A supergalinha

Revista VEJA
Edição 1 647 -3/5/2000

A supergalinha

Ela parece uma ave comum, mas o código genético foi alterado para produzir mais carne

A maior galinha do mundo está sendo desenvolvida por uma equipe de pesquisadores da empresa americana MetaMorphix, de Baltimore. A nova galinha é uma variedade que foi geneticamente modificada para ganhar mais massa muscular e carne. Embora pareça igual às outras, é 45% mais pesada. Os pesquisadores ainda não sabem quando ela estará nas granjas – e nos supermercados. Mas a nova galinha faz parte de uma geração de animais com potencial para revolucionar a indústria da carne. Há três anos, a MetaMorphix surpreendeu o mundo quando apresentou um rato geneticamente modificado, com mais músculos. Desde então, a empresa vem empregando a técnica em animais de criação e, depois da galinha, pretende criar porcos e peixes maiores.

Uma das promessas da engenharia genética é produzir animais com carne mais saudável, com menores teores de gordura e colesterol. "Eles também não precisam de tantos antibióticos e hormônios de crescimento quanto se usa hoje nas granjas e fazendas", diz Mary Moynihan, porta-voz da MetaMorphix. O primeiro animal transgênico a chegar às prateleiras será o salmão desenvolvido por outra empresa americana, a AF Protein. O peixe foi modificado geneticamente para crescer mais rápido. Com isso, aos 18 meses, o salmão precoce já é cinco vezes maior do que as variedades existentes. A novidade pode reduzir à metade os custos da criação de salmões e trutas. Os ambientalistas torcem o nariz, evidentemente, pois temem que o supersalmão escape dos laboratórios e extermine as variedades naturais. A AF Protein garante que, por precaução, todos os salmões experimentais são inférteis.

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