Ativista ambiental adota nome de website vegetariano

Karin Robertson mudou legalmente seu nome e adotou, na vida diária e nos documentos, o endereço de um site de defesa do vegetarianismo

Chicago – Ela sabia que seu novo nome havia pegado quando recebeu um telefonema recentemente: "Olá, GoVeg.com. Quem fala é sua mãe. Por favor, me ligue." Pode parecer estranho, mas é verdade. Uma jovem defensora dos direitos dos animais, conhecida anteriormente como Karin Robertson, mudou seu nome legalmente para o de um site administrado por seus empregadores, o People for the Ethical Treatment of Animals (Pessoas a favor do Tratamento Ético dos Animais), Peta.

Não é um primeiro nome ou sobrenome – é apenas um nome. E não a chame de Veg ou Dot (“ponto”), como alguns tentaram. "Eu gosto do nome inteiro", diz essa jovem de 23 anos que trabalha como educadora do Peta e vive em Norfolk, Virgínia, onde a organização está sediada. A questão, segundo ela, não é necessariamente promover o Peta, onde os seus chefes ficaram bastante surpresos com a idéia.

Ela disse que resolveu mudar de nome para fazer as pessoas falarem sobre vegetarianismo (“go veg” significa algo como “seja vegetariano”) e direitos dos animais sempre que mostrasse sua nova carteira de motorista – no aeroporto, no banco ou em qualquer outro lugar "As pessoas ficam perplexas", constatou. "Toda vez que eu vou ao banco, os caixas falam sobre comida vegetariana", conta ela, com satisfação. Sua decisão de adotar um nome tão pouco comum também oferece uma chance de falar sobre o tratamento de animais em fazendas e em fábricas de processamento – uma fonte de debate intenso.

Os ativistas criticam muitas vezes, por exemplo, as condições nas quais os frangos são criados e sacrificados, mas os especialistas em agricultura dizem que os ativistas estão simplesmente optando pelo sentimentalismo sobre a ciência e o pragmatismo.

Agora, as pessoas envolvidas no campo da agricultura estão surpresas com a mudança de nome de GoVeg.com. "Parece que ela precisa fazer algo da vida", diz Kara Flynn, porta-voz do Conselho Nacional de Produtores de Porco, um grupo lobista de Washington. "Se ela realmente fosse a uma fazenda e visse o que está acontecendo ali, ficaria satisfeita."

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