Carne e peixe

Quem pode pagar, come muita carne no Brasil. Os chineses também consomem muita proteína animal, mas tradicionalmente boa parte desta é na forma de peixe. No Brasil, isto também está mudando gradativamente. Atualmente, muitos agricultores já possuem tanques de peixes. A tendência mundial de uma verdadeira explosão na aqüicultura também é perceptível por aqui. O governo do presidente Lula até criou um Ministério da Pesca e Aqüicultura. José Fritsch – o primeiro ministro dessa pasta – também já foi prefeito de Chapecó e, portanto, não foi por acaso que na semana de intercâmbio entre Wervel e Fetraf, na primavera de 2005, nós visitamos um projeto de pesca e processamento de pescados em Concórdia, Santa Catarina. Santa Catarina é a região com maior presença dos ‘integradores’ Sadia, Perdigão e Aurora. Eles possuem milhões de suínos, aves e perus sob contrato junto aos agricultores. Suínos, aves e perus para conquistar o mercado mundial. Enquanto os pequenos avicultores da Europa estão preocupados com a gripe aviária, há muito tempo os grandes já se transferiram para o Brasil.

E assim, em Santa Catarina, as atividades são combinadas. As grandes granjas de criação de suínos, aves e perus geram um sério problema ambiental. Ora, nos tanques de piscicultura, os peixes recebem – somente nos primeiros dias – farelo de soja e/ou milho. Depois disso, os dejetos dos suínos são canalizados em direção aos tanques. E nós degustamos um churrasco de peixes enormes, 90% deles criados com esterco de porco.

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