar leite e limitar o consumo de outros laticínios durante trinta dias, julgue pelos resultados que sentir em seu corpo.
 
 
A finalidade deste livro todo é dar-Ihes informações, e que você decida o que acha útil e jogue fora o que acha que não funciona. No entanto, por que não testar todos os princípios antes de julgá-los? Tente os seis princípios do sistema de viver com saúde.
 
Tente nos próximos dez a trinta dias – ou durante toda a sua vida – e
julgue, por si, se eles produzem mais altos níveis de energia e uma sensação de vibração, que o apoiará em tudo que fizer.
 
Deixe-me fazer-lhe uma pequena advertência. Se começar a respirar efetivamente, de uma forma que estimule o sistema linfático, se começar a combinar seus alimentos corretamente e comer 70 por cento de alimentos que contêm água, o que irá acontecer?
 
Lembra-se do que o dr. Bryce afirmou sobre o poder da água? Você já viu um incêndio começar num edifício com somente umas poucas saídas? Todos se dirigem para as mesmas saídas – nosso corpo trabalha da mesma forma.
 
Começará a limpar o lixo que está sendo ajuntado em seus sistemas durante anos, e ele pode usar essa recém-encontrada energia para fazer isso o mais rápido que puder. Assim, você de repente começa a espirrar e expelir o muco em excesso.
 
Significa que pegou um resfriado? Não, você comeu um "resfriado". Você criou um "resfriado" durante anos de péssimos hábitos alimentares. Seu corpo pode agora ter energia para usar seus órgãos de excreção para se livrar do excesso de resíduos anteriormente acumulados nos tecidos e corrente sangüínea.
 
Um pequeno número de pessoas pode liberar venenos suficientes de seus tecidos, para a corrente sangüínea, para produzir uma leve dor de cabeça. Devem elas tomar um analgésico?
 
Não! Onde você quer esses venenos, fora ou dentro? Onde você quer o excesso de muco, em seus lenços ou em seus pulmões?
 
É um preço pequeno a pagar pela limpeza de anos de péssimos hábitos de saúde. A maioria das pessoas, porém, não terá nenhuma reação negativa, mas se sentirá com um alto senso de energia e bem-estar.
 
 
É claro que o espaço neste livro para discutir dieta é limitado; muitos assuntos (como gorduras e óleos, açúcar, cigarros e outros) foram deixados de lado. Assim, espero que este capítulo o incentive a pesquisar sobre sua própria saúde pessoal.
 
 
Lembre-se: a qualidade de nossa fisiologia afeta nossas percepções e comportamentos. A cada dia temos mais provas de que a dieta norte-americana de comidas salgadas, comidas rápidas e aditivos químicos está causando "armadilhas" de perdas no corpo, e essas perdas alteram o nível de oxigenação e energia do corpo, contribuindo para tudo – do câncer ao crime.
 
Uma das mais terríveis coisas que já li foi a dieta de um delinqüente juvenil crônico, recontada por Alexander Schauss, em seu Diet, Crime and Delinquency.
 
 
No café da manhã, o rapaz ingeria cinco xícaras de Sugar Smacks, com mais meia colher de chá de açúcar, um doughnut açucarado e dois copos de leite. Ele lanchava uma "corda" de 30 cm de alcaçuz e 3 tiras de 15 cm de carne-seca. Para o almoço, comia dois hambúrgueres, batatas fritas, mais alcaçuz, um pouco de feijões verdes, e pouca ou nenhuma salada.
 
Lanchava pão branco e leite achocolatado, antes do jantar. Comia um sanduíche de creme de amendoim e geléia em pão branco, uma lata de sopa de tomate e um copo de 280 ml de Kool-Aid adoçado. Mais tarde, tomava uma taça de sorvete, uma barra de Marathon e um pequeno copo de água.
 
 
Quanto mais açúcar um corpo poderia aceitar depois de tudo isso? Qual a porcentagem dos alimentos que comeu que eram ricos em água? Estavam combinados com acerto?
 
Uma sociedade que cria seus jovens com uma dieta que, mesmo de longe, se pareça com essa está pedindo problemas. Você acha que esses "alimentos" afetam a fisiologia dele e, assim, seu estado e comportamento? Pode apostar.
 
Num questionário para relacionar fatos de comportamentos nutricionistas, esse jovem de 14 anos apresentou os seguintes sintomas: "após dormir, eu acordo e não consigo voltar a dormir. Tenho dores de cabeça; tenho coceiras e sensações de formigamento na pele; meu estômago ou intestinos estão atrapalhados; me machuco ou fico com manchas roxas com facilidade; tenho pesadelos ou sonhos ruins; tenho desmaios, tonturas, suores frios ou períodos de fraqueza; fico faminto ou sinto-me desmaiar se não comer com freqüência.
 
Sempre esqueço as coisas; acrescento açúcar em quase tudo que como ou bebo; sou muito inquieto; não posso trabalhar sob pressão. Sou difícil de decidir coisas; sinto-me deprimido; freqüentemente me preocupo com coisas. Fico confuso. Fico deprimido, ou me sinto triste por qualquer coisa. Aumento as pequenas coisas, e facilmente perco o controle. Fico com medo. Sinto-me muito nervoso. Sou bastante emotivo. Choro sem motivo aparente".
 
 
Você se admira que, a partir desse estado, esse jovem criasse comportamentos delinqüentes? Felizmente, ele e muitos outros como ele estão agora fazendo mudanças radicais em seus comportamentos, não por estarem sendo punidos com longas sentenças na prisão, mas porque a maior fonte de seus comportamentos, seus estados bioquímicos, está sendo mudada através de dieta.
 
O comportamento criminoso não está só "na mente". Variações bioquímicas influenciam o estado e, assim, o comportamento. Em 1952, James Simmons, o deão da Harward School of Public, Health declarou: "Há uma necessidade especial de uma abordagem nova para a investigação de doenças mentais… É possível que estejamos hoje gastando muito tempo, energia e dinheiro para limparmos os poços da mente, mas poderíamos, com mais sucesso, tentar descobrir e remover as causas específicas biológicas das doenças mentais". *
 
Sua dieta pode não ter feito de você um criminoso, mas por que não desenvolver um estilo de vida que o apoie totalmente para ficar em sua fisiologia com mais recursos, a maior parte do tempo?
 
 
Tenho aproveitado um estilo de vida livre de doenças, durante muitos anos. No entanto, meu irmão mais jovem sempre tem estado cansado e doente durante esse mesmo espaço de tempo. Falei com ele sobre isso em diversas ocasiões, e tendo visto as mudanças em minha saúde nos últimos sete anos, estava querendo fazer uma mudança nele.
 
Mas o inevitável desafio ocorreu quando tentou mudar os padrões de sua dieta. Ele aumentou seus desejos por alimentos menos do que desejáveis.
 
 
Pare e pense. Como você adquire um desejo? Bem, primeiro imaginemos que você não tem um desejo: você o cria pela maneira como representa coisas para si. Por certo, muito disso é, em geral, inconsciente.
 
No entanto, para você entrar no estado de sentir um intenso desejo por algum tipo de comida, você tem de criar uma espécie específica de representação interior. Lembre-se, as coisas não acontecem simplesmente. Para cada efeito, há uma causa.
 
O desejo de meu irmão – ou fetiche, se preferir – era pelo Kentucky Fried Chicken. Ele passaria perto de uma lanchonete dessa rede, e isso logo acionaria a lembrança de quando tinha comido daquele frango. Ele imaginaria a sensação crocante  em sua boca, e pensaria na quentura e na textura da comida enquanto descia pela sua garganta.
 
Bem, depois de poucos minutos disso, a salada estava mesmo fora de cogitação, e o frango frito dentro! Um dia, logo depois de eu ter descoberto como usar as submodalidades para criar mudanças, ele, por fim, pediu-me que o ajudasse a controlar essa necessidade, que estava sabotando sua dieta e metas de saúde.
 
Pedi-lhe que formasse uma representação interior de comer a especialidade da Kentucky Fried Chicken. Dali a pouco, estava salivando. Então, fiz com que ele descrevesse as submodalidades visual, auditiva, cinestésica e gustativa de sua representação interna, com detalhes.
 
A imagem estava acima, à direita. Tamanho normal, um filme, focado e colorido. Ele podia ouvir-se dizendo: "Hum, isto é tão bom…" enquanto comia.
 
Ele adorava a sensação crocante e quente. Fiz, então, com que representasse a comida que mais odiava, alguma coisa que o punha doente do estômago, só de pensar – cenouras. (Eu sabia disso antes porque cada vez que tomava suco de cenoura ele ficava enjoado.)
 
Fiz com que descrevesse com detalhes as submodalidades das cenouras. Ele não queria nem pensar nelas. Começou a sentir-se nauseado. Afirmou que as cenouras estavam embaixo e à esquerda. Eram escuras, um pouco menores do que as reais, moldura parada e sensação fria.
 
Sua representação auditiva era: "Essas coisas são revoltantes. Não quero ter de comê-Ias. Eu as detesto!". Suas submodalidades cinestésicas e gustativas eram uma sensação de flacidez (em geral muito cozidas), morna, pastosa, gosto de estragado.
 
Disse-lhe que comesse algumas, mentalmente. Começou a se sentir realmente mal, dizendo que não podia. Perguntei: "Se tivesse, como seria senti-Ias descendo pela sua garganta?" Ele disse que estaria pronto para vomitar.
 
Tendo eliciado, com cuidado, as diferenças entre como ele representava o frango frito e as cenouras, perguntei-lhe se gostaria de trocar as sensações sobre os dois, a fim de apoiar sua alimentação de uma forma que produzisse resultados saudáveis.
 
Ele disse que estava certo, com o tom mais pessimista que ouvira em muitos dias.
 
Assim, fiz com que trocasse todas as submodalidades. Fiz com que tirasse a imagem da galinha e movesse-a para baixo e para o lado esquerdo. Imediatamente houve uma reação de náusea em seu rosto.
 
Fiz com que tornasse a imagem escura e menor do que o tamanho real, pondo-a numa moldura parada, dizendo para si mesmo: "Isso é repugnante. Não quero ter de comê-Ia.
 
Odeio isso" , na tonalidade que antes usara para as cenouras. Fiz com que pegasse a galinha, mentalmente, sentisse como era flácida, provasse a gordura morna, com gosto de podre, pastosa, de dentro dela. Começou a ficar enjoado outra vez.
 
Disse-lhe que comesse um pedaço, e ele disse não. Por quê? Porque agora o pedaço de frango estava enviando a seu cérebro os mesmos sinais que as cenouras costumavam, então ele se sentia do mesmo jeito. Por fim, fiz com que mentalmente pegasse um pedaço de frango, e ele disse: "Penso que vou vomitar".
 
Peguei então sua representação das cenouras e fiz o contrário. Fiz com que pusesse no alto, do lado direito, fizesse-as do tamanho normal, de cor brilhante, e dizesse para si: "Hum, isto é tão bom" , enquanto as comia, sentindo o calor, a textura crocante.
 
Agora, ele adora cenouras. Naquela noite, fomos jantar, e pela primeira vez na sua vida de adulto, pediu cenouras. Não só as apreciou, mas passamos pela lanchonete em questão para chegar lá. Desde então, ele tem mantido essa preferência na dieta.
 
 
Em cinco minutos, fui capaz de fazer algo similar com minha esposa, Becky. Fiz com que trocasse suas submodalidades de chocolate – rico, doce, cremoso – com as de uma comida que a fazia sentir-se enjoada – rastejantes, escorregadias, malcheirosas… Nunca mais tocou em chocolate.
 
 
As seis chaves deste capítulo podem ser suas para criar a experiência de saúde que deseja. Durante um momento imagine-se daqui a um mês, tendo seguido os princípios e conceitos dos quais falamos. Veja a pessoa que será após ter mudado sua bioquímica pela alimentação e respiração efetivas.
 
Que tal começar seu dia fazendo dez respirações profundas, limpas, poderosas que fortalecerão todo seu sistema? E começar cada dia sentindo-se alerta e alegre no controle de seu corpo?
 
E começar comendo, saudavelmente, alimentos limpadores que contêm água e parar de comer carne e laticínios, que estão cansando e obstruindo seu sistema?
 
E começar a combinar os alimentos adequadamente, de forma que sua energia fique disponível para as coisas que realmente importam?
 
E ir para a cama todas as noites sentindo que experimentou uma vibração total que lhe permitiu ser tudo que podia?
 
E sentir que está vivendo com saúde – que tem energia como nunca sonhou que fosse possível?
 
Se você olhar para essa pessoa e gostar do que viu, então tudo que estou lhe oferecendo está facilmente a seu alcance!
 
Só é preciso um pouco de disciplina – não muita, pois uma vez que quebre seus velhos hábitos, nunca voltará atrás. Para cada esforço disciplinado há múltiplas recompensas.
 
Portanto, se gosta do que viu, faça-o.
 
Comece hoje e mudará sua vida para sempre.

 

 

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