Arroz e feijão em queda

Em função da ‘Semana Nacional da Alimentação’, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou, recentemente, uma pesquisa mostrando que os brasileiros estão abandonando seu bom hábito alimentar. Nos últimos cinco anos, o consumo de feijão reduziu em 30% e o de arroz em 23%. A propaganda transmitida pela ‘deusa TV’ certamente deve ter parte da culpa, já que os alimentos básicos são, sistematicamente, substituídos por alimentos com menor valor nutritivo, como bolachas e refrigerantes. Coca-Cola e Pepsi-Cola são onipresentes por aqui (3).

 

Curitiba quer fazer algo a este respeito. Constatou-se que “atualmente, metade dos curitibanos está acima do peso ideal. Da população, 30% apresenta sobrepeso e 20% são obesos”, suspira a nutricionista Ana Maria Malucelli. “Entretanto, ‘arroz e feijão’ formam uma dupla perfeita. Arroz contém um aminoácido que, em contato com um aminoácido que só existe no feijão, resulta numa proteína de excelente qualidade. A proteína é equivalente à proteína que se encontra na carne”, conclui Ana.

Para reforçar esta mensagem, a administração municipal possui 19 ‘Armazéns da Família’ e cinco ônibus que circulam pela cidade e que vendem alimentos a preços populares em 80 pontos de venda no município. Enquanto um pacote de cinco quilos de arroz custa R$ 5,01 no supermercado, no ‘Armazém da Família’ o preço é de somente R$ 4,21. Um quilo de feijão preto custa, normalmente, R$ 2,07 no supermercado e R$ 1,69 nos pontos de venda da prefeitura. Pessoas que recebem até três salários mínimos (em 2005, R$ 900) podem adquirir produtos nestes armazéns.

Na verdade, é um programa que foi criado ainda em 1985, por Jorge Samek. O atual governador, Roberto Requião, era então prefeito de Curitiba. Ao longo dos anos, vários prefeitos adotaram o programa. Esta ação ganha, atualmente, uma nova cor agora que o ‘arroz e feijão’ estão em queda. Estou curioso para saber o resultado desta iniciativa.

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