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A música dos vegetais


Fotografias de Anna Stoecher

 

 

A música dos vegetais
Uma sopa de originalidade
Guarda, Teatro Municipal – Grande Auditório, 10 de Março 2006, 21:30h
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É a primeira vez que actuam em Portugal e prometem surpreender pela originalidade. Fazem música… com vegetais. The First Vienna Vegetable Orchestra promete a multiplicidade de estilos, desde a música tradicional africana aos clássicos europeus à música experimental ou electrónica.

The First Vienna Vegetable Orchestra foi fundada em Janeiro de 1998. As composições são seleccionadas ou criadas a partir duma grande multiplicidade de estilos, desde a música tradicional africana aos clássicos europeus à música experimental ou electrónica. Os instrumentos são feitos com vegetais e em alguns casos [poucos], a orquestra recorre também a utensílios de cozinha. Alho francês, pimentos, cenouras e pepinos são apenas alguns dos legumes que este inusual colectivo de Viena transforma em instrumentos. Tudo isto junto cria um autónomo e novo estilo de música, impossível de comparar com os sons convencionais. No final de cada espectáculo a orquestra convida o público a saborear uma sopa com os instrumentos utilizados.

Fundada em Janeiro de 1998, em Viena (Áustria) a “The First Vienna Vegetable Orchestra” reúne 10 músicos das mais distintas áreas, um cozinheiro e um técnico de som. Poderá parecer estranho um cozinheiro integrar a orquestra… Mas o motivo é pertinente. É que no final de cada concerto esta Orquestra convida o público presente a degustar uma sopa com os instrumentos (vegetais) utilizados, o que vai acontecer no próximo dia 10 de Março, quando a orquestra se apresentar, em estreia nacional, no Grande Auditório do TMG, às 21.30 horas.

Com dois discos editados até à data “Gemise”, de 1999 e “Automate”, de 2003, a “The First Vienna Vegetable Orchestra” cria os seus próprios instrumentos e o processo desenvolve-se em cada actuação ao vivo. «Cada vez que tocamos juntos aperfeiçoamos os instrumentos e vamos experimentando novas variantes. Por isso, trata-se mais de uma evolução do que propriamente de uma criação de instrumentos. Às vezes limitamo-nos a combinar dois instrumentos e assim criamos um outro, novo.», referem os músicos no seu site oficial.

Os instrumentos são desenvolvidos, as composições seleccionadas ou criadas a partir duma grande multiplicidade de estilos, desde a música tradicional africana aos clássicos europeus à música experimental ou à electrónica. Os instrumentos são vegetais e em alguns casos (poucos), a orquestra recorre também a utensílios de cozinha. Tudo isto junto cria um autónomo e novo estilo de música impossível de comparar com os sons convencionais. «Acreditamos que produzimos sons que não podem ser reproduzidos com facilidade por outros instrumentos. Ouve-se a diferença… umas vezes o som extraído soa a ruídos de animais, outras vezes sai algo mais abstracto… Esse som mais abstracto vamos explorá-lo no nosso próximo trabalho, os novos temas são inspirados na música electrónica contemporânea».

Outra nota curiosa sobre este espectáculo é que a orquestra só actua com vegetais frescos «é difícil tocar em vegetais de má qualidade ou em vegetais que não estão frescos porque acabam por não ser estáveis.», referem. Por este motivo os vegetais que vão dar origem aos instrumentos do espectáculo de 10 de Março serão seleccionados pela Orquestra e comprados, no próprio dia, no mercado da cidade. É uma forma do público disfrutar, uma vez mais, do que ouviram no espectáculo e de conviver com os músicos, refere a Orquestra na sua página web [www.gemueseorchester.org], onde é possível, também, ouvir alguns temas.

A entrevista…
Segue-se uma pequena entrevista que a orquestra disponibiliza na sua página web, com as questões mais colocadas. Com um grande sentido de humor, a orquestra revela os seus planos para dominar o mundo através da música vegetal e explica como é fazer música com vegetais.

Quando surgiu esta orquestra?
The First Vienna Vegetable Orchestra foi fundada em Janeiro de 1998.

Quem foi o mentor da ideia?
Não nos lembramos… não é a ideia que conta mas sim o projecto e a sua realização. Nós somos um grupo organizado de homens e mulheres que trabalham e colaboram neste projecto.

São todos vegetarianos?
Não, não somos vegetarianos. Por favor não nos voltem a perguntar isso. Já ouvimos essa pergunta 2 milhões de vezes.

Levam mesmo a sério a vossa música?
Sim, levamos a nossa música muito a sério. Não é apenas um projecto para nos divertirmos.

Tanto que o levam a sério que o vosso trabalho já foi editado…
Sim, temos 2 discos editados. O mais recente chama-se Automate [2003]. O primeiro intitula-se Gemise [1999]. Estão ambos disponíveis através da nossa distribuidora, a Extraplatte [www.extraplatte.at].

Qual foi o último instrumento que desenvolveram e quando o fizeram?
O primeiro instrumento que criámos foi o tomato, em Dezembro de 1997. E o último foi o radirimbafrigglegiggle, em Junho de 2002. Mas desenvolvemos novos instrumentos sempre que actuamos. Cada vez que tocamos juntos aperfeiçoamos os instrumentos e vamos experimentando novas variantes. Por isso, trata-se mais de uma evolução do que propriamente de uma criação de instrumentos. Às vezes limitamo-nos a combinar dois instrumentos e assim criamos um outro, novo.

Porque é tão especial o som dos instrumentos vegetais?
Acreditamos que produzimos sons que não podem ser reproduzidos com facilidade por outros instrumentos. Ouve-se a diferença… umas vezes o som extraído soa a ruídos de animais, outras vezes sai algo mais abstracto… Esse som mais abstracto vamos explorá-lo no nosso próximo trabalho, os novos temas são inspirados na música electrónica contemporânea.

A sopa que preparam no final dos espectáculos com os instrumentos que tocam é saborosa?
Temos um cozinheiro para essa tarefa de confeccionar a sopa nos nossos espectáculos e garantimos que é muito saborosa, e muito especial, também…

Quanto tempo demoram a preparar um instrumento vegetal?
Bem… o tomato demora 0 segundos, o cucumberophone cerca de 13 segundos, e o carrot recorder uns 30 segundos… Mas depende do instrumento. Alguns já estão preparados: pegamos num vegetal e tocamos com ele simplesmente. Outros são mais complicados como a hallowed celery, por exemplo.

O som depende da qualidade dos instrumentos, ou seja, dos vegetais?
Em 70 por cento dos casos, sim, depende. É difícil tocar em vegetais de má qualidade ou em vegetais que não estão frescos porque acabam por não ser estáveis. Se um instrumento se parte ou se estraga durante uma actuação, por exemplo, é provável que fosse de fraca qualidade.

Com que regularidade dão concertos ao vivo?
Aproximadamente 1 a 2 vezes por mês.

Quantos músicos compõem esta orquestra?
Actualmente somos 10 músicos, um cozinheiro e um técnico de som.

Usam notas ou memorizam a melodia?
Temos alguns temas que estão memorizados, outros são completamente improvisados, outros têm notas estritas. Na maioria das instrumentalizações usamos um gráfico com notas.

O vosso projecto colabora com outros músicos?
Sim. Trabalhámos com o compositor e trompetista Franz Hautzinger e com o klangforum de Vienna.

Têm conhecimento da existência de mais alguma orquestra vegetal por esse mundo/Universo fora?
Pergunta estranha… Tanto quanto sabemos existe apenas uma orquestra vegetal neste “pequeno” mundo. Há um músico que faz música com vegetais na Austrália, o seu nome é Linsey Pollack. Mas suponho que não haja mais na Holanda, Reino Unido, Estados Unidos da América, Marte, Constelação do Centauro, etc… Estamos a trabalhar para dominar o mundo, [aposto que a esta altura preferia não ter feito esta pergunta] tentamos infiltrar-nos em todas as orquestras filarmónicas do mundo. Agora a sério: existem milhares de orquestras vegetais por esse mundo fora, em cada mercado ou praça, basta prestar atenção… e ouvir o
delicado som dos vegetais. Também existem orquestras de pão, de comida, de latas, de carros, de telemóveis, de sapatos… Voltar ao Topo

Fonte: http://www.attambur.com/Noticias/20061t/amusicadosVegetais.htm 

 

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